elenco:
Riccelli Dias
Lucas pimenta
Angélica
Amanda Diniz
Cena 1: No meio da sala de uma casa estão Bruno e Aline no maior amasso, estão se beijando. ele está de samba- canção de bolinha e ela de camisola no maior clima.
Aline: ai, hoje você arrancou me coro. hoje você se superou.
Bruno: eu sei que mando muito bem, melhor do que seu marido. enquanto ele dá o
plantão lá eu dou o plantão aqui.
Aline: muito melhor do que o Banana do meu marido. você é tão bom.
Bruno: você também é tão boa... zuda!
( os dois ficam no maior amasso. A campainha toca, eles se apavoram)
Leleu: querida, cheguei!
Aline: ( levanta-se) é Leleu, meu marido!
Bruno: e agora? o que vamos fazer?
Aline: se esconda!
Bruno: aonde?
Aline: sei lá! no banheiro das visitas.
Bruno: tá.
( Ele vai em direção ao banheiro mas volta e dá um beijo nela e vai para o banheiro)
( Aline se recompõe. vai abrir abrir a porta. o marido insistentemente aperta a campainha)
Aline: já vou! já vou! ( abre a porta) querido, mãe!
Leleu: ( entra)
mãe dela: ( entrando) que demora, minha filha pra abrir essa porta! Me deixou plantada
aqui com esse banana do seu marido.
Aline: eu estava ocupada, mamãe. e você, querido?
Leleu: saí mais cedo do plantão, hoje e resolvi trazer a Dona Gina para passar alguns
dias com a gente aqui. Então benzinho, gostou da surpresa?
Aline: ( desiludida) adorei!
mãe dela: nossa, mas essa casa tá uma zona. até parece que houve uma orgia aqui.
Aline: que orgia, mamãe!
Leleu: é mesmo. nem quando fazermos amor a casa fica desse jeito, e olha que eu
mando muito bem!
( Leleu senta-se no sofá. A mãe dela vai em direção ao banheiro das visitas. Leleu acha uma meia suja em cima do sofá)
Leleu: o que é isso, amorzinho?
Aline: ah, não é nada não. Mãe, onde você tá indo? ( a cerca)
Mãe dela: eu vou passar um fax, minha filha. Hoje eu comi uma rabada que me deixou
até frouxa.
Aline: você não prefere ir no banheiro das visitas?
mãe dela: e eu lá sou mulher de banheiro de visitas? você sabe que eu preciso da
duchinha! ( vai para o banheiro)
Aline: ai! ( senta do lado do marido que lê o jornal)
( chegando no banheiro a mãe dela abre a porta e grita ao ver o amante semi pelado de camiseta e samba canção de bolinha no banheiro. Ele também grita assustado ao vê-la gritar)
Bruno: ( saindo do banheiro) quietos, quietos! isso aqui é um assalto.
mãe dela: ai, meu Deus!
Leleu: calma, calma! nao faça nada com a gente. não temos nada de valor só a minha
sogra que não vale nada, mas é como um tesouro para nós.
Aline: minha mãezinha não. eu vou com você.
mãe dela: nao, eu vou com ele.
Bruno: então, vem mulher! ( vai pegá-la)
Leleu: ( entrando na frente deles) nao, a minha anjinha não! leve-me, faça tudo que você
quiser só não leve a minha anjinha!
mãe dela: me leve com você! eu faço este sacrificico.
Aline: Não, eu faço este sacrificio de ir com um bandido tão gostoso como este, quer dizer,
um bandido tão mafioso como este.
Leleu: não!
mãe dela: eu vou com você!
Bruno: quer saber! eu não vou levar ninguém! Eu já fiz o que eu tinha que fazer aqui
mesmo. ( sai do palco)
( Música de fundo "Não se vá" )
Mãe dela: não me deixe, gostosãoooooooo.....!!!
Leleu: vá gina! vá gina!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
JORNALISMO ESPECIALIZADO I
Introdução
Este trabalho de Jornalismo Especializado I, tem o objetivo descrever um produto jornalístico de cunho científico. Sendo assim, o produto escolhido foi a revista National Geographic, porque trata de questões em forma de reportagem sobre terra, mar e céu, e que, inevitavelmente, tem forte relação com a divulgação da pesquisa científica. Quatro edições foram escolhidas para a descrição. Além da descrição de página por página, tem a análise da matéria de jornalismo científico de cada edição em que as pautas, áreas e fontes predominantes são identificadas e destacadas. Por último, uma matéria de um exemplar foi escolhida para a explicação de sua pauta, fontes, linguagem e critérios de seleção.
Descrição do Produto:
Revista National Geographic
A National Geographic Society traz informações sobre o mundo e tudo que há nele, há mais de um século. Mais de dez milhões de membros, além do público mundial que não pára de crescer, recorrem às revistas, aos livros, ao canal de televisão, aos produtos educacionais e ao site da National Geographic Society para aumentar seu conhecimento sobre a terra, o mar e o céu, para se surpreender e se admirar.
A semente deste alcance global foi plantada na capital dos EUA, Washington D.C., no dia 13 de janeiro de 1888. Um grupo de 33 dos principais cientistas e intelectuais da cidade se reuniu no Cosmos Club naquela noite fria para discutir "a viabilidade da organização de uma sociedade para o crescimento e a difusão do conhecimento geográfico".
Eram homens apaixonados pelo tema, com profissões bem variadas: geólogos, geógrafos, meteorologistas, cartógrafos, banqueiros, advogados, naturalistas e integrantes das forças armadas. O que tinham em comum era o desejo de promover o estudo científico e disponibilizar os resultados para o público. Muitos estavam na casa dos 20 e dos 30 anos, e seguiam carreiras que os levavam a lugares muito distantes, em todos os sentidos, do Cosmos Club com seu pé-direito alto. Iam a tudo que é lugar em nome da ciência, mas sempre retornavam a Washington D.C. no outono [a partir de outubro no hemisfério Norte], deixando seus postos de pesquisa nos desertos do oeste, nas florestas do Alasca ou no meio do oceano. Washington D.C. sediava muitas das instalações de instituições preeminentes de ciência e pesquisa da época nos EUA: a Geological Survey [Pesquisa Geológica], a Coast and Geodetic Survey [Pesquisa Costeira e Geodinâmica], o Navy Hydrographic Office [Gabinete Hidrográfico da Marinha] e a Smithsonian Instituition [Instituição Smithsonian] - só para citar algumas delas. Nesses lugares, analisavam os dados obtidos, escreviam os resultados e buscavam financiamento para mais uma temporada em campo. Ajudavam a transformar a Washington de inverno em uma cidade vibrante de tanta atividade intelectual.
Os fundadores da National Geographic Society com toda a certeza personificavam o espírito de aventura e descoberta que passou a ser associado à organização. Entre seus membros estavam John Wesley Powell, famoso pela exploração pioneira do Grand Canyon, e Adolphus W. Greely, oficial-chefe de comunicações do Exército dos EUA e explorador polar reconhecido. Em 1882, durante uma expedição à baía de Lady Franklin, no Canadá, um integrante da expedição de Greely chegou ao ponto "mais setentrional" na corrida para alcançar o Pólo Norte. A expedição terminou em tragédia: apenas seis dos 25 homens sobreviveram às árduas provações da jornada e o próprio Greely teria morrido em poucas horas se não tivesse sido resgatado. Grove Karl Gilbert, o principal geólogo da nação, também estava na reunião do Cosmos Club, assim como Henry Gannett, cartógrafo renomado. George Kennan, ex-operador de telégrafo e explorador russo, tinha passado anos vivendo na Sibéria e escrevera um livro sobre a experiência. Kennan foi o único representante de uma profissão - a de jornalista - que certamente era considerada pela maior parte dos outros participantes como de pouca relevância para o futuro da organização. Duas semanas depois do primeiro encontro no Cosmos Club, os fundadores elegeram o advogado e financista Gardiner Greene Hubbard como primeiro presidente da sociedade incipiente. Apesar de ele próprio não ser cientista, Hubbard tinha interesse aguçado pela ciência e era patrocinador dedicado da pesquisa científica; seu incentivo mais notável foi o financiamento e a promoção dos experimentos de seu genro, Alexander Graham Bell, professor de surdos que tinha inventado o telefone em 1875.
Em seu discurso de apresentação, Hubbard colocou ênfase no fato de não ter estudado ciência, e declarou: "Com a minha eleição, notifica-se ao público que os membros da nossa Sociedade não estarão restritos a geógrafos profissionais, mas incluirão aquele grande número de pessoas que, como eu, desejam promover pesquisas especiais conduzidas por outrem, e servirá para difundir o conhecimento assim adquirido, entre os homens, de modo que todos nós possamos entender melhor o mundo em que vivemos".
Ao mesmo tempo em que a National Geographic Society estabelecia metas tão elevadas, os Estados Unidos estavam prestes a inaugurar uma grande era de inovações e descobertas. Em 1888, Thomas Edison inventou o cinematógrafo, protótipo para o cinema, e George Eastman aperfeiçoou a câmera em forma de caixa e o rolo de filme preto e branco. Automóveis e aviões logo se transformariam em meios de transporte, e telégrafos e telefones estavam começando a modificar a maneira de as pessoas se comunicarem.
Ainda que uma boa parte do mundo não tivesse sido explorada, os cientistas estavam reunindo conhecimento em escala tremenda. Uma enorme quantidade de energia e otimismo estava no ar, assim como a crença passional de que a ciência tinha o poder de corrigir muitos dos defeitos sociais e econômicos da sociedade que entrava na era moderna.
A recém-formada National Geographic Society seria uma força neste evangelismo científico. Muitas associações científicas da época compartilhavam desta visão. O que faria com que a National Geographic Society se destacasse seria sua capacidade duradoura de despertar o explorador que existe dentro de cada um de nós. Isso permitiu que a organização se transformasse no que é hoje: uma das maiores associações científicas e educacionais do globo, que fornece uma janela para as maravilhas do mundo e influencia a vida de milhões de pessoas.
Análise das edições:
Na edição nº 109:
Pauta predominante: O rei está nu(a)
O que terá motivado Hatshepsut a governar o Egito como homem, relegando seu enteado à sombra? A múmia dessa mulher enigmática, bem como sua verdadeira história, acaba de vir à luz.
Área predominante:
Imponente expressão do poder real, o templo mortuário de Hatshepsut se ergue contra um penhasco desértico em Deir el Bahri. Inscrições em relevo nos pórticos registram os grandes triunfos de seu reinado de 21 anos.
