sexta-feira, 23 de setembro de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Às escuras

A venda ilegal de óculos de grau no centro de Porto Alegre passa despercebida pelos olhos das autoridades, enquanto prejudica a visão dos consumidores



“Olha o óculos, olha o óculos. Óculos de grau por apenas 15 reais”! É assim que Cláudio costuma chamar seus clientes. Ele vende ilegalmente óculos de grau na rua Marechal Floriano Peixoto, no centro da Capital, distante apenas alguns passos de dois policiais militares e em um ponto estratégico - próximo a várias óticas.

Basta uma rápida caminhada pelo Centro para ser abordado por um dos vendedores ambulantes. Por volta das 14h de uma tarde movimentada no centro da Capital, me aproximo, fingindo ser uma cliente, e Cláudio se apresenta quando digo que estou interessada na mercadoria. Depois de me puxar para trás de um pilar, ele abre a bolsa que carrega, cheia de óculos, embalados apenas em um plástico e sem nenhuma identificação. Pergunto se ele tem óculos para dois graus de miopia, sem olhar para bolsa ele puxa o primeiro que vê e diz: “É esse aqui, moça”. Depois disso questiono o preço, e faço cara de surpresa após ouvir que custa apenas R$15. “Está muito barato. É quente mesmo? Vocês têm algum fornecedor direto?”, pergunto. Cláudio deixa escapar um: “É falsi (sic)”. Porém logo se arrepende do que disse e grita: “Tu é repórti (sic)”.

Sou obrigada a me afastar quando o vendedor ilegal começa a fazer ameaças: “Se tu não quer tomar uma ruim, vaza daqui, já teve repórter aqui (sic)”, grita ele alterado. Naquele momento, os vendedores ambulantes começam a se camuflar no meio da multidão e somem como em um passe de mágica.

Em uma primeira tentativa, consegui comprar um óculos, vendido por uma mulher em frente a praça XV, também no centro da Capital. Desta vez, pedi um óculos apenas para descanso, que também me foi alcançado sem que a vendedora nem olhasse para a bolsa onde carregava dezenas deles. “Esse é quente, muita gente compra aqui porque acha a qualidade dos nossos melhor do que os das óticas”, afirma.

Além de vender óculos, muitos vendedores ainda os receitam, ali mesmo no meio da calçada, como se fossem médicos. Em uma outra conversa informal com um dos ambulantes, que se apresentou apenas como Toco, descrevi a dificuldade que estava tendo para enxergar, depois disso ele me disse: “Tu precisa aumentar de um grau e meio para dois graus”. O mesmo vendedor contou que estava muito difícil vender, pois a polícia estava em cima e por isso ele tinha deixado de carregar a sacola com a mercadoria. Agora Toco só vende quando um de seus ajudantes, que fica anunciando os produtos, o chama dizendo que tem um cliente interessado.



O que dizem as autoridades

O Sindicato dos Vendedores Ambulantes e Feirantes do Rio Grande do Sul esclarece que a entidade fiscaliza somente os vendedores registrados junto à prefeitura municipal, que são aqueles que comercializam no camelódromo e que têm as famosas “carrocinhas”, geralmente de gênero alimentício - hoje já considerados microempresários. De acordo com o presidente do sindicato, Giancarlo Guimarães, se um camelô regularizado é pego vendendo mercadoria ilegal, eles fazem uma denúncia para a Secretaria Municipal da Produção Indústria e Comércio (Smic), que faz o recolhimento do material e a apreensão do registro. “Não apoiamos a ilegalidade, sabemos que vender estes óculos é crime”, ressalta.


Guimarães acredita que os óculos falsificados chegam em Porto Alegre por meio dos “mulas”, que trazem mercadorias do Paraguai. O presidente do sindicato diz também que é difícil para a Smic controlar todas as irregularidades que ocorrem no centro da cidade, mas que o sindicato também tem a sua parcela de responsabilidade sobre o assunto. Segundo o presidente, a força-tarefa articulada pela Secretaria junto ao poder público para terminar com o problema não está sendo suficiente.

Outro aspecto abordado por Guimarães durante a nossa conversa é a falta de emprego e oportunidade para todos. “Este problema é social. Estas pessoas procuram este tipo de trabalho porque não conseguiram nada melhor”, afirma. Porém o presidente também considera culpado quem compra este tipo de produto. “É o mesmo caso dos CDs piratas. As pessoas sabem que é falsificado, mas compram porque é mais barato”, explica.



De acordo com o secretário da Smic, Valter Nagelstein, a fiscalização por parte da prefeitura é feita de duas formas: a primeira é a ‘ambulante’, na qual os fiscais fazem rondas, e a segunda é a chamada ‘localizada’, feita por denúncias. “A nossa maior dificuldade é que os nossos fiscais já são conhecidos pela maioria dos ambulantes”, avalia.

Mesmo após a minha denúncia, o secretário acredita que a Smic está fazendo o seu papel. “Se nós não fossemos competentes, esta venda seria ostensiva”, afirma. Nagelstein diz ainda, que quem não está cumprindo o seu papel, são os policiais. Além disso, ele salienta que os vendedores nunca estão nos mesmos lugares - apesar de todas as vezes em que conversamos com os ambulantes eles estarem nos mesmos pontos, mesmo não sendo os mesmos vendedores.

O secretário também relata que já foi abordado por ambulantes ilegais, e que a prova de que a fiscalização está funcionando é que as mercadorias não ficam mais à vista - ao contrário do que aconteceu duas vezes durante a apuração desta reportagem. “A população não enxerga que está cometendo um crime contra a própria saúde e continua comprando estes produtos”, reflete.

O secretário aponta a parceria com o 9º Batalhão da Polícia Militar, mas admite o pouco resultado disso. “Os policiais estão desmotivados graças ao sistema falho, que solta os bandidos que eles têm tanta dificuldade para prender”, conclui.



Após um primeiro contato por telefone com a Polícia Federal do Rio Grande do Sul, questionando o conhecimento da mesma nos casos de contrabando de óculos, recebi como resposta o seguinte e-mail: “Não houve apreensão específica deste produto pela PF nos últimos anos no âmbito da Superintendência”. Mais uma vez insisti por telefone, perguntando se realmente a PF não tinha nenhum dado de apreensão, mas o assessor de imprensa foi incisivo: “Fiz um levantamento e não encontrei nada a respeito”. Quando questionado sobre a responsabilidade da Polícia Federal nestes casos, o assessor admite: “Isto é de nosso interesse sim, mas desconhecemos esta denúncia.



O delegado da Delegacia de Polícia da Proteção aos Direitos do Consumidor, Saúde Pública, Propriedade Intelectual, Material Industrial e Afins, Fernando Soares, diz que diversas investigações sobre pirataria em geral estão em andamento. “Geralmente, no fim dos inquéritos os responsáveis pelas vendas ilegais são presos”, afirma ele.

Soares adverte que a venda de óculos de grau nas ruas é um crime contra a saúde pública. “Depois de apreendida, a mercadoria é encaminhada para o Instituto Geral de Perícia, que informa, através de um laudo oficial, quais são os danos à saúde que este óculos pode gerar ao consumidor. Os materiais apreendidos pela delegacia vão para o depósito judicial ou são destruídos com autorização da justiça”, explica.

Para Soares, a venda ilegal não termina de vez porque há incentivo por parte da sociedade, que continua adquirindo este tipo de mercadoria. Quando conto que presenciei vendedores ambulantes oferecendo óculos bem perto de onde se encontravam dois policiais, Soares é incisivo: “Os judiciários, o ministério público e até a polícia não atuam porque acreditam que é melhor praticar pirataria, do que estar nas ruas roubando. O que é um grande engano, pirataria também é um crime e temos que acabar com isso”.


De acordo com o secretário da saúde do Rio Grande do Sul, Ciro Simoni, a vigilância da saúde é a responsável por avaliar e licenciar os óculos que tem condições de serem comercializados. “É a vigilância que decide quais instituições estão aptas a prestar serviços à sociedade”, explica. Sobre a venda ilegal de óculos de grau no centro da cidade o secretário diz que há uma fiscalização permanente, inclusive por parte da secretária da saúde, mas que infelizmente não é possível se ter fiscalização em todos os lugares e ao mesmo tempo. “Temos feito a nossa parte, mas sabemos que ainda é pouco”, afirma.

Quando indagado sobre as alternativas para quem não tem condições financeiras de comprar um óculos de boa qualidade, Simoni desconversa e conclui rapidamente: “O cidadão sabe quem está apto a vender óculos de qualidade. Quem insiste em procurar os ambulantes na rua está comprando gato por lebre”.