Fontes predominante:
Por Chip Brown e Foto de Kenneth Garret
Na edição 110:
Pauta predominante:
Bebê do gelo
Um mamute congelado e quase perfeito ressurge após 40 mil anos para revelar pistas de uma magnífica espécie extinta.
Área predominante:
Descoberto por pastores de renas na Sibéria, o mamute quase perfeito - que passou quase 40 mil anos congelado - traz informações desta espécie extinta.
Fontes predominante:
Por Tom Mueller e Foto de Francis Latreille
Na edição 111:
Pauta predominante:
Cristãos árabes - os fiéis esquecidos
Mais de 2 mil anos depois, os cristãos naturais da terra que foi o berço de sua fé estão desaparecendo.
Área predominante:
Líbano Soldados cristãos no leste de Beirute, o marco zero nos conflitos armados locais, erguem símbolos religiosos como um aviso para as milícias xiitas
Fontes predominantes:
Por Don Belt e Foto de Ed Kashi
Na edição 108:
Pauta predominante:
Economia de energia - Tudo começa em casa
Já sabemos qual é o meio mais rápido e mais barato de frear o aquecimento global: diminuir nosso consumo de energia. Com pouco esforço, a maioria de nós poderia cortar os gastos energéticos em 25% ou mais - beneficiando o planeta e nosso próprio bolso. Portanto, o que estamos esperando?
Área predominante:
A foto termográfica mostra onde há desperdício de energia nesta casa antiga em New Haven, no estado de Connecticut. As manchas vermelhas e amarelas indicam perda de calor; as novas janelas de vidro duplo aparecem em tom azulado e frio.
Fontes predominantes:
Por Peter Miller e Foto de Tyrone Turner
Matéria em destaque: Bebê do gelo
Pauta: Um mamute congelado e quase perfeito ressurge após 40 mil anos para revelar pistas de uma magnífica espécie extinta.
Fontes: Por Tom Mueller e Foto de Francis Latreille
Linguagem: No meu ver, é objetiva, clara e direta. Um leitor de nível médio de escolarização conseguirá compreender as explicações e analogias utilizadas pelos jornalistas. Os termos que se referem ao mamute congelado e quase perfeito, tem seus significados bem esclarecidos. Acredito que qualquer leigo no assunto poderá entender como funciona, lendo com atenção. Então dá para concluir que a linguagem é acessível e adequada para cidadãos comuns também.
Para construir a reportagem "Bebê do gelo", o jornalista Tom Mueller se valeu de alguns critérios de seleção:
Senso de oportunidade: Em uma manhã de maio de 2007, na península Yamal, noroeste da Sibéria, um pastor de renas da etnia nenets chamado Yuri Khudi estava com três de seus filhos em um banco de areia no rio Yuribey, confabulando perto de um cadáver de dimensões diminutas. Embora jamais tivessem visto um animal assim antes, eles o conheciam bem pelas histórias contadas por seu povo durante as escuras noites de inverno nas tendas coletivas. Aquilo, não tinham dúvida, era um bebê de mamont, o animal que, segundo os nenets, vagueia pela gélida escuridão do mundo subterrâneo, pastoreado por divindades infernais do mesmo modo que os próprios nenets cuidavam dos rebanhos de renas na tundra. Khudi já vira muitas presas de mamute, aquelas hastes espiraladas, grossas como galhos de árvore, encontradas em todo verão por seu povo. Mas nunca vira um animal completo, muito menos um exemplar tão bem preservado. Fora o pelo e as unhas das patas, que haviam sumido, o pequeno mamute estava intacto.
Timing: Os mamutes são um grupo extinto de elefantes, do gênero Mammuthus, cujos ancestrais emigraram da África há cerca de 3,5 milhões de anos e se dispersaram por toda a Eurásia, adaptando-se a vários tipos de ambiente, como florestas, savanas e estepes. O mais conhecido desses proboscídeos é o mamute-lanoso (Mammuthus primigenius), um parente próximo, e com mais ou menos as mesmas dimensões, dos elefantes atuais. Ele surgiu no Pleistoceno Médio, há mais de 400 mil anos, no noroeste da Sibéria. O mamute-lanoso era um animal muito bem adaptado ao frio, com uma densa camada de pelo superficial, recoberto por outro pelo de até 90 centímetros, e orelhas pequenas, também peludas. As imensas presas curvas, no início usadas em combates, se mostraram úteis na busca de alimentos sob a neve. Como os mamutes muitas vezes morriam e acabavam soterrados sob sedimentos que permaneceram congelados desde então, muitos de seus restos mortais chegaram aos tempos modernos, sobretudo na vasta camada do terreno congelado, conhecido como permafrost, da Sibéria.
Impacto: Tikhonov sabia que ninguém ficaria mais entusiasmado com a descoberta que seu colega americano Dan Fischer, da Universidade de Michigan. Fisher é um paleontólogo de 59 anos que dedicou grande parte das últimas três décadas a entender a vida dos mamutes e dos mastodontes do Pleistoceno, mesclando o estudo de fósseis a experimentos muito práticos e diretos. Curioso para saber como os caçadores paleolíticos conseguiam armazenar carne de mamute sem que ela se estragasse, Fisher abateu um cavalo usando instrumentos de pedra que ele mesmo produziu e, em seguida, guardou os pedaços de carne em uma lagoa usada por rebanhos. Naturalmente preservada por micróbios conhecidos como "lactobacilos" presentes na água, ao retornar à superfície a carne do cavalo exalava um odor levemente azedo que afastava os animais carniceiros. A fim de comprovar que continuava palatável, Fisher cortou e comeu filés dessa carne a cada duas semanas, desde fevereiro até o auge do verão, demonstrando assim que os caçadores de mamute poderiam muito bem ter armazenado daquela forma os animais que abatiam.
Significado: Em 4 de junho de 2008, em um laboratório de genética em São Petersburgo, Fisher, Buigues, Suzuki, Tikhonov e outros cientistas submeteram Lyuba a uma maratona de procedimentos que se estenderia por três dias. Os cientistas usaram uma furadeira elétrica para extrair amostra da corcova de gordura no dorso do pescoço, procuraram por ácaros nas orelhas e no pelo remanescente, abriram o abdome e retiraram partes do intestino para descobrir o que ela vinha comendo. Por fim, no terceiro dia, Fisher fez um corte no rosto de Lyuba e extraiu uma presa de leite, assim como quatro dentes pré-molares.
Interesse Humano: As opacas manchas de raio X visíveis na tomografia acabaram se revelando cristais azuis brilhantes de vivianita, formados do fosfato dissolvido de seus ossos. Fisher notou uma densa mistura de argila e areia na boca e na garganta de Lyuba, o que confirmaria a hipótese, feita com base na tomografia, de que ela teria morrido sufocada, provavelmente pela lama da beira do rio. Na verdade, os sedimentos na tromba de Lyuba estavam de tal modo compactados que Fisher viu isso como possível explicação da depressão no rosto. Se ela estivesse lutando para respirar, é possível que se tenha formado um vácuo parcial na base da tromba, causando afundamento dos tecidos moles na altura da testa.
Portanto, o mais provável é que Lyuba morrera ao escorregar e cair em um rio lamacento, ou perto dele, e acabou sendo preservada graças à combinação de um feliz acaso bioquímico e da obstinação de um pastor de renas. Lyuba já começara a revelar os segredos de sua breve existência, assim como pistas do destino de sua espécie. Sua condição de animal saudável encontrara correspondência no registro de seu desenvolvimento dentário, uma gratificante confirmação para Fisher de que esses dados são cruciais na investigação das causas da extinção dos mamutes. E o exame de seu bem preservado DNA mostrara que ela pertencia a uma população distinta de Mammuthus primigenius que, logo após a época em que viveu, seria substituída por outra população vinda a América do Norte para a Sibéria. Em uma escala mais íntima, o intestino de Lyuba continha fezes de mamute adulto, provavelmente de sua mãe: um indício de que os filhotes de mamute, tal como seus parentes, os elefantes modernos, ingerem as fezes da mãe a fim de inocular suas vísceras com micróbios que vão ser úteis na digestão das plantas.
Em "Outros valores" podemos incluir a necessidade de saber mais, pois tudo que se refere à novidade com relação ao congelamento é interessante destacar para os leitores se atualizarem e construírem o seu conhecimento dentro deste assunto que, no meu ponto de vista é muito importante.
Este trabalho de Jornalismo Especializado I, tem o objetivo descrever um produto jornalístico de cunho científico. Sendo assim, o produto escolhido foi a revista National Geographic, porque trata de questões em forma de reportagem sobre terra, mar e céu, e que, inevitavelmente, tem forte relação com a divulgação da pesquisa científica. Quatro edições foram escolhidas para a descrição. Além da descrição de página por página, tem a análise da matéria de jornalismo científico de cada edição em que as pautas, áreas e fontes predominantes são identificadas e destacadas. Por último, uma matéria de um exemplar foi escolhida para a explicação de sua pauta, fontes, linguagem e critérios de seleção.
Descrição do Produto:
Revista National Geographic
A National Geographic Society traz informações sobre o mundo e tudo que há nele, há mais de um século. Mais de dez milhões de membros, além do público mundial que não pára de crescer, recorrem às revistas, aos livros, ao canal de televisão, aos produtos educacionais e ao site da National Geographic Society para aumentar seu conhecimento sobre a terra, o mar e o céu, para se surpreender e se admirar.
A semente deste alcance global foi plantada na capital dos EUA, Washington D.C., no dia 13 de janeiro de 1888. Um grupo de 33 dos principais cientistas e intelectuais da cidade se reuniu no Cosmos Club naquela noite fria para discutir "a viabilidade da organização de uma sociedade para o crescimento e a difusão do conhecimento geográfico".
Eram homens apaixonados pelo tema, com profissões bem variadas: geólogos, geógrafos, meteorologistas, cartógrafos, banqueiros, advogados, naturalistas e integrantes das forças armadas. O que tinham em comum era o desejo de promover o estudo científico e disponibilizar os resultados para o público. Muitos estavam na casa dos 20 e dos 30 anos, e seguiam carreiras que os levavam a lugares muito distantes, em todos os sentidos, do Cosmos Club com seu pé-direito alto. Iam a tudo que é lugar em nome da ciência, mas sempre retornavam a Washington D.C. no outono [a partir de outubro no hemisfério Norte], deixando seus postos de pesquisa nos desertos do oeste, nas florestas do Alasca ou no meio do oceano. Washington D.C. sediava muitas das instalações de instituições preeminentes de ciência e pesquisa da época nos EUA: a Geological Survey [Pesquisa Geológica], a Coast and Geodetic Survey [Pesquisa Costeira e Geodinâmica], o Navy Hydrographic Office [Gabinete Hidrográfico da Marinha] e a Smithsonian Instituition [Instituição Smithsonian] - só para citar algumas delas. Nesses lugares, analisavam os dados obtidos, escreviam os resultados e buscavam financiamento para mais uma temporada em campo. Ajudavam a transformar a Washington de inverno em uma cidade vibrante de tanta atividade intelectual.