O que as óticas pensam a respeito do comércio ilegal


Um vendedor da ótica Diniz - que fica no centro da cidade - que não quis se indentificar aceitou relatar o que presencia diariamente no Centro. Ele diz nunca ter presenciado a ação dos fiscais da Smic e conta o quanto se sentia acuado quando ainda trabalhava na ótica De Conto, onde os ambulantes montavam banquinhas em frente a vitrine da loja. "Ninguém denunciava. Nós, vendedores, avisavámos o gerente, mas eu nunca vi ele fazer uma denúncia. Na verdade nos sentíamos ameaçados com a presença dos ambulantes e a sabíamos que conversar com eles não ia adiantar nada", afirma. O vendedor também conta que quando a polícia aparecia os ambulantes saiam correndo com a mercadoria, mas nunca viu nenhum policial prendendo ambulantes ou apreendendo mercadorias.

O vendedor, ainda, relata que as óticas são muito prejudicadas pela venda ilegal, uma vez que o produto dos ambulantes é muito mais barato e eles não pagam impostos, manutenção da loja e nem funcionários. “A filial da nossa rede mais prejudicada pelos ambulantes com certeza é a da Borges de Medeiros. Estamos no meio deles, e eles são muitos", conclui.

O gerente da ótica De Conto (onde o vendedor da Diniz conta já ter trabalhado), Carlos Machado, afirma que as vendas são prejudicadas em até 20%, diariamente, por conta dos vendedores ambulantes em torno da loja. “Me sinto desrespeitado com a presença deles, mas sei que nada é feito. Tem épocas que a situação está melhor, porém não dura muito tempo”, conclui.

Segundo o proprietário das Óticas Livi, Henry Livi, houve uma melhora na situação das vendas ilegais após a construção do camelódromo, mas ainda acha a concorrência com os ambulantes desleal. “As óticas geram empregos, pagam impostos e se preocupam com a saúde visual da população”, ressalta. Livi ainda lembra que por muitos anos anos fez denúncias para que a situação se regularizasse, mas faz pouco tempo que a fiscalização começou a melhorar e apreender os óculos vendidos nas ruas. “Mais de 50% do faturamento de uma loja é destinado para os impostos, direta ou indiretamente, por isso a concorrência com os ambulantes é tão injusta”, afirma.


O Sindicato das Óticas do Rio Grande do Sul preferiu não se manifestar sobre a venda ilegal de óculos de grau no centro da cidade. Após diversas tentativas, frustradas, em conseguir um depoimento do presidente, esta matéria ficará sem a visão da Instituição sobre o problema.


Os perigos para a saúde

De acordo com o médico oftalmologista, Fernando Leite, a necessidade de usar óculos feitos sob medida se dá porque cada pessoa tem uma distância entre os olhos que varia de acordo com o tamanho do rosto. Esta distância tem que ser igual ao centro óptico das lentes. Os óculos comprados prontos dificilmente apresentam o centro óptico adequado para os olhos de quem os usa. “Com esses óculos a pessoa consegue enxergar, mas depois de algum tempo começam a aparecer desconfortos visuais, como dor de cabeça, ardor ou lacrijamento”, afirma.

Outro incoveniente, retratado pelo médico, em comprar óculos prontos é que inúmeras vezes as pessoas têm graus diferentes nos dois olhos e, com certeza, usando esses óculos irão forçar mais um olho do que o outro, ocasionando assim problemas visuais. Quando, além da vista cansada, a pessoa também apresenta problemas como astigmatismo, usando esses óculos a correção será parcial, já que eles não corrigem o astigmatismo, trazendo prejuízo para a visão do paciente.

Leite aconselha, sempre, a consulta com um médico especializado quando surgir alguma dificuldade para enxergar, pois em uma consulta pode-se detectar doenças, que podem causar cegueira, como diabetes, glaucoma e hipertensão.

A dona de casa, Ieda Bierfeld Moysés, de 57 anos, comprou um óculos de camelô depois de quebrar o seu. Na urgência de comprar um novo, a dona de casa acabou se rendendo ao comércio ilegal. “Procurei os camelôs porque estraguei meu óculos em uma sexta-feira, ou seja, não poderia consultar no final de semana meu oftalmo, mas por custar tão barato acabei me acomodando e não indo ao médico nem comprando outro óculos em uma ótica”, conta.

Ieda diz que sentia que a lente do óculos comprado no camelô parecia mais forte do que ela estava habituada e que ele lhe embaralhava os olhos quando olhava para longe. Ela ainda conta que o próprio vendedor ambulante tinha um painel de letras e números, iguais aos usados pelos médicos, para avaliar a sua visão. “Na época em que comprei, enxergava bem de longe, mas não de perto e depois do uso deste óculos, passei a não enxergar bem de longe também”, lembra. Depois de três anos utilizando o óculos comprado de um camelô, Ieda havia aumentado o grau de hipermetropia e tinha também desenvolvido miopia.

Segundo o oftalmologista, o problema de Ieda se ocasionou graças a uma acomodação que o olho fez para se habituar a uma lente que não era feita para ela. “Com certeza o aumento do grau e a miopia estão ligados aos óculos que ela comprou no camelô. Além de não serem feitos sob medida, estes óculos tem um material de péssima qualidade, muitos deles tem lentes foscas e que embaraçam a visão”, explica.


- O Hospital Banco de Olhos de Porto Alegre desenvolve um projeto chamado “Saúde do Olhar”, que em parceria com a Congregação das Irmãs Filhas do Sagrado Coração de Jesus realiza exames em escolas e centros comunitários de baixa renda. De acordo com uma das responsáveis pelo projeto, a médica oftalmologista Roberta Prietsch, o mal uso de óculos de grau é uma das principais causas do glaucoma. De acordo com a médica, em maio deste ano o Banco de Olhos realizou, através de seus projetos, o exame de detecção de glaucoma em mais de 570 pessoas.


“Temos também uma parceria com a Fundação Leonística de Assistência Social, que conta com uma unidade móvel de saúde - que pode ser solicitada por instituições - para eventos abertos ao público, onde realizam-se exames. Com a unidade móvel da fundação e os médicos do HBO, atendemos pessoas de baixa renda, principalmente crianças de escolas públicas, em diversos municípios do estado”, explica Roberta. Em 2010 diversas ações, diagnosticando e cedendo óculos a quem precisava, foram realizadas.


O que diz a lei


A Lei nº 12.903, de 14 de janeiro de 2008, dispõe sobre a comercialização de produtos ópticos e o licenciamento do comércio varejistas e de prestação de serviços de produtos ópticos e afins no Estado do Rio Grande do Sul. Esta lei diz que nenhum estabelecimento de venda ao varejo e de serviços de produtos ópticos poderá instalar-se e funcionar sem prévia licença do órgão de vigilância sanitária competente. A Lei ainda explica quais os documentos necessários para o licenciamento do estabelecimento, e que todo estabelecimento deverá ter um responsável técnico. .

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Paris

Cenário de cinema, diversão e arte, Canal Saint-Martin agrada a turistas e parisienses
Publicada em 05/05/2011 às 00h50m
Bruno Agostini

http://oglobo.globo.com/viagem/mat/2011/05/04/cenario-de-cinema-diversao-arte-canal-saint-martin-agrada-turistas-parisienses-924380897.asp

PARIS - O Canal Saint-Martin, no 10º arrondissement, foi construído por Napoleão, a partir de 1802, para levar água limpa para a região central de Paris. Na segunda metade do século XIX, serviu de cenário para pinturas impressionistas de nomes como Alfred Sisley, um dos destaques do acervo do Museu d'Orsay. Em 1936, Edith Piaf gravou uma música que celebrava o lugar e, dois anos depois, Marcel Carné filmava ali "Hôtel du Nord" - onde hoje há um ótimo restaurante, que mantém o mesmo nome. Na literatura, foi cenário de livros de autores como Georges Simenon. A região, um pouco afastada dos principais circuitos turísticos parisienses, é de fácil acesso de metrô. Ainda assim, não é um lugar muito frequentado por turistas, não há gente tirando fotos com câmeras ou celulares. Mas isso está mudando. Entre outras razões porque o bairro é celeiro de jovens estilistas e também reduto de alguns dos melhores restaurantes que integram o movimento chamado bistronomique, como Astier e Le Chateaubriand, que apostam na combinação entre comida de alta categoria, bom serviço e preços acessíveis (menus com até sete pratos ficam na faixa dos 40 euros). Também há muitos restaurantes étnicos, sempre bons e baratos, porque esta área é habitada por imigrantes, de olho nos aluguéis mais em conta. O Canal St-Martin apresenta margens perfeitas para um piquenique e é um resumo de Paris: plural, reúne história, cultura, moda e boa gastronomia. Só que com preços mais camaradas. Que tal duas taças de champanhe com tapenade e torradinhas por 12 euros?