Os fundadores da National Geographic Society com toda a certeza personificavam o espírito de aventura e descoberta que passou a ser associado à organização. Entre seus membros estavam John Wesley Powell, famoso pela exploração pioneira do Grand Canyon, e Adolphus W. Greely, oficial-chefe de comunicações do Exército dos EUA e explorador polar reconhecido. Em 1882, durante uma expedição à baía de Lady Franklin, no Canadá, um integrante da expedição de Greely chegou ao ponto "mais setentrional" na corrida para alcançar o Pólo Norte. A expedição terminou em tragédia: apenas seis dos 25 homens sobreviveram às árduas provações da jornada e o próprio Greely teria morrido em poucas horas se não tivesse sido resgatado. Grove Karl Gilbert, o principal geólogo da nação, também estava na reunião do Cosmos Club, assim como Henry Gannett, cartógrafo renomado. George Kennan, ex-operador de telégrafo e explorador russo, tinha passado anos vivendo na Sibéria e escrevera um livro sobre a experiência. Kennan foi o único representante de uma profissão - a de jornalista - que certamente era considerada pela maior parte dos outros participantes como de pouca relevância para o futuro da organização. Duas semanas depois do primeiro encontro no Cosmos Club, os fundadores elegeram o advogado e financista Gardiner Greene Hubbard como primeiro presidente da sociedade incipiente. Apesar de ele próprio não ser cientista, Hubbard tinha interesse aguçado pela ciência e era patrocinador dedicado da pesquisa científica; seu incentivo mais notável foi o financiamento e a promoção dos experimentos de seu genro, Alexander Graham Bell, professor de surdos que tinha inventado o telefone em 1875.
Em seu discurso de apresentação, Hubbard colocou ênfase no fato de não ter estudado ciência, e declarou: "Com a minha eleição, notifica-se ao público que os membros da nossa Sociedade não estarão restritos a geógrafos profissionais, mas incluirão aquele grande número de pessoas que, como eu, desejam promover pesquisas especiais conduzidas por outrem, e servirá para difundir o conhecimento assim adquirido, entre os homens, de modo que todos nós possamos entender melhor o mundo em que vivemos".
Ao mesmo tempo em que a National Geographic Society estabelecia metas tão elevadas, os Estados Unidos estavam prestes a inaugurar uma grande era de inovações e descobertas. Em 1888, Thomas Edison inventou o cinematógrafo, protótipo para o cinema, e George Eastman aperfeiçoou a câmera em forma de caixa e o rolo de filme preto e branco. Automóveis e aviões logo se transformariam em meios de transporte, e telégrafos e telefones estavam começando a modificar a maneira de as pessoas se comunicarem.
Ainda que uma boa parte do mundo não tivesse sido explorada, os cientistas estavam reunindo conhecimento em escala tremenda. Uma enorme quantidade de energia e otimismo estava no ar, assim como a crença passional de que a ciência tinha o poder de corrigir muitos dos defeitos sociais e econômicos da sociedade que entrava na era moderna.
A recém-formada National Geographic Society seria uma força neste evangelismo científico. Muitas associações científicas da época compartilhavam desta visão. O que faria com que a National Geographic Society se destacasse seria sua capacidade duradoura de despertar o explorador que existe dentro de cada um de nós. Isso permitiu que a organização se transformasse no que é hoje: uma das maiores associações científicas e educacionais do globo, que fornece uma janela para as maravilhas do mundo e influencia a vida de milhões de pessoas.
Análise das edições:
Na edição nº 109:
Pauta predominante: O rei está nu(a)
O que terá motivado Hatshepsut a governar o Egito como homem, relegando seu enteado à sombra? A múmia dessa mulher enigmática, bem como sua verdadeira história, acaba de vir à luz.
Área predominante:
Imponente expressão do poder real, o templo mortuário de Hatshepsut se ergue contra um penhasco desértico em Deir el Bahri. Inscrições em relevo nos pórticos registram os grandes triunfos de seu reinado de 21 anos.
Fontes predominante:
Por Chip Brown e Foto de Kenneth Garret
Na edição 110:
Pauta predominante:
Bebê do gelo
Um mamute congelado e quase perfeito ressurge após 40 mil anos para revelar pistas de uma magnífica espécie extinta.
Área predominante:
Descoberto por pastores de renas na Sibéria, o mamute quase perfeito - que passou quase 40 mil anos congelado - traz informações desta espécie extinta.
Fontes predominante:
Por Tom Mueller e Foto de Francis Latreille
Na edição 111:
Pauta predominante:
Cristãos árabes - os fiéis esquecidos
Mais de 2 mil anos depois, os cristãos naturais da terra que foi o berço de sua fé estão desaparecendo.
Área predominante:
Líbano Soldados cristãos no leste de Beirute, o marco zero nos conflitos armados locais, erguem símbolos religiosos como um aviso para as milícias xiitas
Fontes predominantes:
Por Don Belt e Foto de Ed Kashi
Na edição 108:
Pauta predominante:
Economia de energia - Tudo começa em casa
Já sabemos qual é o meio mais rápido e mais barato de frear o aquecimento global: diminuir nosso consumo de energia. Com pouco esforço, a maioria de nós poderia cortar os gastos energéticos em 25% ou mais - beneficiando o planeta e nosso próprio bolso. Portanto, o que estamos esperando?
Área predominante:
A foto termográfica mostra onde há desperdício de energia nesta casa antiga em New Haven, no estado de Connecticut. As manchas vermelhas e amarelas indicam perda de calor; as novas janelas de vidro duplo aparecem em tom azulado e frio.
Fontes predominantes:
Por Peter Miller e Foto de Tyrone Turner
Matéria em destaque: Bebê do gelo
Pauta: Um mamute congelado e quase perfeito ressurge após 40 mil anos para revelar pistas de uma magnífica espécie extinta.
Fontes: Por Tom Mueller e Foto de Francis Latreille
Linguagem: No meu ver, é objetiva, clara e direta. Um leitor de nível médio de escolarização conseguirá compreender as explicações e analogias utilizadas pelos jornalistas. Os termos que se referem ao mamute congelado e quase perfeito, tem seus significados bem esclarecidos. Acredito que qualquer leigo no assunto poderá entender como funciona, lendo com atenção. Então dá para concluir que a linguagem é acessível e adequada para cidadãos comuns também.
Para construir a reportagem "Bebê do gelo", o jornalista Tom Mueller se valeu de alguns critérios de seleção:
Senso de oportunidade: Em uma manhã de maio de 2007, na península Yamal, noroeste da Sibéria, um pastor de renas da etnia nenets chamado Yuri Khudi estava com três de seus filhos em um banco de areia no rio Yuribey, confabulando perto de um cadáver de dimensões diminutas. Embora jamais tivessem visto um animal assim antes, eles o conheciam bem pelas histórias contadas por seu povo durante as escuras noites de inverno nas tendas coletivas. Aquilo, não tinham dúvida, era um bebê de mamont, o animal que, segundo os nenets, vagueia pela gélida escuridão do mundo subterrâneo, pastoreado por divindades infernais do mesmo modo que os próprios nenets cuidavam dos rebanhos de renas na tundra. Khudi já vira muitas presas de mamute, aquelas hastes espiraladas, grossas como galhos de árvore, encontradas em todo verão por seu povo. Mas nunca vira um animal completo, muito menos um exemplar tão bem preservado. Fora o pelo e as unhas das patas, que haviam sumido, o pequeno mamute estava intacto.
Timing: Os mamutes são um grupo extinto de elefantes, do gênero Mammuthus, cujos ancestrais emigraram da África há cerca de 3,5 milhões de anos e se dispersaram por toda a Eurásia, adaptando-se a vários tipos de ambiente, como florestas, savanas e estepes. O mais conhecido desses proboscídeos é o mamute-lanoso (Mammuthus primigenius), um parente próximo, e com mais ou menos as mesmas dimensões, dos elefantes atuais. Ele surgiu no Pleistoceno Médio, há mais de 400 mil anos, no noroeste da Sibéria. O mamute-lanoso era um animal muito bem adaptado ao frio, com uma densa camada de pelo superficial, recoberto por outro pelo de até 90 centímetros, e orelhas pequenas, também peludas. As imensas presas curvas, no início usadas em combates, se mostraram úteis na busca de alimentos sob a neve. Como os mamutes muitas vezes morriam e acabavam soterrados sob sedimentos que permaneceram congelados desde então, muitos de seus restos mortais chegaram aos tempos modernos, sobretudo na vasta camada do terreno congelado, conhecido como permafrost, da Sibéria.
Impacto: Tikhonov sabia que ninguém ficaria mais entusiasmado com a descoberta que seu colega americano Dan Fischer, da Universidade de Michigan. Fisher é um paleontólogo de 59 anos que dedicou grande parte das últimas três décadas a entender a vida dos mamutes e dos mastodontes do Pleistoceno, mesclando o estudo de fósseis a experimentos muito práticos e diretos. Curioso para saber como os caçadores paleolíticos conseguiam armazenar carne de mamute sem que ela se estragasse, Fisher abateu um cavalo usando instrumentos de pedra que ele mesmo produziu e, em seguida, guardou os pedaços de carne em uma lagoa usada por rebanhos. Naturalmente preservada por micróbios conhecidos como "lactobacilos" presentes na água, ao retornar à superfície a carne do cavalo exalava um odor levemente azedo que afastava os animais carniceiros. A fim de comprovar que continuava palatável, Fisher cortou e comeu filés dessa carne a cada duas semanas, desde fevereiro até o auge do verão, demonstrando assim que os caçadores de mamute poderiam muito bem ter armazenado daquela forma os animais que abatiam.
Significado: Em 4 de junho de 2008, em um laboratório de genética em São Petersburgo, Fisher, Buigues, Suzuki, Tikhonov e outros cientistas submeteram Lyuba a uma maratona de procedimentos que se estenderia por três dias. Os cientistas usaram uma furadeira elétrica para extrair amostra da corcova de gordura no dorso do pescoço, procuraram por ácaros nas orelhas e no pelo remanescente, abriram o abdome e retiraram partes do intestino para descobrir o que ela vinha comendo. Por fim, no terceiro dia, Fisher fez um corte no rosto de Lyuba e extraiu uma presa de leite, assim como quatro dentes pré-molares.
Interesse Humano: As opacas manchas de raio X visíveis na tomografia acabaram se revelando cristais azuis brilhantes de vivianita, formados do fosfato dissolvido de seus ossos. Fisher notou uma densa mistura de argila e areia na boca e na garganta de Lyuba, o que confirmaria a hipótese, feita com base na tomografia, de que ela teria morrido sufocada, provavelmente pela lama da beira do rio. Na verdade, os sedimentos na tromba de Lyuba estavam de tal modo compactados que Fisher viu isso como possível explicação da depressão no rosto. Se ela estivesse lutando para respirar, é possível que se tenha formado um vácuo parcial na base da tromba, causando afundamento dos tecidos moles na altura da testa.
Portanto, o mais provável é que Lyuba morrera ao escorregar e cair em um rio lamacento, ou perto dele, e acabou sendo preservada graças à combinação de um feliz acaso bioquímico e da obstinação de um pastor de renas. Lyuba já começara a revelar os segredos de sua breve existência, assim como pistas do destino de sua espécie. Sua condição de animal saudável encontrara correspondência no registro de seu desenvolvimento dentário, uma gratificante confirmação para Fisher de que esses dados são cruciais na investigação das causas da extinção dos mamutes. E o exame de seu bem preservado DNA mostrara que ela pertencia a uma população distinta de Mammuthus primigenius que, logo após a época em que viveu, seria substituída por outra população vinda a América do Norte para a Sibéria. Em uma escala mais íntima, o intestino de Lyuba continha fezes de mamute adulto, provavelmente de sua mãe: um indício de que os filhotes de mamute, tal como seus parentes, os elefantes modernos, ingerem as fezes da mãe a fim de inocular suas vísceras com micróbios que vão ser úteis na digestão das plantas.
Em "Outros valores" podemos incluir a necessidade de saber mais, pois tudo que se refere à novidade com relação ao congelamento é interessante destacar para os leitores se atualizarem e construírem o seu conhecimento dentro deste assunto que, no meu ponto de vista é muito importante.
Trabalho de Produção Audiovisual
Decupagem
Porto Alegre 2008
PROGRAMA:JORNAL NACIONAL
EDITOR: ALINE CHIEZA
DATA: 25/10/2008 ASSUNTO: NOTÍCIA DA MORTE DE FREDDIE MERCURY
TEMPO: 03:09
WILLIAM BONNER (VV)
PM DO APRESENTADOR
PPP DAS UVAS (1”)
PD DAS FLORES (1”)
PCDO PANETONE,DAS FLORES E DE UMA MULHER ABAIXADA(1”)
PPP DE MULHER CHORANDO NO OMBRO D EUM HOMEM(1”)
PC DE HOMEM CARREGANDO FLORES(2”)
PC DE PESSOAS NA PORTA DA MANSÃO(2”)
PG DAS FLORES NA PORTA COM ZOON IN EM TILT DOWN ATÉ UMA FOTO NA PORTA(6”)
PM DO REPÓRTER
GC: PEDRO BIAL/LONDRES (3”)
PD DO ROSTO DEUMA GAROTA, PAN PARA A ESQUERDA ATÉ PD DO ROSTO D EOUTRA GAROTA AO LADO(3”) FUSÃO(1”) FOTO EM PPP DE FREDDIE MERCURY (3”) FOTO EM PC DE FREDDIE MERCURY DO LADO D EUM HOMEM(3”) CENAS D EUM VIDEOCLIPE DO QUEEN (21”)
GPS DE HOMEM AJOELHADO (2”) PP DE FREDDIE MERCURY DANDO ENTREVISTA (2”) PC DE FREDDIE MERCURY VESTIDO DE DONA DE CASA EM DOLLY PARA A ESQUERDA (3”)
PP ENTREVISTADO GC: OSMIR XAVIER/ESTUDANTE (1”)
PP EM ZOOM OUT ATÉ PM DE HOMEM DE COSTAS (3”) PD DE ROSTO DE MULHER DE PERFIL (1”) PD DE ROSTO (1”) FUSÃO (1”)
PM DE FREDDIE MERCURY CANTANDO COM GUITARRISTA AO LADO (1”) PM DE HELICÓPTERO VOANDO (2”) PM DE FREDDIE MERCURY EM DOLLY PARA A ESQUERDA (3”) GC: ROCK IN RIO/1985 (5”) CENAS DE VIDEOCLIPE E SHOWS (6”) CENAS DE UM VIDEOCLIPE (5”) CENAS DO VIDEOCLIPE BOHE MIAN RHAPSODY (6”) GC: BOHE MIAN RHAPSODY/1975 (4”)
CENAS EM PM DE UMA ÓPERA (5”)
GC: ‘BARCELONA’/WITH MONTSERRAT CABALLE (3”) PP DE FREDDIE MERCURY CANTANDO NO PALCO (2”) PC DE FREDDIE MERCURY EM PERFORMANCE NO PALCO (4”) FOTO EM PC DE FREDDIE MERCURY NO PALCO (1”) FOTO EM PM DE FREDDIE MERCURY CANTANDO (1”) CENAS DO CLIPE “ O ESPETÁCULO TEM QUE CONTINUAR" (11”)
GPG DE FREDDIE MERCURY NO ROCKIN RIO DE MIL NOVESCENTOS E OITENTA E CINCO COM FUSÃO EM GPG DO PÚBLICO (6”) GC: ROCK IN RIO/1985 (7”) PM DO PÚBLICO (5”) PG DO PALCO COM FREEDIE MERCURY E UM VIOLINISTA (9”) FUSÃO COM PM DE FREDDIE MERCURY CANTANDO (5”) FUSÃO COM O PÚBLICO (20”) FUSÃO COM GPG DE PALCO E PÚBLICO (3”)
WILLIAM BONNER (VV)
CABEÇA
DEPOIS DE ANUNCIAR QUE ESTAVA COM AIDS, O lLÍDER DO GRUPO QUEEN DEIXA UMA DAS MAIORES FORTUNAS DA MÚSICA E MILHARES DE FÃS POR TODO O MUNDO./
RODA VT
OFF ( PEDRO BIAL)
UVAS, FLORES, PANETONE E LÁGRIMAS./ PRESENTES DE DESPEDIDA DOS FÃS NA PORTA DA MANSÃO ONDE FREDDIE MERCURY MORREU, ONTEM À NOITE, AO LADO DO PAI E DA MÃE./
Stand up:
HÁ QUASE DOIS ANOS FREDDIE MERCURY VIVIA RECOLHIDO NA SUA MANSÃO DE NOVE MILHÕES DE DÓLARES AQUI NA ZONA OESTEDE LONDRES./ NA ÚLTIMA ENTREVISTA, O SUPERSTAR MULTIMILIONÁRIO DIZIA SOFRER DA MAIS TERRÍVEL FORMA DE SOLIDÃO, PODIA COMPRAR TUDO NO MUNDO, MENOS O QUE MAIS DESEJAVA, UMA RELAÇÃO AMOROSA ESTÁVEL./
Off: DESDE QUE FICOU DOENTE FREDDIE MERCURY NÃO APARECEU MAIS EM PÚBLICO./ AS FOTOS MAIS RECENTES SÃO DE SUAS IDAS AO MÉDICO./ NO ÚLTIMO VIDEOCLIPE DO QUEEN, FREDDIE SÓ APARECEU EM IMAGENS DE ARQUIVO./ NUMA ENTREVISTA, EM OITENTA E CINCO, FREDDIE MERCURY NEGAVA SER UM SUPERSTAR./ SOU UMA DONA DE CASA, ELE AFIRMAVA COM HUMOR./
SONORA: DIZENDO A VERDADE, QUEEN NÃO MORREU./ CONTINUA VIVO./
OFF: BRASILEIROS, INGLESES OU JAPONESES./ DURANTE VINTE ANOS ELES COMPRARAM CEM MILHÕES DE DISCOS DO QUEEN E DERAM À FREDDIE MERCURY UMA FORTUNA QUASE CINQUENTA MILHÕES DE DÓLARES./
DE ASCENDENCIA PERSA, FREE RICK BULSARA MORREU AOS QUARENTA E CINCO ANOS, DEPOIS DE UMA VIDA À PLENOS PULMÕES./
CANTOR DE ROCK, FLERTAVA COM A ÓPERA./
ANUNCIAVA, PARA QUEM QUISESSE OUVIR, QUE TEVE MAIS AMANTES DO QUE ELIZABETH TAYLOR E SE DIZIA A PESSOA MAIS SOLITÁRIA DO MUNDO./ FREDDIE MERCURY PREFERIU ENFRENTAR A AIDS COM O SILÊNCIO./ NUMA DE SUAS ÚLTIMAS CANÇÕES COLOCOU O TÍTULO, O ESPETÁCULO TEM QUE CONTINUAR./
PROGRAMA:JORNAL NACIONAL
EDITOR: ALINE CHIEZA
DATA: 25/10/2008 ASSUNTO: MORTE DE DERCY GONÇALVES
TEMPO: 03:39
ALEXANDRE GARCIA (VV)
PM DO APRESENTADOR
GPG DO HOSPITAL SÃO LUCAS, EM COPACABANA NO RIO DE JANEIRO (1”08’)
PM DA REPÓRTER GC BETTE LUCCCHESE (1”)
PPP DE FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES (1”)
PD DE OUTRA FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES (1”)
PG DA CIDADE DE SANTA MARIA MADALENA, INTERIOR DO RIO DE JANEIRO (1”)
PM DE OUTRA
FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES AOS DEZESSETE ANOS(1”)
PPP DE OUTRA FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES(1”)
PM DE OUTRA FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES(1”)