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/viagem/mat/2011/05/04/cenario-de-cinema-diversao-arte-canal-saint-martin-agrada-turistas-parisienses-924380897.asp#ixzz1LUGpEZfb
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Koenigssegg CCXR - A verdadeira cana brava

Koenigssegg CCXR - A verdadeira cana brava

Movido a etanol, superesportivo sueco desafiou a supremacia em velocidade do Bugatti Veyron, com máxima de 415km/h, mas cobra R$ 6 milhões por isso

Caderno de Veículos - Estado de Minas

Publicação: 03/05/2011 14:47 Atualização:



http://correiobraziliense.vrum.com.br/app/301,19/2011/05/03/interna_noticias,43786/koenigssegg-ccxr-a-verdadeira-cana-brava.shtml



A Ferrari não tem como rival apenas a Lamborghini. Ambas despertam uma certa rivalidade, que motivou a criação de concorrentes menores, como é o caso da Pagani, instalada próxima às duas na Itália. Mas a concorrência não fica concentrada só ali e se espalha por outros países. Até na Suécia, terra dos práticos Volvo e Saab, que entrou no jogo em 2002, com a criação do primeiro Koenigsegg. De nome intrincado, a fábrica surgiu em 1994, ainda com o sonho de construir o superesportivo perfeito, nas palavras do criador Christian Erland Harald von Koenigsegg. Do primeiro protótipo do CC, de 1996, o projeto evoluiu até chegar à edição final, o CCXR. A pretensão já enquadraria o modelo na série Carros dos sonhos. Mas não é só bafo não: na prática, o carro realmente chega perto da perfeição.

Um paraíso nada tranquilo. O CCXR conta com motor V8 4.7 biturbo alimentado por etanol, capaz de desenvolver 1.100cv aos 7.000rpm, contra 1.018cv da versão a gasolina. O torque chega aos 110kgfm a 5.600rpm. A integração homem-máquina é como nas pistas, com câmbio manual automatizado de seis marchas, com paletas no volante. Toda a força é despejada tão somente nas rodas traseiras, com a ajuda de um diferencial autoblocante. O equilíbrio é incrementado pela distribuição de peso quase perfeita, de 45% para a dianteira e os restantes 55% na traseira. As suspensões também seguem a cartilha das pistas: duplos braços triangulares, amortecedores reguláveis e altura de rodagem ajustável eletronicamente.




Na hora de arrancar da imobilidade, as rodas traseiras aro 20 polegadas, calçadas com pneus 335/30, ajudam a transferir esse ímpeto, enquanto as dianteiras são aro 19 polegadas, com pneus 255/35. Ajuda necessária para ir até os 100km/h em 2,9 segundos. Em 8,75 segundos, pouco mais do que o tempo que um Fiat Punto T-Jet leva para chegar à mesma velocidade, o CCXR já cruza os 200km/h. E segue, se houver pista, até os 415km/h. Só perde para o Bugatti Veyron SS, que já foi aos 431km/h em teste, mas fica limitado aos mesmos 415km/h na prática.

ESCANDINAVO Os princípios aeronáuticos, presentes na capota envolvente de protótipo de pista, também se refletem no uso de compostos especiais, como fibra de carbono, que permite a obtenção de um peso reduzido aos 1.280kg. Para ter uma ideia, o chassi em forma de monocoque – um monobloco como nos carros de Fórmula 1 –, feito em fibra de carbono e alumínio em colmeia, pesa apenas 72kg, menos que um adulto médio. Já incluindo os tanques de combustível. A funcionalidade das formas permite dispensar um aerofólio mais alto e agressivo e, ainda assim, contar com downforce – força que gruda o carro ao solo – de 350kg aos 250km/h. Tudo graças aos túneis Venturi, que domam o ar que passa pela parte de trás do fundo do carro, plano na porção dianteira.
Modelo é feito com compostos especiais, como fibra de carbono e alumínio


São números que levam a crer que se trata de um carro que visa apenas ao desempenho. Contudo, a finalidade almejada pelo criador não tolheu o conforto no habitáculo. O interior mescla superfícies do painel revestidas em couro pespontado e detalhes em fibra de carbono. Nos bancos e volante, muito couro do tipo Alcântara, acamurçado, que adere melhor ao corpo e mãos. Na Europa, o CCXR deu lugar ao Agera, novo superesportivo da Koenigsegg. Talvez seja uma chance de garimpar um desconto, para tentar cair um pouco o preço de R$ 6 milhões do carro.
Funcionalidade das formas dispensa o uso de um aerofólio mais alto e agressivo

segunda-feira, 14 de março de 2011

Novela da rede Record: Ribeirão do tempo

Ribeirão do tempo, novela com uma cultura bacana:Lei úmida - cachaça somente na sexta até cair e risos ate nao querer mais!!!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Avaaz

http://www.avaaz.org/po/giving_thanks/97.php?cl_tta_sign=d4beaee02b6731748be5fe3ffa846680

Avaaz

O mundo é uma tragédia para os que sentem e uma comédia para os que pensam. Sendo assim, a Avaaz é fundamental para fazer com que as pessoas sintam e pensem nas coisas com mais carinho, respeito, compreensão e entendimento para que o mundo siga o caminho da paz e do amor!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Encontro de Motociclistas - Laguna SC - 04.12.2010

http://www.facebook.com/photo.php?pid=6085272&l=332c5f1914&id=733692044

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Água: O desafio do século 21-Parte 1

O desperdicio de água se dá pela falta de informação. Na agricultura acontece isso, desperdiçam muita água, mas em São Paulo têm uma técnica boa, o gotejamento, que faz com que a plantação receba a água que necessita na quantidade exata, sem ter desperdício algum.
Depois da agricultura, o grande consumo de água acontece nas indústrias. Em São Paulo, existem empresas que consomem enorme quantidade de água, como por exemplo, as montadoras. No interior de São Paulo, em Taubaté, foi construída uma usina, onde passou a reclicar água, com isso, reduziu os custos.
Logo, percebeu-se que a substituição da água clorada pela água da chuva significou uma grande economia na conta de água. Ela é ótima para lavar carros, regar jardins, dar a descarga no vaso sanitário, entre outras coisas.

domingo, 28 de novembro de 2010

Fórmula 1

A Fórmula 1 iniciou em 1950 com a primeira prova feita no Autódromo de Silverstone, Inglaterra, conquistada pelo italiano Giuseppe Farina pilotando um Alfa Romeo. No final do campeonato, Farina foi considerado o primeiro vencedor mundial da categoria. Este tempo é marcado pelo confronto entre escuderias de dois países: de um lado os italianos da Alfa Romeo, Maseratti, Lancia e Ferrari, e de outro lado os alemães da Mercedes-Benz. No fim da década os ingleses, através do projetista John Cooper, lançam as bases da moderna Fórmula 1, utilizando muito bem os carros de chassis tubulares com motores traseiros, adotados até o final dos anos 60. Pilotos conhecidos tomaram esse tempo ainda mais encantador, como Stirling Moss, mas acima de todos eles, se destacou um nome importante que para muita gente é o melhor piloto: Juan Manuel Fangio.
Os anos 60 marca o início da revolução tecnológica da Fórmula 1, com os grandes avanços idealizados por um engenheiro inglês com muita imaginação, Colin Chapman. Da nova suspensão independente ao chassi monobloco com motor integrado, o Lotus da escuderia de Chapman se inovava com muita facilidade e tinha tecnologia de ponta para a época. O sucesso da Lotus se completa com um piloto diferenciado, Jim Clark, considerado por muitos até melhor que Juan Manuel Fangio. E quase no final da década, a revolução tecnológica conduzida pelo "Chapman/Clark/Lotus" é refeita pela Ford, ao fabricar o motor Cosworth, concebido em pranchetas inglesas. O motor Ford Cosworth viria a tomar conta das competições desde a prova do seu lançamento até o início dos anos 80. Em 1960 surgiria ainda o outro extraordinário piloto, Jackie Stewart, que conseguiu conquistar seu primeiro título em 1969 e se projetaria por completo nos anos seguintes.
Na década de 70 correm grandes evoluções já trilhadas na década anterior, e mais uma vez o avanço tecnológico ficou por conta de Colin Chapman, com seu Lotus 72 juntando todas as qualidades conquistadas nos anos 60. Em 1978, Chapman de novo agita com o carro-asa, otimizando a adesão. Em função da velocidade que aumentava a cada temporada, a tecnologia fica um pouco de fora, e ganha importância o movimento encabeçado por Jackie Stewart em favor da segurança dos veículos, dos pilotos e da infra-estrutura dos circuitos. Nesta década, que consagrou Jackie Stewart, surgem outros dois extraordinários pilotos e profissionais: Niki Lauda e Emerson Fittipaldi.
Os anos 80 marcam a consagração dos motores turbinados feitos pela Renault no final da década anterior. Os motores turbinados duraram até o final dos anos 80, sendo descontinuados pelos altos preços que custavam. A tecnologia de ponta na construção dos carros é aprimorada pelo surgimento do chassi feito em fibra de carbono, fato que colocou a Inglaterra como centro da indústria do automobilismo de competição. Esta década marca também o surgimento de grande pilotos como Alain Prost, Nelson Piquet, Nigel Mansell e o Ayrton Senna, piloto que o próprio pentacampeão Juan Manuel Fangio considerava como o único capaz de superar seus recordes dos anos 50. Esta década nos trouxe de volta as grandes "brigas", como o duelo de Senna com Alain Prost, que chegaria ao tetracampeonato nos anos 90.
Os anos 90 foram registrados pelo aumento de uma revolução tecnológica que levou ao máximo a segurança dos carros, e entrou por definitivo a informática nos bólidos da Fórmula 1. Os trabalhos feitos pelo Departamento Técnico da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) resultou em padrões construtivos que são modelos para o automobilismo de competição. A Inglaterra se manteve líder mundial da indústria do automobilismo, mas a Itália, que sempre foi forte concorrente, tem na Ferrari uma competidora igual a dos ingleses. Sendo assim, os pilotos continuariam importantes nesta indústria da velocidade. Michael Schumacher e Mika Hakkinen são grandes talentos desta época, firmando novamente a superação do homem no domínio da máquina.
No ano de 2005, a categoria consagrou seu vencedor mais novo: Fernando Alonso conquistou o título aos 24 anos de idade, superando o brasileiro Emerson Fittipaldi. No ano seguinte, o piloto repetiu o que havia feito, se consagrando o mais jovem bicampeão da Fórmula 1.
Em 2006 também foi marcado pelo fim da "Era Schumacher", com a aposentadoria do homem que fez história na categoria: Michael Schumacher. Foi seis vezes campeão, deixou as pistas e abriu caminho para novos talentos que se comprometeram fazer dos próximos anos os melhores das últimas décadas.
O Brasil em 2007 foi representado por dois pilotos. Rubens Barrichello e Felipe Massa que tentaram acabar com o jejum de 15 anos sem títulos para o país, desde o último conseguido por Ayrton Senna, em 1991.