PC FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES(1”)
PP DE OUTRA FOTO DE DERCY GONÇALVES (1”)
PPP DE FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES (1”)
PP FOTO ATUAL DE DERCY GONÇALVES (1”)
PG DE DERCY GONÇALVES SE APRESENTANDO NO PALCO (1”)
PP DERCY GONÇALVES SE MAQUIANDO (1”)
PD DERCY GONÇALVES (1”)
PC DERCY GONÇALVES DANÇANDO (1”)
PG DERCY GONÇALVES DANÇANDO (1”)
PC DE DERCY GONÇALVES SE APRESENTANDO (1”)
PM ZÉ TRINDADE (1”)
PG DERCY DANÇANDO (1”)
PM REPÓRTER BEATRIZ THIELMANN, NO RIO DE JANEIRO (2”)
GPG DA ESCOLA DE SAMBA VIRADOURO (1”)
PG DA ESCOLA DE SAMBA VIRADOURO (1”)
PP ENTREVISTADO GC: RENATO ARAGÃO/ATOR (1”)
PG DE DERCY GONÇALVES (1”)
GPG VÁRIAS PESSOAS NA APRESENTAÇÃO DE DERCY GONÇALVES NA PRAÇA TIRADENTES (1”)
PM DE AGILDO RIBEIRO, ATOR (2”)
PP DERCY GONÇALVES BATENDO PALMAS (1”)
ALEXANDRE GARCIA (VV)
CABEÇA
O BRASIL PERDEU HOJE SUA ATRIZ MAIS IRREVERENTE, DERCY GONÇALVES MORREU AOS CENTO E UM ANOS
RODA VT
STAND UP (BETTE LUCCCHESE)
DERCY GONÇALVES MORREU AQUI NO HOSPITAL SÃO LUCAS, EM COPACABANA, NA ZONA SUL DO RIO DE JANEIRO./ ELA FOI INTERNADA DE MADRUGADA NO CTI COM PNEUMONIA./ SEGUNDO O HOSPITAL, O ESTADO DE SAÚDE DE DERCY SE AGRAVOU DEPOIS DO MEIO DIA./ A PNEUMONIA EVOLUIU PARA INFECÇÃO PULMONAR E INSUFICIENCIA RESPIRATÓRIA./ DERCY GONÇALVES MORREU POUCO ANTES DAS CINCO DA TARDE, O GOVERNO DO ESTADO DECRETOU LUTO OFICIAL POR TRES DIAS./ A FEIRA DA COMEDIANTE ENTROU A POUCO AQUI NO HOSPITAL MAS NÃO QUIS FALAR COM A IMPRENSA./ O CORPO DE DERCY ACABA DE SAIR DAQUI PARA SER PREPARADO PARA O VELÓRIO AMANHÃ NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO./ O ENTERRO SERÁ PROVAVELMENTE NA SEGUNDA – FEIRA EM SANTA MARIA MADALENA, CIDADE NATAL DE DERCY GONÇALVES NA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO./
DERCY GONÇALVES COSTUMAVA DIZER QUE VIVIA UM VIDÃO, UM SÉCULO DE VIDA CERCADA DE APLAUSOS POR ONDE PASSOU./
OFF: FILHA DE UM ALFAIATE E UMA LAVADEIRA, DOLORES GONÇALVES COSTA, A DERCY, NASCEU NO INTERIOR DO RIO DE JANEIRO EM SANTA MARIA MADALENA./ AOS DEZESSETE ANOS, FUGIU DE CASA PARA SE JUNTAR A UM GRUPO DE ATORES MANBEIBES./ NA DÉCADA DE TRINTA, PERCORREU O BRASIL COMO PROTAGONISTA DE TEATRO DE REVISTA./ OUSADA, NÃO SE PRENDIA NUNCA AO QUE O AUTOR ESCREVIA./ AÍ, ENTRAVA EM CENA A DERCY A COMEDIANTE ESCRAXADA, DE PALAVRAS SEM LIMITE./
SONORA: “ A VIDA INTEIRA EU FUI FALADA D EUMA FORMA OU DEOUTRA, SEMPRE SE PREOCUPARAM MUITO COM A MINHA VIDA.”
FOI ESTRELA DAS CHANCHADAS, COMÉDIAS, DA PRAÇA TIRADENTES E DOS MUSICAIS DO CASSINO DA URCA NO RIO DE JANEIRO./ NO CINEMA, FEZ MAIS DE TRINTA FILMES, ALGUNS AO LADO DE GRANDES ATORES COMO ZÉ TRINDADE./
STAND UP: (BEATRIZ THIELMANN)
MAS DERCY, NUNCA CONSEGUIU FICAR LONGE DOS PALCOS, PRECISAVA DO CALOR DA PLATÉIA PERTO DELA./ DIZIA QUE SE ALIMENTAVA COM A REAÇÃO DO PÚBLICO QUASE SEMPRE COM UMA BOA GARGALHADA./
OFF: NUNCA PAROU DE SURPREENDER./ AO RECEBER A HOMENAGEM DA ESCOLA DE SAMBA VIRADOURO, DERCY MOSTROU PORQUE SEMPRE FOI DERCY, EM PLENA MARQUES DE SAPUCAÍ, NÃO FEZ CERIMONIA, AOS NOVENTA E QUATRO ANOS./ NA DÉCADA DE SESSENTA ENCANTOU OS TELESPECTADORES COM VÁRIOS PROGRAMAS./ DEPOIS, NAS NOVELAS A MESMA MARCA DA ATRIZ ENGRAÇADA E ESPONTANEA./ SEGUNDO O RENATO ARAGÃO, ATOR, DIZ QUE ELA TEM SIDO UMA COMEDIANTE INDESCRITÍVEL, DENTRO DO SEU ESTILO DE HUMOR ALEGRE E IRREVERENTE./
OFF: DA MORTE, SEMPRE ZOMBOU, MAS NÃO DEIXOU DE CONTRUIR SEU PRÓPRIO MAUSOLÉU, NA MESMA SANTA MARIA MADALENA, PEQUENA CIDADE ONDE NASCEU./ SEGUNDO O ATOR AGILDO RIBEIRO, ELA DIRIA, SE FOSSE DAR ENTREVISTA, OLHA VOCES NÃO PENSAM QUE EU VOU EMBORA,VOU ENCHER O SACO DE VOCES, ATÉ DE NOITE, VOU PUXAR A PERNA E DAQUI A POUCO TODOS NÓS VAMOS DESCER.//
Porto Alegre 2008
PROGRAMA:JORNAL NACIONAL
EDITOR: ALINE CHIEZA
DATA: 25/10/2008 ASSUNTO: NOTÍCIA DA MORTE DE FREDDIE MERCURY
TEMPO: 03:09
WILLIAM BONNER (VV)
PM DO APRESENTADOR
PPP DAS UVAS (1”)
PD DAS FLORES (1”)
PCDO PANETONE,DAS FLORES E DE UMA MULHER ABAIXADA(1”)
PPP DE MULHER CHORANDO NO OMBRO D EUM HOMEM(1”)
PC DE HOMEM CARREGANDO FLORES(2”)
PC DE PESSOAS NA PORTA DA MANSÃO(2”)
PG DAS FLORES NA PORTA COM ZOON IN EM TILT DOWN ATÉ UMA FOTO NA PORTA(6”)
PM DO REPÓRTER
GC: PEDRO BIAL/LONDRES (3”)
PD DO ROSTO DEUMA GAROTA, PAN PARA A ESQUERDA ATÉ PD DO ROSTO D EOUTRA GAROTA AO LADO(3”) FUSÃO(1”) FOTO EM PPP DE FREDDIE MERCURY (3”) FOTO EM PC DE FREDDIE MERCURY DO LADO D EUM HOMEM(3”) CENAS D EUM VIDEOCLIPE DO QUEEN (21”)
GPS DE HOMEM AJOELHADO (2”) PP DE FREDDIE MERCURY DANDO ENTREVISTA (2”) PC DE FREDDIE MERCURY VESTIDO DE DONA DE CASA EM DOLLY PARA A ESQUERDA (3”)
PP ENTREVISTADO GC: OSMIR XAVIER/ESTUDANTE (1”)
PP EM ZOOM OUT ATÉ PM DE HOMEM DE COSTAS (3”) PD DE ROSTO DE MULHER DE PERFIL (1”) PD DE ROSTO (1”) FUSÃO (1”)
PM DE FREDDIE MERCURY CANTANDO COM GUITARRISTA AO LADO (1”) PM DE HELICÓPTERO VOANDO (2”) PM DE FREDDIE MERCURY EM DOLLY PARA A ESQUERDA (3”) GC: ROCK IN RIO/1985 (5”) CENAS DE VIDEOCLIPE E SHOWS (6”) CENAS DE UM VIDEOCLIPE (5”) CENAS DO VIDEOCLIPE BOHE MIAN RHAPSODY (6”) GC: BOHE MIAN RHAPSODY/1975 (4”)
CENAS EM PM DE UMA ÓPERA (5”)
GC: ‘BARCELONA’/WITH MONTSERRAT CABALLE (3”) PP DE FREDDIE MERCURY CANTANDO NO PALCO (2”) PC DE FREDDIE MERCURY EM PERFORMANCE NO PALCO (4”) FOTO EM PC DE FREDDIE MERCURY NO PALCO (1”) FOTO EM PM DE FREDDIE MERCURY CANTANDO (1”) CENAS DO CLIPE “ O ESPETÁCULO TEM QUE CONTINUAR" (11”)
GPG DE FREDDIE MERCURY NO ROCKIN RIO DE MIL NOVESCENTOS E OITENTA E CINCO COM FUSÃO EM GPG DO PÚBLICO (6”) GC: ROCK IN RIO/1985 (7”) PM DO PÚBLICO (5”) PG DO PALCO COM FREEDIE MERCURY E UM VIOLINISTA (9”) FUSÃO COM PM DE FREDDIE MERCURY CANTANDO (5”) FUSÃO COM O PÚBLICO (20”) FUSÃO COM GPG DE PALCO E PÚBLICO (3”)
WILLIAM BONNER (VV)
CABEÇA
DEPOIS DE ANUNCIAR QUE ESTAVA COM AIDS, O lLÍDER DO GRUPO QUEEN DEIXA UMA DAS MAIORES FORTUNAS DA MÚSICA E MILHARES DE FÃS POR TODO O MUNDO./
RODA VT
OFF ( PEDRO BIAL)
UVAS, FLORES, PANETONE E LÁGRIMAS./ PRESENTES DE DESPEDIDA DOS FÃS NA PORTA DA MANSÃO ONDE FREDDIE MERCURY MORREU, ONTEM À NOITE, AO LADO DO PAI E DA MÃE./
Stand up:
HÁ QUASE DOIS ANOS FREDDIE MERCURY VIVIA RECOLHIDO NA SUA MANSÃO DE NOVE MILHÕES DE DÓLARES AQUI NA ZONA OESTEDE LONDRES./ NA ÚLTIMA ENTREVISTA, O SUPERSTAR MULTIMILIONÁRIO DIZIA SOFRER DA MAIS TERRÍVEL FORMA DE SOLIDÃO, PODIA COMPRAR TUDO NO MUNDO, MENOS O QUE MAIS DESEJAVA, UMA RELAÇÃO AMOROSA ESTÁVEL./
Off: DESDE QUE FICOU DOENTE FREDDIE MERCURY NÃO APARECEU MAIS EM PÚBLICO./ AS FOTOS MAIS RECENTES SÃO DE SUAS IDAS AO MÉDICO./ NO ÚLTIMO VIDEOCLIPE DO QUEEN, FREDDIE SÓ APARECEU EM IMAGENS DE ARQUIVO./ NUMA ENTREVISTA, EM OITENTA E CINCO, FREDDIE MERCURY NEGAVA SER UM SUPERSTAR./ SOU UMA DONA DE CASA, ELE AFIRMAVA COM HUMOR./
SONORA: DIZENDO A VERDADE, QUEEN NÃO MORREU./ CONTINUA VIVO./
OFF: BRASILEIROS, INGLESES OU JAPONESES./ DURANTE VINTE ANOS ELES COMPRARAM CEM MILHÕES DE DISCOS DO QUEEN E DERAM À FREDDIE MERCURY UMA FORTUNA QUASE CINQUENTA MILHÕES DE DÓLARES./
DE ASCENDENCIA PERSA, FREE RICK BULSARA MORREU AOS QUARENTA E CINCO ANOS, DEPOIS DE UMA VIDA À PLENOS PULMÕES./
CANTOR DE ROCK, FLERTAVA COM A ÓPERA./
ANUNCIAVA, PARA QUEM QUISESSE OUVIR, QUE TEVE MAIS AMANTES DO QUE ELIZABETH TAYLOR E SE DIZIA A PESSOA MAIS SOLITÁRIA DO MUNDO./ FREDDIE MERCURY PREFERIU ENFRENTAR A AIDS COM O SILÊNCIO./ NUMA DE SUAS ÚLTIMAS CANÇÕES COLOCOU O TÍTULO, O ESPETÁCULO TEM QUE CONTINUAR./
PROGRAMA:JORNAL NACIONAL
EDITOR: ALINE CHIEZA
DATA: 25/10/2008 ASSUNTO: MORTE DE DERCY GONÇALVES
TEMPO: 03:39
ALEXANDRE GARCIA (VV)
PM DO APRESENTADOR
GPG DO HOSPITAL SÃO LUCAS, EM COPACABANA NO RIO DE JANEIRO (1”08’)
PM DA REPÓRTER GC BETTE LUCCCHESE (1”)
PPP DE FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES (1”)
PD DE OUTRA FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES (1”)
PG DA CIDADE DE SANTA MARIA MADALENA, INTERIOR DO RIO DE JANEIRO (1”)
PM DE OUTRA
FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES AOS DEZESSETE ANOS(1”)
PPP DE OUTRA FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES(1”)
PM DE OUTRA FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES(1”)
PC FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES(1”)
PP DE OUTRA FOTO DE DERCY GONÇALVES (1”)
PPP DE FOTO ANTIGA DE DERCY GONÇALVES (1”)
PP FOTO ATUAL DE DERCY GONÇALVES (1”)
PG DE DERCY GONÇALVES SE APRESENTANDO NO PALCO (1”)
PP DERCY GONÇALVES SE MAQUIANDO (1”)
PD DERCY GONÇALVES (1”)
PC DERCY GONÇALVES DANÇANDO (1”)
PG DERCY GONÇALVES DANÇANDO (1”)
PC DE DERCY GONÇALVES SE APRESENTANDO (1”)
PM ZÉ TRINDADE (1”)
PG DERCY DANÇANDO (1”)
PM REPÓRTER BEATRIZ THIELMANN, NO RIO DE JANEIRO (2”)
GPG DA ESCOLA DE SAMBA VIRADOURO (1”)
PG DA ESCOLA DE SAMBA VIRADOURO (1”)
PP ENTREVISTADO GC: RENATO ARAGÃO/ATOR (1”)
PG DE DERCY GONÇALVES (1”)
GPG VÁRIAS PESSOAS NA APRESENTAÇÃO DE DERCY GONÇALVES NA PRAÇA TIRADENTES (1”)
PM DE AGILDO RIBEIRO, ATOR (2”)
PP DERCY GONÇALVES BATENDO PALMAS (1”)
ALEXANDRE GARCIA (VV)
CABEÇA
O BRASIL PERDEU HOJE SUA ATRIZ MAIS IRREVERENTE, DERCY GONÇALVES MORREU AOS CENTO E UM ANOS
RODA VT
STAND UP (BETTE LUCCCHESE)
DERCY GONÇALVES MORREU AQUI NO HOSPITAL SÃO LUCAS, EM COPACABANA, NA ZONA SUL DO RIO DE JANEIRO./ ELA FOI INTERNADA DE MADRUGADA NO CTI COM PNEUMONIA./ SEGUNDO O HOSPITAL, O ESTADO DE SAÚDE DE DERCY SE AGRAVOU DEPOIS DO MEIO DIA./ A PNEUMONIA EVOLUIU PARA INFECÇÃO PULMONAR E INSUFICIENCIA RESPIRATÓRIA./ DERCY GONÇALVES MORREU POUCO ANTES DAS CINCO DA TARDE, O GOVERNO DO ESTADO DECRETOU LUTO OFICIAL POR TRES DIAS./ A FEIRA DA COMEDIANTE ENTROU A POUCO AQUI NO HOSPITAL MAS NÃO QUIS FALAR COM A IMPRENSA./ O CORPO DE DERCY ACABA DE SAIR DAQUI PARA SER PREPARADO PARA O VELÓRIO AMANHÃ NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO./ O ENTERRO SERÁ PROVAVELMENTE NA SEGUNDA – FEIRA EM SANTA MARIA MADALENA, CIDADE NATAL DE DERCY GONÇALVES NA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO./
DERCY GONÇALVES COSTUMAVA DIZER QUE VIVIA UM VIDÃO, UM SÉCULO DE VIDA CERCADA DE APLAUSOS POR ONDE PASSOU./
OFF: FILHA DE UM ALFAIATE E UMA LAVADEIRA, DOLORES GONÇALVES COSTA, A DERCY, NASCEU NO INTERIOR DO RIO DE JANEIRO EM SANTA MARIA MADALENA./ AOS DEZESSETE ANOS, FUGIU DE CASA PARA SE JUNTAR A UM GRUPO DE ATORES MANBEIBES./ NA DÉCADA DE TRINTA, PERCORREU O BRASIL COMO PROTAGONISTA DE TEATRO DE REVISTA./ OUSADA, NÃO SE PRENDIA NUNCA AO QUE O AUTOR ESCREVIA./ AÍ, ENTRAVA EM CENA A DERCY A COMEDIANTE ESCRAXADA, DE PALAVRAS SEM LIMITE./
SONORA: “ A VIDA INTEIRA EU FUI FALADA D EUMA FORMA OU DEOUTRA, SEMPRE SE PREOCUPARAM MUITO COM A MINHA VIDA.”
FOI ESTRELA DAS CHANCHADAS, COMÉDIAS, DA PRAÇA TIRADENTES E DOS MUSICAIS DO CASSINO DA URCA NO RIO DE JANEIRO./ NO CINEMA, FEZ MAIS DE TRINTA FILMES, ALGUNS AO LADO DE GRANDES ATORES COMO ZÉ TRINDADE./
STAND UP: (BEATRIZ THIELMANN)
MAS DERCY, NUNCA CONSEGUIU FICAR LONGE DOS PALCOS, PRECISAVA DO CALOR DA PLATÉIA PERTO DELA./ DIZIA QUE SE ALIMENTAVA COM A REAÇÃO DO PÚBLICO QUASE SEMPRE COM UMA BOA GARGALHADA./
OFF: NUNCA PAROU DE SURPREENDER./ AO RECEBER A HOMENAGEM DA ESCOLA DE SAMBA VIRADOURO, DERCY MOSTROU PORQUE SEMPRE FOI DERCY, EM PLENA MARQUES DE SAPUCAÍ, NÃO FEZ CERIMONIA, AOS NOVENTA E QUATRO ANOS./ NA DÉCADA DE SESSENTA ENCANTOU OS TELESPECTADORES COM VÁRIOS PROGRAMAS./ DEPOIS, NAS NOVELAS A MESMA MARCA DA ATRIZ ENGRAÇADA E ESPONTANEA./ SEGUNDO O RENATO ARAGÃO, ATOR, DIZ QUE ELA TEM SIDO UMA COMEDIANTE INDESCRITÍVEL, DENTRO DO SEU ESTILO DE HUMOR ALEGRE E IRREVERENTE./
OFF: DA MORTE, SEMPRE ZOMBOU, MAS NÃO DEIXOU DE CONTRUIR SEU PRÓPRIO MAUSOLÉU, NA MESMA SANTA MARIA MADALENA, PEQUENA CIDADE ONDE NASCEU./ SEGUNDO O ATOR AGILDO RIBEIRO, ELA DIRIA, SE FOSSE DAR ENTREVISTA, OLHA VOCES NÃO PENSAM QUE EU VOU EMBORA,VOU ENCHER O SACO DE VOCES, ATÉ DE NOITE, VOU PUXAR A PERNA E DAQUI A POUCO TODOS NÓS VAMOS DESCER.//
Critérios de seleção de pautas
Critérios de seleção de pautas
no jornalismo científico / rural
Texto de referência: “Escolhendo notícias de ciências”, de Warren Burket (1990)
Julgar os fatos que serão notícias faz parte do processo de tomada de decisões do jornalista.
São critérios tradicionais:
1. SENSO DE OPORTUNIDADE
Opta-se pela divulgação de novidades. Porém, fatos históricos podem ser retomados para explicar os novos, ou ainda, eventos atuais podem servir de ganchos para fatos históricos.
2. TIMING
Aproveita-se a ocasião para divulgar um fato ou falar sobre um assunto. Ex.: no inverno abordam-se pautas sobre condições climáticas ou sobre doenças respiratórias; em períodos de seca trata-se sobre os impactos das condições climáticas no solo.
3. IMPACTO
Divulgam-se os fatos que afetam o maior número de leitores. Exemplo: epidemias; campanha de vacinação. Hoje: epidemia da dengue.
4. SIGNIFICADO
Um fato torna-se relevante quando se consegue atribuir o significado que ele tem para o público. Ou ainda, quando alguma coisa tem forte significado para a própria ciência. Ex.: a descoberta de um novo planeta, com indícios de presença de água; descobertas genéticas em animais... sendo que para se chegar nesse resultado milhões de dólares foram investidos.