De acordo com Ceolin (2010), Ayrton Senna da Silva foi um homem de poucas palavras, muitos – e expressivos – gestos. Um homem capaz de marcar uma Nação inteira. Mesmo dezesseis anos depois da morte dele.
Senna será sempre lembrado e respeitado por todos que amam o automobilismo. Conforme Ceolin (2010), Com Ayrton nós aprendemos que não existe fórmula mágica para o sucesso. Ele simplesmente acontece quando fazemos aquilo que amamos. Tudo é fácil e difícil ao mesmo tempo. E como é boa essa combinação.


As bandeiras são uma forma de comunicação entre a direção da prova e os pilotos da Fórmula 1. Há vários fiscais espalhados ao longo de todo o percurso com as bandeiras para sinalizar acidentes, óleo na pista, entrada de carros mais lentos ou indicar aos retardatários que eles precisam abrir passagem para os mais rápidos. Cada piloto também tem a indicação destas bandeiras no cockpit do carro através de um sistema eletrônico que usa o GPS.
A bandeira amarela é uma indicação ao piloto de perigo na pista como um carro parado em local perigoso ou algum objeto na pista. Se houver apenas uma bandeira, a intenção é advertir o piloto. São proibidas ultrapassagens no ponto que estiver a bandeira amarela.

A bandeira azul é utilizada para indicar aos retardatários que um carro mais rápido que ele está atrás e precisa ser permitida a ultrapassagem. Se o mesmo piloto for alertado por três vezes com a bandeira ele pode sofrer uma punição da direção da prova, caso não permita a ultrapassagem do piloto melhor colocado na prova.



A bandeira branca mostra ao piloto que um carro mais lento está na pista. Pode ser uma ambulância, o safety car ou até um guincho para retirada de monopostos envolvidos em acidentes.



Bandeira preta, é a bandeira que nenhum piloto quer receber. Ela vem acompanhada do número do piloto e mostra que ele deve retornar ao pit, pois foi desclassificado da prova em virtude de alguma irregularidade.



A bandeira verde indica que os perigos mostrados com outras bandeiras sinalizadas em trechos anteriores acabaram. Portanto, os pilotos podem voltar a acelerar normalmente.


Esta bandeira vermelha mostra que a corrida está interrompida, o que ocorre normalmente em acidentes ou quando a condição da pista está muito perigosa. A bandeira também pode indicar o término da prova em virtude desta falta de segurança.


Acompanhada do número do piloto, a bandeira preta com um círculo laranja indica que o carro está com um problema mecânico e precisa ir ao pit.


A bandeira branca e preta, dividida na diagonal, vem acompanhada do número do carro e adverte o piloto de sua conduta antidesportiva na pista. Caso a direção da prova considere que ele não mudou esta postura, o piloto pode ser desclassificado com a bandeira preta.


Na prova, esta é a bandeira mostrada pela primeira vez ao piloto que vence o GP. Em seguida, ela é dada aos pilotos que cruzam após o vencedor. Já nos treinos, a bandeira quadriculada indica o término da sessão, e os pilotos que cruzam antes dela podem encerrar sua volta e ela será computada para efeito de classificação.


A bandeira com listras amarela e vermelha mostra ao piloto que a pista está escorregadia, seja por óleo derramado no asfalto ou por água em excesso em alguns pontos do circuito.


A Fórmula 1 é muito emocionante, disputada e amada por muitas pessoas. Sendo assim, as pessoas buscam sentir a emoção constantemente, velocidade e adrenalina pois querem ser felizes fazendo aquilo que realmente gostam. A coragem, determinação, profissionalismo, criatividade e atenção é muito importante para atingir os objetivos desejados. A busca pela realização pessoal e profissional, juntamente com a felicidade, é o que explica as pessoas se arriscarem tanto nessa prática esportiva.


Fontes: http://esporte.uol.com.br/f1/sobre-a-f1; http://www.portalf1.kit.net/historia.htm e http://www.corridadeformula1.com/ayrton-senna-50-muito-alem-de-um-simples-heroi

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Curriculo do curso de jornalismo - Universidade Metodista do Sul. Conclusão:2007/2010

Fotografia, História da Comunicação, Produção e Planejamento Gráfico e Editorial I
Projeto Experimental I (Impresso) Redação e Expressão Oral I Sociologia da Comunicação Técnicas de Entrevista e Reportagem Teoria da Comunicação I, Antropologia Fotojornalismo História da Arte Metodologia Científica
Produção e Planejamento Gráfico e Editorial II Projeto Experimental II (Impresso)
Redação e Expressão Oral II Semiótica Teoria da Comunicação II, Assessoria de Imprensa I Filosofia Produção e Edição de Áudio Projeto Experimental III (Radiojornalismo) Radiojornalismo Redação e Expres. Oral III (red. radio e téc. loc)Produção Audiovisual Projeto Experimental IV (Telejornalismo) Redação e Expressão Oral IV (Ênfase em Televisão) Técnicas e práticas cênicas Telejornalismo TV e Vídeo: linguagem e técnicas Cultura Religiosa Documentário em Rádio e TV Ética e Cidadania Jornalismo Especializado I Projeto de Pesquisa em Comunicação Projeto Experimental V (documen. em áudio e vídeo) Psicologia da Comunicação Assessoria de Imprensa II Disciplina Eletiva Economia Jornalismo Especializado II Marketing Monografia Comunicação Comunitária Comunicação Integrada Hipermídia Jornalismo e Tecnologia
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Aprilia RSV4 Factory APRC SE 2011 - Ninguém na frente

Téo Mascarenhas - Estado de Minas




Vencedor do Mundial de Superbike, modelo superesportivo da marca italiana ganha nova versão, recheada de eletrônica e com decoração comemorativa. Motor tem 180cv

Fotos: Aprilia/Divulgação


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O modelo superesportivo Aprilia RSV4 fez barba, cabelo e bigode no Mundial de Superbikes de 2010, conquistando o título de construtores e o de pilotos, com o italiano Max Biaggi. O Mundial de Superbikes, ou simplesmente SBK, é uma competição mais democrática, que, de certa forma, se aproxima da realidade, pois o regulamento exige que as motos de pista tenham uma produção mínima de equivalentes de rua, permitindo aos consumidores mais abonados a sensação de rodar com um modelo de competição. Neste embalo, a Aprilia apresentou a versão RSV4 APRC SE, com edição limitada em 300 unidades, comemorando os títulos mundiais.

Um sofisticado cartão de visitas, repleto de eletrônica e com parte da decoração lembrando a conquista (a primeira da marca no SBK), além da assinatura do piloto Max Biaggi. O veterano Massimiliano Biaggi, ou Mad Max, aos 39 anos, nascido em Roma, renovou com a Aprilia até 2012 e agora vai ter a responsabilidade de defender o título. A presença da eletrônica começa pela sigla APRC. Aprilia Performance Ride Control é um pacote de gestão, que engloba uma lista de dispositivos e faz a famosa sopa de letrinhas parecer requentada. Começa pelo Aprilia traction control (ATC), ou Controle de Tração Aprilia, com nada menos que oito regulagens.

ABECEDÁRIO As letrinhas continuam com o sistema Aprilia Wheelie Control (AWC), ou controle de empinada Aprilia, que minimiza a subida da roda dianteira e faz seu pouso no chão mais suave, com três níveis de regulagens. Já o Aprilia Launch Control (ALC) é o controle de largada, usado nas pistas, também com três possibilidades de regulagens. Por fim, o Aprilia Quick Shift (AQS), ou câmbio rápido, que permite ao piloto passar as marchas para cima, sem usar a embreagem e sem tirar a mão do acelerador, ganhando precioso tempo. As regulagens combinadas somam nada menos que 216 possibilidades, para queimar fosfato do piloto.