5. PIONEIRISMO
A pesquisa busca sempre o ineditismo. Entretanto, é necessário cuidar que muitas “primeiras descobertas” podem conter erros de pesquisa. Por isso, o jornalismo precisa aguardar a contraprova ou a duplicação do resultado, para não cair no “sensacionalismo”.
6. INTERESSE HUMANO
Comumente, o jornalista seleciona uma notícia com base no apelo à emoção. Ou usa esse critério para transformar um fato em notícia. Ex.: conta uma história de uma criança doente para falar de uma doença específica. As pessoas costumam se interessar pelas histórias de outras pessoas e pelo sofrimento alheio. Portanto, esse critério garante interesse pela matéria.
7. CIENTISTAS CÉLEBRES
Divulgam-se noticias sobre cientistas ou pesquisadores que ganham notoriedade devido ao trabalho realizado. Ex. pesquisadores que recebem o prêmio Nobel ou que participam de eventos importantes, como o brasileiro Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro a viajar para o espaço (2007).
8. PROXIMIDADE
Quanto mais perto os receptores estão do lugar de um evento, mais provável que os jornalistas considerem o fato de interesse noticioso. Ex.: a bactéria na CTI de hospitais públicos de Porto Alegre.
Outra situação: pesquisadores de uma universidade local participam de um evento (em outro local) para divulgar um estudo. A participação dos pesquisadores pode servir de gancho para que o assunto se torne notícia. Normalmente, as assessorias de imprensa fomentam essas situações. Ou ainda, cientistas locais são procurados para explicar o trabalho de outros cientistas e comentar assuntos envolvendo ciência e tecnologia.
9. VARIEDADE E EQUILÍBRIO
Os assuntos de um jornal / revista ou noticiário são escolhidos de acordo com o conjunto de noticias e com o espaço / tempo disponível. Busca-se o equilíbrio de editorias, a melhor mistura de histórias para uma audiência em determinado dia.
10. CONFLITO
Diferentes pontos de vista a respeito de um assunto podem torná-lo notícia. Teorias diferentes para explicar um mesmo fato interessam aos jornalistas. Não cabe ao jornalista assumir posição. Ex.: os perigos e as vantagens das usinas nucleares; ambientalistas X uso de transgênicos.
Outros valores importantes:
1. NECESSIDADE DE SOBREVIVÊNCIA
São temas que geram notícias aqueles que lidam com aspectos fundamentais de sobrevivência, como alimentação, moradia, saneamento básico. Ex.: novas técnicas de construção que preservam o meio ambiente, métodos de tratamento da água, cuidados com alimentos.
É necessário tomar cuidado, ao divulgar determinados assuntos, para não assustar as pessoas (causa pânico na população)
2. NECESSIDADES CULTURAIS
Temas que se referem aos estilos de vida, como dietas, naturalismo, sexualidade e convivência social, produtos orgânicos.
3. NECESSIDADES DE CONHECIMENTO
Satisfação da curiosidade em torno do organismo humano.
Matérias de necessidades de sobrevivência, culturais e de conhecimento são as chamadas matérias de serviço, que procuram orientar as pessoas.
4. DEMOGRAFIA
É comum que as escolhas jornalísticas partam das características do público receptor de determinado veículo: níveis de escolaridade, ocupação, renda, idade, sexo, dentre outras características.
5. NOTÍCIAS DE DESORDEM SOCIAL
Quando há violação das normas éticas da ciência o fato pode interessar ao jornalista. Ex.: uso de animais em pesquisa; envolvimento de seres humanos sem garantir a segurança da saúde; conflitos agrários.
no jornalismo científico / rural
Texto de referência: “Escolhendo notícias de ciências”, de Warren Burket (1990)
Julgar os fatos que serão notícias faz parte do processo de tomada de decisões do jornalista.
São critérios tradicionais:
1. SENSO DE OPORTUNIDADE
Opta-se pela divulgação de novidades. Porém, fatos históricos podem ser retomados para explicar os novos, ou ainda, eventos atuais podem servir de ganchos para fatos históricos.
2. TIMING
Aproveita-se a ocasião para divulgar um fato ou falar sobre um assunto. Ex.: no inverno abordam-se pautas sobre condições climáticas ou sobre doenças respiratórias; em períodos de seca trata-se sobre os impactos das condições climáticas no solo.
3. IMPACTO
Divulgam-se os fatos que afetam o maior número de leitores. Exemplo: epidemias; campanha de vacinação. Hoje: epidemia da dengue.
4. SIGNIFICADO
Um fato torna-se relevante quando se consegue atribuir o significado que ele tem para o público. Ou ainda, quando alguma coisa tem forte significado para a própria ciência. Ex.: a descoberta de um novo planeta, com indícios de presença de água; descobertas genéticas em animais... sendo que para se chegar nesse resultado milhões de dólares foram investidos.
5. PIONEIRISMO
A pesquisa busca sempre o ineditismo. Entretanto, é necessário cuidar que muitas “primeiras descobertas” podem conter erros de pesquisa. Por isso, o jornalismo precisa aguardar a contraprova ou a duplicação do resultado, para não cair no “sensacionalismo”.
6. INTERESSE HUMANO
Comumente, o jornalista seleciona uma notícia com base no apelo à emoção. Ou usa esse critério para transformar um fato em notícia. Ex.: conta uma história de uma criança doente para falar de uma doença específica. As pessoas costumam se interessar pelas histórias de outras pessoas e pelo sofrimento alheio. Portanto, esse critério garante interesse pela matéria.
7. CIENTISTAS CÉLEBRES
Divulgam-se noticias sobre cientistas ou pesquisadores que ganham notoriedade devido ao trabalho realizado. Ex. pesquisadores que recebem o prêmio Nobel ou que participam de eventos importantes, como o brasileiro Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro a viajar para o espaço (2007).
8. PROXIMIDADE
Quanto mais perto os receptores estão do lugar de um evento, mais provável que os jornalistas considerem o fato de interesse noticioso. Ex.: a bactéria na CTI de hospitais públicos de Porto Alegre.
Outra situação: pesquisadores de uma universidade local participam de um evento (em outro local) para divulgar um estudo. A participação dos pesquisadores pode servir de gancho para que o assunto se torne notícia. Normalmente, as assessorias de imprensa fomentam essas situações. Ou ainda, cientistas locais são procurados para explicar o trabalho de outros cientistas e comentar assuntos envolvendo ciência e tecnologia.
9. VARIEDADE E EQUILÍBRIO
Os assuntos de um jornal / revista ou noticiário são escolhidos de acordo com o conjunto de noticias e com o espaço / tempo disponível. Busca-se o equilíbrio de editorias, a melhor mistura de histórias para uma audiência em determinado dia.
10. CONFLITO
Diferentes pontos de vista a respeito de um assunto podem torná-lo notícia. Teorias diferentes para explicar um mesmo fato interessam aos jornalistas. Não cabe ao jornalista assumir posição. Ex.: os perigos e as vantagens das usinas nucleares; ambientalistas X uso de transgênicos.
Outros valores importantes:
1. NECESSIDADE DE SOBREVIVÊNCIA
São temas que geram notícias aqueles que lidam com aspectos fundamentais de sobrevivência, como alimentação, moradia, saneamento básico. Ex.: novas técnicas de construção que preservam o meio ambiente, métodos de tratamento da água, cuidados com alimentos.
É necessário tomar cuidado, ao divulgar determinados assuntos, para não assustar as pessoas (causa pânico na população)
2. NECESSIDADES CULTURAIS
Temas que se referem aos estilos de vida, como dietas, naturalismo, sexualidade e convivência social, produtos orgânicos.
3. NECESSIDADES DE CONHECIMENTO
Satisfação da curiosidade em torno do organismo humano.
Matérias de necessidades de sobrevivência, culturais e de conhecimento são as chamadas matérias de serviço, que procuram orientar as pessoas.
4. DEMOGRAFIA
É comum que as escolhas jornalísticas partam das características do público receptor de determinado veículo: níveis de escolaridade, ocupação, renda, idade, sexo, dentre outras características.
5. NOTÍCIAS DE DESORDEM SOCIAL
Quando há violação das normas éticas da ciência o fato pode interessar ao jornalista. Ex.: uso de animais em pesquisa; envolvimento de seres humanos sem garantir a segurança da saúde; conflitos agrários.
CORES
Cor é um estímulo visual, causado por um estímulo físico, percebido pelos olhos e decodificado pelo cérebro.
A cor de um material é determinada pelas médias de freqüência dos pacotes de onda que as suas moléculas constituintes refletem. Um objeto terá determinada cor se não absorver justamente os raios correspondentes à freqüência daquela cor.
Assim, um objeto é vermelho se absorve preferencialmente as freqüências fora do vermelho.
A cor é relacionada com os diferentes comprimento de onda do espectro eletromagnético. São percebidas pelas pessoas, em faixa específica (zona do visível), e por alguns animais através dos órgãos de visão, como uma sensação que nos permite diferenciar os objetos do espaço com maior precisão.
A cor informação se refere a um determinado conceito de cor que considera, na sua dimensão pragmática, como informação atualizada do signo, e, na sua dimensão semântica, como componente de complexos significativos (os textos) organizados por sistemas de regras (os códigos) e que, sendo necessariamente um dos elementos da sintaxe visual, é responsável pela construção de significados, em caráter informativo.
Algumas ações negativas:
A quantidade e a intensidade de cores apenas criam condições para a saturação das cores, que só se efetua definitivamente com a desvinculação entre cores e significados, ou seja, entre as cores e toda a história, simbologia e capacidade comunicativa que elas deveriam nos proporcionar.
Público está despreparado para assimilar a cor-informação; a mídia, por sua vez, considera desnecessário o esforço para utilizar; a mídia considera conveniente não formar o seu público consumidor capaz de receber cor-informação; o público consumidor não sente a necessidade e não cobra da mídia essa formação, aceitando o uso banalizado da cor.
Portanto, a realidade mediada deve atribuir à cor funções e ações diferentes, devidamente hierarquizadas e organizadas, solicitando tempos e níveis diversos de comprometimento com o olhar, a recepção, a reflexão e a interpretação. A mídia deve também se qualificar para conduzir essa informação. O leitor, o telespectador e o internauta saturados são leitores indiferentes à cor-informação, embora passivamente sensíveis a ela.
A Redução
A redução de cores, como, de forma geral, de todos os códigos de comunicação, é regida pelo princípio da economia de sinais levada a cabo pelos meios de comunicação de massa.
Com as cores, a redução do número de significantes e significados corresponde a uma simplificação dos símbolos utilizados.