Tudo isso, monitorado por meio do painel, que informa cada escolha feita a partir de uma espécie de joystick no punho esquerdo do guidão. Se ficar muito complicado, existe a possibilidade salvadora de regulagens padronizadas. Este pacote é acrescido da injeção eletrônica de combustível, com cornetas de altura variável, acelerador ride by wire e possibilidade de freios com sistema ABS nas duas rodas. Para completar, a nova Aprilia RSV4 Factory APRC SE (Special Edition), que começa a ser comercializada em novembro, conta com regulagens nas pedaleiras, para o piloto vestir melhor a moto, que é do tipo egoísta, sem lugar para a garupa.

MOTOR Com DNA das pistas, a RSV4 SE também conta com quadro regulável, possibilitando um melhor ajuste às condições de cada pista, ou estrada, com alteração na distância entre-eixos, ângulo do garfo da suspensão dianteira e até da inédita posição do motor no quadro para calibrar o centro de gravidade. A suspensão traseira é do tipo mono, da marca Ohlins de última geração, em balança de alumínio, com 130mm de curso, completamente regulável. A suspensão dianteira, também Ohlins, é invertida, com tubos de 43mm de diâmetro, igualmente multirregulável. Para completar, também conta com amortecedor de direção Ohlins, regulável.

O peso a seco é de 179kg, com emprego de materiais nobres e leves, como fibra de carbono, magnésio e alumínio. O motor, com bloco de alumínio e 999,6cm³, é um quatro cilindros em V, com inclinação de 65 graus, que deixa o conjunto bastante compacto. Desenvolve 180cv a 12.250rpm e um torque de 11,7kgfm a 10.000rpm. O freio dianteiro tem dois discos de 320mm de diâmetro, com pinças Brembo de ataque radial. O freio traseiro tem disco simples de 220mm de diâmetro, também com pinça Brembo. O quadro é em dupla trave de alumínio, mesmo material das rodas de aro 17 polegadas. No visual, carenagem com faróis duplos e painel completo, com tela digital e conta-giros analógico.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

coletiva sobre a prova do Enem

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Nos dias de hoje as pessoas valorizam mais o que a pessoa têm, ao invés do que é. Infelizmente falta amizade verdadeira, amor ao próximo, respeito, solidariedade, entre tantos outros valores. Se cada um olhar para lado e ver que existem coisas piores acontecendo em volta, perceberá que têm pessoas necessitando de tantas coisas que aos nossos olhos não são tão importantes mas que para elas são. Então, dar atenção, ajuda, carinho e se doar um pouco mais é fundamental para começar a mudar a realidade das pessoas nos dias atuais. É preciso mais solidariedade, menos egoísmo para assim viver feliz e em paz.
A formação da auto-imagem do povo indígena ressuscitado dos Tumbalalá, os Kalankó e os Karuazu, Kóiupanká e Catókinn.
Siloé Soares de Amorim
A formação da identidade ou a auto-imagem dos povos passa a construir e reconstruir a identidade da imagem da tribo indígena. Existe necessidade de reconhecer de fato e criar novos meios de interagir com as pessoas e dar apoio visual para se identificar melhor.
É muito importante entender que hoje em dia ser índio é, em muitas formas, acrescentar diversas identidades reunidas a do negro, do mais humilde, do homem do campo, etc. Tais identidades dão chance de renascer suas origens. Assim, pode-se encontrar sua parte índia, negra, e assim por diante. Com isso, chega-se a conclusão de que o preconceito populacional no Brasil dos dias atuais está terminando aos poucos. Isso é indiscutível. Deve-se levar em conta essa importante qualidade do que é rico.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

“A raça – não a biológica, aferida pela estrutura do DNA, mas a social, aquela que é definida nas relações sociais, que emerge do reconhecimento socialmente conferido aos indivíduos, a partir de aspectos e estereótipos físicos, culturais, comportamentais, etc – condiciona no Brasil, diferentes possibilidades e barreiras no acesso à riqueza social. E essas barreiras são enfrentadas, em maior ou menor grau, por algo em torno de 45% da população – os pretos e pardos, segundo as estatísticas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Isto é uma evidência suficiente para que a agenda das desigualdades raciais ocupe posição nuclear em qualquer interpretação do Brasil, bem como em intervenções concretas através de políticas públicas”

(SANTOS, Renato Emerson dos. e LOBATO, Fátima - orgs. AÇÕES AFIRMATIVAS. Políticas públicas contra as desigualdades raciais. Coleção Políticas da Cor. Rio de Janeiro: DP&A, 2003; p.8)

“Do ente abstrato, genérico, destituído de cor, sexo, idade, classe social, dentre outros critérios, emerge o sujeito de direito concreto, historicamente situado, com especificidades e particularidades. Daí apontar-se não mais o indivíduo genérica e abstratamente considerado, mas o indivíduo especificado, considerando-se categorizações relativas ao gênero, idade, etnia, raça, etc.”

(PIOVESAN, Flávia. apud SANTOS, Renato Emerson dos. e LOBATO, Fátima - orgs. AÇÕES AFIRMATIVAS. Políticas públicas contra as desigualdades raciais. Coleção Políticas da Cor. Rio de Janeiro: DP&A, 2003; p.20)
http://metodistadosul.eduead.com.br/eduead-20102/file.php/82/aula10/documentos/antrop_mod04_10_relacoes_poder_seminario.pdf

Relações de Poder, conceitos

O Estado no Brasil resultou de uma enorme operação de conquista e ocupação de parte do Novo Mundo, empreendimento no qual se associaram a Coroa portuguesa, através dos seus agentes, e a Igreja Católica, representada primeiramente pelos jesuítas. Política e ideologicamente foi uma aliança entre o Absolutismo ibérico e a Contra-Reforma religiosa, preocupada com a posse do território recém descoberto e com a conversão dos nativos ao cristianismo. Naturalmente que transcorrido mais de 450 anos do lançamento dos seus fundamentos, o Estado brasileiro assumiu formas diversas, sendo gradativamente nacionalizado e colocado a serviço do desenvolvimento econômico e social.
Em primeiro lugar, o que significa, hoje, ser brasileiro? Somos tantas culturas, tantos brasis, tantas misturas, que se pode dizer que somos ninguém. Mas também se pode pensar o contrário: o amálgama cultural e étnico que nos dá estofo possibilitou o surgimento de uma nova identidade, que concilia todas aquelas que a formaram. Sem dúvida, estas concepções são diametralmente opostas.
Mais ainda: reduzem o problema em questão a uma bipolaridade simplificadora. É necessário ampliar as possibilidades de interpretação das questões da etnicidade e da identidade - especialmente aquela surgida a partir dos imigrantes - no Brasil.
O que é ser brasileiro? Será mesmo que faz sentido falar desse "ser"? É fácil afirmar a existência da nação brasileira, se atentarmos apenas para os aspectos geográficos, jurídicos ou diplomáticos. E definir a identidade brasileira como o atributo, a etiqueta do conjunto populacional, ou dos indivíduos, que vivem dentro desse quadro formal.
Mas parece que Nação e identidade nacional exigem algo mais. Como, por exemplo, um consenso em torno de certos valores, e uma diferença entre ele e outros tipos de consenso, ou entre diferentes consensos nacionais. Ora, desde os fins do século XIX, muitos têm duvidado seja da coesão brasileira seja da diferença específica do Brasil.
Hoje essas dúvidas se acham reforçadas, face às três categorias de indagações:
a) Como poderia haver consenso de base num país caracterizado historicamente por consideráveis desigualdades econômicas, sociais, culturais e políticas - entre classes, etnias e regiões - e, no momento, pelo agravamento das dificuldades sócio-econômicas? Principalmente se observarmos o aumento da marginalidade, da criminalidade, do "enclausuramento" dos ricos e poderosos - fenômenos que parecem assinalar, aos olhos de alguns, a ressurreição, perversa, de uma sociedade de estamentos.
b) Como poderia o nível nacional manter uma significação central de identidade nacional, se o que presenciamos é a proliferação das identidades locais, de bairro em particular?
c) Não é também o nível nacional minado por cima, devido ao crescente cosmopolitismo da cultura? Mesmo porque esse cosmopolitismo não é igualitário, e repercute no seu âmbito as dissimetrias e desigualdades que acompanham a internacionalização da economia.
Desigualdades raciais no Brasil
Roberto Borges Martins (*)
(*) Presidente do IPEA. Os dados referentes à atualidade brasileira são parte do projeto “Desigualdades raciais no Brasil”, em desenvolvimento no IPEA, sob a coordenação de Ricardo Henriques
“Quando alguém prende uma corrente no pescoço de um escravo, a outra ponta dessa corrente se enrosca no seu próprio pescoço”
Ralph Waldo Emerson. Compensations
Fundamento Histórico
• Na origem das extremas desigualdades raciais observadas no Brasil está o fato óbvio de que os africanos e muitos dos seus descendentes foram incorporados à sociedade brasileira na condição de escravos.
• A chamada “escravidão moderna” foi uma das formas mais radicais de exclusão econômica e social já inventadas pelo homem.
• As desigualdades entre as raças observadas no Brasil de hoje nada mais são, portanto, que o resultado cumulativo das desvantagens iniciais transmitidas através das gerações.
• As políticas de “ação afirmativa” ou “discriminação positiva” são instrumentos de que a sociedade dispõe para compensar essas desvantagens impostas às vítimas da escravidão e seus descendentes, com o objetivo de colocá-los na mesma condição competitiva que os outros segmentos da sociedade.
• Numa linguagem bem direta, pode-se dizer que se trata apenas de “pagar os atrasados” ou de “recuperar o tempo perdido”.
• “Tratar desigualmente os desiguais para promover a igualdade”
O Brasil foi
• A segunda maior nação escravista da era moderna
• O último país do mundo ocidental a abolir a escravidão (1888)
• O penúltimo país da América a abolir o tráfico de escravos (1850)
• O maior importador de toda a história do tráfico atlântico
O Brasil tem hoje
• A segunda maior população negra (afrodescendente) do mundo, com cerca de 80 milhões de indivíduos, só sendo superado pela Nigéria.
Cronologia da abolição da escravidão na América
Saint Domingue (Haiti) 1804
Chile 1823
Províncias Unidas da América Central 1824
México 1829
Uruguai 1842
Colônias suecas 1847
Colônias dinamarquesas 1848
Colônias francesas 1848
Bolívia 1851
Colômbia 1851
Equador 1852
Educação a Distância – Antropologia – Aula 11
Argentina 1853
Venezuela 1854
Peru 1855
Colônias holandesas 1863
Estados Unidos 1863
Porto Rico 1873
Cuba 1886
Brasil 1888
Tráfico atlântico de escravos, 1451- 1870 (milhares de pessoas)
Destino 1451-1600 1601-1700 1701-1810 1811-1870 Total
Estados Unidos 0 0 376 51 427
América Espanhola 75 293 579 606 1.552
Caribe Britânico 0 264 1.401 0 1.665
Caribe Francês 0 156 1.320 96 1.572
Caribe Holandês e Dinamarquês 0 44 484 0 528
Europa e Ilhas Atlânticas 150 25 0 0 175
Brasil 50 560 1.891 1.145 3.647
Total 275 1.341 6.052 1.898 9.566
Fonte : Philip D. Curtin. The Atlantic Slave Trade. A Census (1969), p. 88
Educação a Distância – Antropologia – Aula 11
Disseminação da propriedade de escravos
Suporte social e ético do regime
• A propriedade de escravos era amplamente disseminada na sociedade brasileira (muito mais que nos Estados Unidos ou no Caribe)
• Durante quase 4 séculos o regime escravista contou com uma ampla base de sustentação social, ideológica, política e religiosa. A Igreja Católica nunca combateu a escravidão negra
•Não havia clivagens regionais, como nos EUA : a escravidão era aceita e praticada em todo o território brasileiro
• No censo do Império (1872) havia escravos em todos os 643 municípios brasileiros
• Ao contrário da lenda perpetuada pela literatura abolicionista, a sociedade não rejeitava éticamente a escravidão
• Ter escravos ou traficar com escravos não era vergonhoso, nem estigmatizante, mas sim um sinal de status, de riqueza e de prestígio. A maior parte dos grandes traficantes e dos grandes proprietários recebeu títulos de nobreza do Império
• Até depois da Guerra do Paraguai quase não se encontra nenhuma oposição ao regime servil na literatura, na imprensa, na jurisprudência ou no parlamento
• O movimento abolicionista, quando surgiu, foi inteiramente secular - a Igreja Católica não participou dele
• Possuíam escravos tanto o grande fazendeiro, o grande minerador, o grande comerciante, o general e o bispo, como o pequeno lavrador, o faiscador, o pequeno funcionário, o tropeiro, o artesão, o vendeiro e o cura da aldeia
• Mas também tinham cativos o sacristão, a viúva pobre, o negro e o mulato forros, e até alguns escravos
• O governo tinha cativos (os “escravos da nação”), assim como as ordens religiosas, os conventos e a família imperial
• As companhias mineradoras inglesas tinham muitos – no Gongo Soco encontramos negros batizados como Otello, Byron e Macbeth, além de inúmeras Pollys, Mollys e Peggies
• Em Minas Gerais, em 1831, 34% dos domicílios possuía escravos (dois terços destes tinham de 1 a 5 indivíduos)
• Em 1862, encontramos cativos em 25% dos “fogos” mineiros
• Em 1828, 25% dos domicílios paulistas possuíam escravos
• Em 1998, 30% dos domicílios brasileiros tinham telefone
• Em 1997, 24% dos domicílios mineiros tinham automóvel
Brasil : Características da população no Recenseamento do Império, 1872
População População População População População %
Livre afro Escrava Total afro Não-afro Total Afrodescendente
Côrte 71.418 48.939 120.357 154.615 274.972 43,8
RS 84.992 69.685 154.677 292.285 446.962 34,6
Maranhão 170.615 75.272 245.887 114.753 360.640 68,2
São Paulo 207.517 156.612 364.129 473.225 837.354 43,5
Rio de Janeiro 187.251 306.425 493.676 325.928 819.604 60,2
Educação a Distância – Antropologia – Aula 11
Pernambuco 449.115 89.028 538.143 303.396 841.539 63,9
Bahia 837.816 167.824 1.005.640 373.976 1.379.616 72,9
Minas Gerais 830.255 381.893 1.212.148 890.541 2.102.689 57,6
Demais províncias1.487.083 250.202 1.737.285 1.310.400 3.047.685 57,0
Brasil 4.326.063 1.545.880 5.871.943 4.239.118 10.111.061 58,1
Fonte : Recenseamento Geral do Império do Brasil (1872) (Dados corrigidos pela DGE)
Brasil : População por cor, 1890
Brancos Pretos e Pardos Total % Afro
Minas Gerais 1.292.716 1.891.383 3.184.099 59,4
Bahia 491.336 1.428.466 1.919.802 74,4
Pernambuco 423.900 606.324 1.030.224 58,9
São Paulo 873.423 511.330 1.384.753 36,9
Rio de Janeiro 376.661 500.223 876.884 57,0
Ceará 358.619 447.068 805.687 55,5
Alagoas 158.927 352.513 511.440 68,9
Demais Estados 2.326.616 2.294.710 4.621.326 49,7
Brasil 6.302.198 8.032.017 14.334.215 56,0
Fonte : Recenseamento do Brasil, 1890
Brasil : População por cor, 1991
Pretos e Pardos Indígenas Outros Total (1) % Afro % Indígena
Bahia 9.390.270 16.030 2.408.569 11.814.869 79,5 0,14
São Paulo 8.025.592 13.166 23.340.455 31.379.213 25,6 0,04
Minas Gerais 7.599.242 6.112 8.104.328 15.709.682 48,4 0,04
Rio de Janeiro 5.676.677 8.957 7.038.782 12.724.416 44,6 0,07
Pernambuco 4.750.122 10.578 2.357.474 7.118.174 66,7 0,15
Ceará 4.478.578 2.692 1.871.226 6.352.496 70,5 0,04
Maranhão 3.878.951 15.673 1.019.687 4.914.311 78,9 0,32
Pará 3.859.348 16.134 1.051.675 4.927.157 78,3 0,33
Outros Estados 21.992.411 204.793 29.143.390 51.340.594 42,8 0,40
Brasil 69.651.191 294.135 76.335.586 146.280.912 47,6 0,20
Fonte : IBGE, Recenseamento do Brasil, 1991
Nota : Não há declaração de cor para 534.895 indivíduos.
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Brasil : População por cor, 1999
Pretos e Pardos Indígenas Outros Total (1) % Afro % Indígena
Bahia 10.093.894 29.780 2.902.497 13.026.171 77,5 0,23
São Paulo 9.626.584 26.940 26.287.808 35.941.332 26,8 0,07
Minas Gerais 8.164.656 11.463 9.165.602 17.341.721 47,1 0,07
Rio de Janeiro 5.286.723 2.337 8.547.758 13.836.818 38,2 0,02
Pernambuco 4.876.897 3.836 2.713.444 7.594.177 64,2 0,05
Ceará 4.811.455 611 2.316.496 7.128.562 67,5 0,01
Maranhão 4.076.339 3.296 1.351.219 5.430.854 75,1 0,06
Pará 2.379.879 5.920 812.528 3.198.327 74,4 0,19
Outros Estados 23.372.004 177.557 33.287.557 56.837.118 41,1 0,31
Brasil 72.688.431 261.740 87.384.909 160.335.080 45,3 0,16
Fonte : IBGE, PNAD 1999
A construção da negação
Do mito da “escravidão cordial” ao mito da “democracia racial”
• A idéia de que a escravidão no Brasil era “mais branda” ou “mais suave” do que nos EUA ou no Caribe tem suas raízes no próprio período escravista
• Foi retomada por alguns historiadores no século XX (Oliveira Viana, Carolina Nabuco, Artur ramos, Donald Pierson, Mary Wilhelmine Williams, Percy A. Martin e, principalmente, Harry Johnston (1910), Gilberto Freyre (1922, 1933), Frank Tannebaum (1946) e Stanley Elkins (1959)
• Ficou conhecida na literatura como a “tese Freyre-Tannebaum-Elkins”
• Totalmente desmoralizada hoje (Roger Bastide, Fernando Henrique Cardoso, Octavio Ianni, Florestan Fernandes [UNESCO], Marvin Harris, Sidney Mintz, etc.), mas teve papel importante na fixação do mito da democracia racial no Brasil
• Gilberto Freyre. Casa Grande e Senzala (1933) :
• A escravidão afetuosa ou A senzala vista da varanda da casa grande
- uma visão idílica da escravidão e da “civilização do engenho”
- Um sistema patriarcal, paternalista, cordial, afetivo
- intensa troca cultural entre escravos e senhores
- intenso relacionamento sexual e miscigenação
- Foi o “gênio colonial português” que construiu essa civilização
• Muito mais direto e explícito em 1922, em “Social Life in Brazil in the Middle of the Nineteenth Century”. HAHR (1922)
- Escravos eram bem alimentados, bem abrigados, bem vestidos e bem tratados em geral
- “The Brazilian slave lived like a cherub if we contrast his lot with that of the English and other European factory workers in the middle of the last century”
Frank Tannebaum. Slave and Citizen. The Negro in the Americas (1946)
• Baseia seu argumento na comparação de algumas características :
- Colonização ibérica x colonização anglo-saxônica
- Catolicismo ibérico x catolicismo francês x protestantismo
- Tradição legal ibérica, convivência secular com regime escravista
- Experiência ibérica de convívio interracial
“Humanidade” do escravo brasileiro x bestialidade (chattel) nos EUA
Educação a Distância – Antropologia – Aula 11
• Estatuto legal da escravidão brasileira garantia garantia direito ao casamento e à família, direito de mudar de dono, direito de propriedade, direito de comprar sua própria liberdade
• Evidências :
- incidência de manumissão
- relacionamento sexual, miscigenação
- sistema aberto, com possibilidade de mobilidade
- abolição pacífica
Da visão da escravidão mais branda e mais humanizada os defensores dessa tese inferiram vários corolários sobre as relações raciais no Brasil pós-abolição :
• “In Brazil the freed Negroes were free men, not freedmen” (Tannebaum)
• Depois da abolição os ex-escravos adquiriram cidadania imediata, fundindo-se na população livre com plenos direitos, sem restrições legais e sem segregação
Visões como essas, junto com a afirmação formal da igualdade (inexistência de aparato legal de segregação) e a ausência de violência interracial, criaram, e mantém até hoje, a mentira da democracia racial, ou seja a idéia de que a sociedade brasileira oferece oportunidades iguais para todos, independentemente de sua raça ou cor
Esse é um dos mitos mais arraigados da cultura brasileira.
Racismo e desigualdade racial são anátemas no Brasil.
Recentemente tem surgido até mesmo um renascimento da tese da “escravidão cordial”
Desigualdades raciais no Brasil hoje: a realidade desmente o mito
• Mais de um século depois da abolição, as desvantagens e desigualdades geradas pelo regime escravista permanecem entre nós, e continuam sendo transmitidas entre as gerações
• Todas as outras sociedades escravistas da América tiveram mais sucesso que o Brasil na superação das desigualdades raciais
• No Brasil persistem grandes diferenças entre os indicadores socioeconômicos de brancos e negros e, o que é mais grave,vários desses indicadores não tem uma trajetória convergente
• Apesar disso, a sociedade brasileira continua negando a existência do problema e a necessidade de enfrentá-lo
Educação
Brasil: taxa de analfabetismo (população de 25 anos ou mais), 1999
Brancos 10,4
Pardos 25,2
Negros 25,9
Brasil: Porcentagem de adultos com x anos de estudo, 1999
Educação a Distância – Antropologia – Aula 11
0510152025300481116 ou maisBrancosPardosNegros
Brasil: Escolaridade média (anos de estudo) da população adulta, 1999
Pretos 4,2
Pardos 4,4
Brancos 6,6
Mercado de Trabalho
Brasil: Índice do rendimento médio na ocupação principal, 1999
Observado Ajustado 1 Ajustado 2
Brancos 100 100 100
Pardos 49 - -
Negros 46 - -
Educação a Distância – Antropologia – Aula 11
Pardos+Negros 48 81 84
Desemprego
Brasil: taxa de desemprego, por gênero e por cor, 1999
Homens Mulheres
Brancos 7,5 12,5
Pardos 9,2 15,6
Negros 11 16,5
Renda e pobreza
Brasil : Renda domiciliar per capita média mensal, 1992 e 1999 (em reais de 1999)
1992 1999 Negros como % dos brancos
Total Brancos Negros Total Brancos Negros 1992 1999
Brasil 232 308 137 298 401 170 44 42
Centro Oeste 240 326 162 316 428 218 50 51
Nordeste 127 190 103 167 258 128 54 50
Norte 170 242 140 213 307 176 58 57
Sudeste 292 351 174 376 461 211 50 46
Sul 266 288 141 339 371 166 49 45
Metropolitana 327 415 196 421 548 237 47 43
Rural 98 133 70 123 170 84 52 50
Urbana 228 296 137 290 379 173 46 46
Fonte: IPEA, com base na Pesquisa Nacional por amostra de domicílios (PNAD) 1992 e 1999
Educação a Distância – Antropologia – Aula 11
Educação a Distância – Antropologia – Aula 11
Brasil : Proporção e número de pobres e de indigentes, por cor, 1992 e 1999
Proporção (%) Número (milhares)
1992 1999 1992 1999 Variação (%)
Pobres
Total 41 34 57.329 52.866 -8
Brancos 29 23 22.109 19.008 -14
Negros 55 48 35.099 33.638 -4
Indigentes*
Total 19 14 27.130 22.329 -18
Brancos 12 8 8.966 6.861 -23
Negros 29 22 18.092 15.374 -15
Fonte: IPEA, com base nas PNAD 1992 e 1999
Nota : o número de indigentes está incluído no número de pobres, e não deve ser somado a eles.
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Trabalho Infantil
Brasil: Incidência de trabalho precoce, por cor, 1999
% de crianças que trabalham
5 a 9 anos 10 a 14 anos
Pretos e pardos 3,0 14,0
Outros 1,8 8,7
Fonte: IPEA, com base no PNAD, IBGE
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Brasil: Porcentagem de crianças de 5 a 9 anos que trabalham
4,5
4,0
3,5
3,0
2,5
2,0
1,5 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000
Fonte: IPEA, com base no PNAD, IBGE
Condições Habitacionais
Porcentagem de domicílios com características indesejáveis, 1992 010203040506070Material não-durávelAltadensidadeÁguaInadequadaEsgotoInadequadoSem energiaelétricaSem coletade lixoNegrosBrancos
Porcentagem de domicílios com características indesejáveis, 1999
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0102030405060Material não-durávelAltadensidadeÁguaInadequadaEsgotoInadequadoSem energiaelétricaSem coletade lixoNegrosBrancos
Porcentagem de domicílios brancos com características indesejáveis, 1992 e 1999 05101520253035Material não-durávelAltadensidadeÁguaInadequadaEsgotoInadequadoSem energiaelétricaSem coleta delixo19921999
Porcentagem de domicílios negros com características indesejáveis, 1992 e 1999
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010203040506070Material não-durávelAltadensidadeÁguaInadequadaEsgotoInadequadoSem energiaelétricaSem coletade lixo19921999
Domicílios negros por domicílios brancos com características indesejáveis, 1992 e 1999 050100150200250300350400450Material não-durávelAltadensidadeÁguaInadequadaEsgotoInadequadoSem energiaelétricaSem coletade lixo

Povos indígenas

ÍNDIOS DO BRASIL
Cultura Indígena, História dos Índios brasileiros, arte indígena, índios isolados, línguas indígenas
São considerados de origem asiática. A hipótese mais aceita é que os primeiros habitantes da América tenham vindo da Ásia e atravessado a pé o Estreito de Bering, na glaciação de 62 mil anos atrás. Pesquisas arqueológicas em São Raimundo Nonato, no interior do Piauí, registram indícios da presença humana, datados de 48 mil anos . O primeiro inventário dos nativos brasileiros só é feito em 1884, pelo viajante alemão Karl von den Steinen, que registra a presença de quatro grupos ou nações indígenas: tupi-guarani, jê ou tapuia, nuaruaque ou maipuré e caraíba ou cariba. Von den Steinen também assinala quatro grupos lingüísticos: tupi, macro-jê, caribe e aruaque. Atualmente estima-se que sejam faladas 170 línguas indígenas no Brasil.
jesuíta catequizando índios
Estima-se que, em 1500, existiam de 1 milhão a 3 milhões de indígenas no Brasil. Em cinco séculos, a população indígena reduz-se aos atuais 270 mil índios, o que representa 0,02% da população brasileira. São encontrados em quase todo o país, mas a concentração maior é nas regiões Norte e Centro-Oeste. A Funai registra a existência de 206 povos indígenas, alguns com apenas uma dúzia de indivíduos. Somente dez povos têm mais de 5 mil pessoas. As 547 áreas indígenas cobrem 94.091.318 ha, ou 11% do país. Há indícios da existência de 54 grupos de índios isolados, ainda não contatados pelo homem branco.
índios kaiapó defendem suas terras no Pará
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No início da colonização , os índios são escravizados. O aprisionamento é proibido em 1595, mas a escravização, a aculturação e o extermínio deliberado continuam e resultam no desaparecimento de vários grupos. A primeira vez em que é feita alusão ao direito dos índios à posse da terra e ao respeito a seus costumes é em 1910, com a criação do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) pelo marechal Cândido Rondon . Em 1967, o SPI é substituído pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Na década de 70, surgem Organizações Não-Governamentais (ONGs), que defendem os direitos indígenas.
Sociedade e cultura – Os grupos indígenas do Brasil têm costumes, crenças e organização social diferentes entre si, mas algumas características são comuns à maioria dos grupos. O mais comum é o aldeamento pequeno, compreendendo de 30 a 100 pessoas. A vida nas aldeias é regida por um complexo sistema de parentesco que, por sua vez, comanda desde as relações de gênero (homem-mulher) até as relações de troca e divisão do trabalho. Relacionada à sua organização social, cada aldeia geralmente possui uma complexa cosmologia (conjunto de crenças a respeito da estrutura do universo), em que são classificados os seres humanos, os animais e os seres sobrenaturais. Relacionados de maneiras peculiares a cada grupo, esses elementos muitas vezes servem como “chaves” para antropólogos explicarem as diferenças e semelhanças entre os diversos grupos indígenas brasileiros.
Interior de uma casa tupinambá
Legislação – A Constituição Federal promulgada em 1988 (ver Constituições brasileiras) é a primeira a trazer um capítulo sobre os povos indígenas. Reconhece os “direitos originários sobre as terras que (os índios) tradicionalmente ocupam”. Eles não são proprietários dessas terras que pertencem à União, mas têm garantido o usufruto das riquezas do solo e dos rios.
A diversidade étnica é reconhecida, bem como a necessidade de respeitá-la. É revogada a disposição do Código Civil que considerava o índio um indivíduo incapaz, que precisava da proteção do Estado até se integrar ao modo de vida do restante da sociedade.
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Índios Txucarramãe
Nos anos 90, começa a regularização das terras indígenas prevista pela Constituição. O governo Fernando Collor determina a demarcação de 71 ha em 13 estados e autoriza a criação de uma área de 9,4 milhões de ha para os Ianomamis. Homologa 22 áreas em oito estados e a demarcação do Parque Nacional do Xingu. O governo Itamar Franco realiza 19 homologações de terras indígenas e 39 delimitações. No primeiro ano do governo Fernando Henrique, o processo foi quase paralisado e o governo prepara um substituto legal que contorne a alegação de inconstitucionalidade das demarcações. Metade das áreas indígenas não está homologada e 80% delas sofrem algum tipo de invasão. A principal disputa envolvendo essa questão continua sendo a exploração de minerais e a posse da terra.Até os anos 80, vigorava a previsão do desaparecimento dos povos indígenas, devido à continuidade dos casos de assassinatos, doenças provocadas pelo primeiro contato com o branco e deslocamentos para terras improdutivas. Atualmente, constata-se uma retomada do crescimento populacional.
Línguas indígenas no Brasil
Línguas que se desenvolveram no Brasil há milhares de anos, com total independência em relação às tradições culturais da civilização ocidental. Atualmente existem cerca de 170 línguas indígenas no Brasil, faladas por aproximadamente 270 mil pessoas, concentradas sobretudo na região amazônica. Até hoje são conhecidos dois troncos lingüísticos (tupi e macro-jê), 12 famílias que não pertencem a nenhum tronco (caribe, aruaque, arawá, guaicuru, nambiquara, txapakura, panu, catuquina, mura, tucano, makú, yanomámi), e dez línguas isoladas, que não estão agrupadas em nenhuma família.
A família mais numerosa do tronco tupi é a tupi-guarani, cujas línguas (19 no total) são faladas por 33 mil índios, localizados em sua maioria nas áreas de floresta tropical e subtropical. Nessa família, o guarani (15 mil falantes) e o tenetehara (6.776 falantes) destacam-se entre os demais idiomas. No tronco macro-jê, a família mais numerosa é a jê, que compreende línguas (8 no total) faladas principalmente nos campos de cerrado. As mais populosas são a caingangue (10.426 falantes) e a xavante (4.413 falantes). Os outros idiomas que predominam no país são o tucüna (18 mil falantes, língua isolada); o macuxi (15.287 falantes, família caribe); o terena (9.848 falantes, família arauaque); e o yanomám (6 mil falantes, família yanomámi).
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Urna funerária tupinambá
Influência na língua portuguesa – O português sofreu grande influência das línguas nativas, especialmente do tupinambá, a língua de contato entre europeus e índios. O tupinambá foi amplamente usado nas expedições bandeirantes no sul do país e na ocupação da Amazônia. Os jesuítas estudaram a língua, traduziram orações cristãs para a catequese e o tupinambá se estabeleceu como língua geral, ao lado do português, na vida cotidiana da colônia. Desta língua indígena, o português incorpora principalmente palavras referentes à flora (como abacaxi, buriti, carnaúba, mandacaru, mandioca, capim, sapé, taquara, peroba, imbuia, jacarandá, ipê, cipó, pitanga, maracujá, jabuticaba e caju), à fauna (como capivara, quati, tatu, sagüi, caninana, jacaré, sucuri, piranha, araponga, urubu, curió, sabiá), nomes geográficos (como Aracaju, Guanabara, Tijuca, Niterói, Pindamonhangaba, Itapeva, Itaúna e Ipiranga) e nomes próprios (como Jurandir, Ubirajara e Maíra). Em 1757, o tupinambá foi proibido por uma Provisão Real. Nessa época, o português se fortaleceu com a chegada no Brasil de um grande número de imigrantes vindos da metrópole. Com a expulsão dos jesuítas do país, em 1759, o português fixou-se definitivamente como o idioma do Brasil.
Cerimônia tupinambá
Extinção das línguas – Estima-se que antes da colonização européia do Brasil o número de línguas indígenas no país era mais do que o dobro do atual. Todas as línguas que ainda existem correm sério risco de extinção devido ao pequeno contingente de falantes. A grande maioria da população indígena foi exterminada pelos colonizadores ou morreu vítima de epidemias decorrentes do contato com o homem branco. Atualmente um outro fator decisivo na extinção das línguas nativas é a perda de territórios, que obriga os índios a migrarem para as cidades, abandonando as suas tradições e modos de vida. A falta de documentação e registros escritos que possibilitem o estudo das línguas nativas também contribui para o seu desaparecimento.
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Entre as línguas já extintas encontram-se o manitsawá e o xipáya (ambas da família juruna), na primeira metade do século XX; as línguas da família camacã (tronco macro-jê), no século XX; e da família purí (tronco macro-jê), no século XIX. A língua kirirí (tronco macro-jê) extinguiu-se apesar de ter sido fartamente estudada e documentada no final do século XVII. Os últimos membros dessa tribo, situada no norte da Bahia, só falam português. As línguas mais ameaçadas atualmente são o maco (língua isolada), com apenas um falante; o baré (família aruák), também com um; o umutina (família bororo), com um falante; o apiacá (família tupi-guarani), com dois; o xetá (família tupi-guarani), com cinco falantes; o coaiá (língua isolada), com sete falantes; o júma (tupi-guarani), com nove falantes; o katawixí (família katukina), com 10 falantes; o parintintín (família tupi-guarani), com 13 falantes; o cararaô (tronco macro-jê), com 26 falantes; e o sabanê (família nambikyara), com 20 falantes.
barcos indígenas em batalha
As reservas indígenas são, atualmente, os principais locais de preservação da cultura e das línguas nativas brasileiras. As mais conhecidas são a dos Yanomámi e o Parque Indígena do Xingu. A primeira, localizada nos estados de Roraima e do Amazonas, é uma das maiores em extensão territorial, com 9.664.975 ha. Concentra 9.300 índios, que falam várias línguas da família yanomámi (ninám, sanumá, yanomám e yanomámi). No nordeste do Mato Grosso está o Parque Indígena do Xingu. As 17 tribos que vivem no local evitam a extinção de suas línguas, preservando entre elas o txucarramãe (família jê), o caiabi (família tupi-guarani), o kamayurá (família tupi-guarani), o txkão (família caribe) e o trumai (língua isolada).
FONTE :ALMANAQUE ABRIL – ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA EM MULTIMÍDIA, ABRIL MULTIMÍDIA, 1997