A utilização repetida da mesma carga semântica sobre uma cor vai estereotipá-la e aprisioná-la a um conteúdo único.
O receptor, acostumado àquela ligação entre cor e significado reduzido, pode estranhar a mensagem que tenha feito outra referência, por mais contextualizada e adequada que seja a relação entre a informação como um todo e a cor como parte dela. O nivelamento a um repertório mínimo de cores leva a interpretações imediatas.
Nivelada, reduzida e globalizada, a cor deixa de comunicar além da paleta reduzida de significantes e de significados. A Neutralização
Princípio primordial para o êxito da atividade jornalística visual: informações iguais devem receber o mesmo tratamento gráfico; informações diferentes devem receber tratamento gráfico diferente.
Qualquer inversão nesse ordenamento é prejudicial à informação, levando, em última instância, à sua deformação e, no caso da cor, à sua depreciação e desvalorização.
A Maquiagem/camuflagem
Muitas vezes, acreditando poder valorizar o produto jornalístico, recorre-se a algumas manipulações cromáticas da aparência natural dos objetos.
Filtros ou iluminação diferenciada, tratamento na edição gráfica
A Deformação
É a mais conhecida e combatida ação negativa da cor. Alteram-se as cores, muitas vezes de forma sutil, outras de forma extremada.
Dependendo da expectativa dos receptores daquela informação, a deformação pode ser bem ou mal recebida, o que me leva a considerar que a deformação pode ser tanto uma ação positiva quanto uma ação negativa.
Ações positivas A Antecipação
Podemos considerar que a cor se antecipa aos outros códigos e delimita um número de significantes retirados de seu repertório.
Quanto mais força determinada cor-informação tiver dentro do repertório (principalmente pela repetição), maior será a brevidade da sua recuperação pela memória e maior a antecipação no direcionamento da mensagem.
A Discriminação/diferenciação - A diferenciação cromática de um objeto ou de parte de uma informação visual se dá em parâmetros contrastantes em relação aos demais elementos do campo visual.
A discriminação contribui para relacionar elementos que não são apresentados simultaneamente, fazendo "ponte" entre essas informações, o que facilita a identidade visual de alguns produtos.
A Condensação e a Intensificação
Como versão positiva da redução, a condensação se refere à ação da cor capaz de concentrar em si a essência do discurso geral da matéria jornalística.
A recepção da cor-informação condensada deve propor uma ampliação do discurso e abrir conexões com o mundo imaginativo.
Na cultura ocidental, as cores podem ter alguns significados
Cinza: elegância, humildade, respeito, reverência, sutileza;
Vermelho: paixão, força, energia, amor, liderança, masculinidade, alegria (China), perigo, fogo, raiva, revolução, "pare";
Azul: harmonia, confidência, conservadorismo, austeridade, monotonia, dependência, tecnologia, liberdade, credibilidade;
Ciano: tranqüilidade, paz, sossego, limpeza, frescura;
Verde: natureza, primavera, fertilidade, juventude, desenvolvimento, riqueza, dinheiro (Estados Unidos), boa sorte, ciúmes, ganância, esperança;
Amarelo:velocidade, concentração, optimismo, alegria, felicidade, idealismo, riqueza (ouro), fraqueza, dinheiro;
Magenta: luxúria, sofisticação, sensualidade, feminilidade, desejo;
Violeta: espiritualidade, criatividade, realeza, sabedoria, resplandecência, dor;
Alaranjado: energia, criatividade, equilíbrio, entusiasmo, ludismo;
Branco: pureza, inocência, reverência, paz, simplicidade, esterilidade, rendição;
Preto: poder, modernidade, sofisticação, formalidade, morte, medo, anonimato, raiva, mistério, azar;
Castanho: sólido, seguro, calmo, natureza, rústico, estabilidade, estagnação, peso, aspereza.
VERMELHO: Aspectos favoráveis: o vermelho, sugere motivação, atividade e vontade. Ele atrai vida nova e pontos de partida inéditos. O vermelho está associado ao calor e à excitação, com a iniciativa e a disposição para agir, com o espírito de pioneirismo que nos eleva. Persistência, força física, estímulo e poder são seus traços típicos.
LARANJA: Aspectos favoráveis: assim como o vermelho, a cor laranja é expansiva e afirmativa; contudo é mais construtiva. O laranja reflete entusiasmo com vivacidade impulsiva e natural. Comunicação, movimento e iniciativa geralmente são elementos dessa cor.
AMARELO: Aspectos favoráveis: o amarelo é a cor mais clara e a que mais se assemelha ao Sol. Essa cor traz consigo a esperança e o sentimento de que tudo correrá bem. Ela tem uma atmosfera de resplendor, brilho, jovialidade e alegria. O amarelo é compreensivo e inspirador; ele refulge e ilumina e, em sua vibração mais positiva, essa cor corresponde ao conhecimento e à sabedoria.
VERDE: Aspectos favoráveis: a energia do verde reflete participação, adaptabilidade, generosidade e cooperação. Essa cor atenua as emoções, facilita o raciocínio correto e amplia a consciência e compreensão. Ela é a imagem da segurança e da proteção e cria um ambiente propício para tomar decisões.
AZUL-TURQUESA: Aspectos favoráveis: produz uma vibração constante, que não subjuga ou perturba de forma alguma. Essa cor tem uma aura de vivacidade e percepção, que confere mais clareza de expressão. Essa cor nítida e brilhante tem uma qualidade atenciosa e receptiva, que irradia bem-estar.
AZUL: Aspectos favoráveis: o azul assinala a entrada nos domínios mais profundos do espírito e uma das suas qualidades mais sutis é a aspiração. Essa cor faz parte do espectro frio e, por sua quietude e confiança, promove a devoção e a fé. O azul é uma cor popular associada ao dever, à beleza e à habilidade.
VIOLETA: Aspectos favoráveis: essa cor, formada pela combinação do azul com o vermelho, reflete dignidade, nobreza e respeito próprio. Essa é a cor da realeza e, em sua forma mais sublime, vibra com a força da integração e da unidade.
MAGENTA: Aspectos favoráveis: a mais refinada e sutil dentre todas as cores, o magenta transmuda desejo em seus equivalentes físicos. Dedicação, reverência, gratidão e comprometimento são características atribuídas a essa cor, cujo empenho é expressar o idealismo em sua forma mais pura.
PUBLICIDADE
VERMELHO: Aumenta a atenção, é estimulante, motivador. Indicado para uso em anúncios de artigos que indicam calor e energia, artigos técnicos e de ginástica.
LARANJA: Indicado para as mesmas aplicações do vermelho, com resultados um pouco mais moderados.
AMARELO: Visível a distância, estimulante. Cor imprecisa, pode produzir vacilação no indivíduo e dispersar parte de sua atenção. Não é uma cor motivadora por excelência. Combinada com o preto pode resultar eficaz e interessante. Geralmente indicada para aplicação em anúncios que indiquem luz, é desaconselhável seu uso em superfícies muito extensas.
VERDE: Estimulante, mas com pouca força sugestiva; oferece uma sensação de repouso. Indicado para anúncios que caracterizam o frio, azeites, verduras e semelhantes.
AZUL: Possui grande poder de atração; é neutralizante nas inquietações do ser humano; acalma o indivíduo e seu sistema circulatório. Indicado em anúncios que caracterizem o frio.
ROXO: Acalma o sistema nervoso. a ser utilizado em anúncios de artigos religiosos, em viaturas, acessórios funerários etc. Para dar a essa cor maior sensação de calor, deve-se acrescentar vermelho; de luminosidade, o amarelo; de calor, o laranja; de frio o azul; de arejado o verde.
PÚRPURA E OURO: Cores representativas do valor e dignidade. Devem ser aplicadas em anúncios de artigos de alta categoria e luxo.
MARROM: Esconde muito a qualidade e o valor e, portanto, pouco recomendável em publicidade.
Efeitos Fisiológicos das Cores nas Roupas
VERMELHO: esta cor faz com que você se sinta mais vigoroso, expansivo e pronto para avançar adiante em algum sentido evidente. Ela tende a atrair o olhar das pessoas e chamar a atenção. Se você usar vermelho, isso pode indicar que tem ardor e paixão, ferocidade e força. As pessoas que gostam de ação e drama apreciam essa cor. Vestir-se de vermelho também pode indicar sexualidade vigorosa. LARANJA: esta cor revigorante e estimulante não tem muito do mesmo dinamismo do vermelho. Se estiver usando roupas da cor laranja, você pode ter traços corajosos e aventureiros, demonstrando entusiasmo e zelo em qualquer coisa que faça, mesmo que isso consuma suas energias. As pessoas que usam essa cor são afirmativas e gostam de rir e fazer outras pessoas rirem. O uso de roupas da cor laranja também estimula a conversação e o senso de humor. AMARELO: esta cor geralmente é usada pelos intelectuais, estudiosos e pessoas que gostam de ocupar posições de autoridade e de controle. Ela estimula a receptividade e a atenção aos detalhes. Vestir-se de amarelo "atrai a luz". Essa é a cor mais associada com o Sol e tende a gerar qualidades otimistas e positivas nas pessoas que a usam em suas roupas. VERDE: esta cor ajuda as pessoas a criarem um ambiente equilibrado, suavizante e calmo à sua volta. Ela simboliza harmonia e equilíbrio. O verde das roupas tende a refletir tipos convencionais, pessoas que gostam de ater-se ao que é certo e justo e que preferem não sobressair numa multidão. Os indivíduos que apreciam essa cor geralmente gostam da natureza e da segurança que ela traz. AZUL-TURQUESA: esta cor estimula as pessoas a demonstrarem interesse por você. Ela expressa uma personalidade revigorante, que está facilmente acessível. O azul-turquesa ajuda a clarear seus pensamentos e sentimentos, produzindo clareza em sua comunicação. Se você gosta de usar essa cor nas roupas, quer ser visto como portador de jovialidade e vivacidade. AZUL: vestir-se de azul sugere espiritualidade e ordem. As pessoas que usam essa cor refletem um desejo de paz e quietude, tranqüilidade e até mesmo solidão. Essa cor não é ameaçadora e o indivíduo que a utiliza por certo valoriza a lealdade e a honestidade. VIOLETA: o uso de roupas violeta gera sentimentos como respeito próprio, dignidade e auto-estima. Essa é a cor usada pelos sacerdotes católicos para refletir santidade e humildade. Em virtude da sua riqueza, ela também está associada com o monarca, a extravagância e a prosperidade. Muitos artistas preferem essa cor para suas roupas, talvez por causa das suas qualidades espirituais ou criativas. MAGENTA: vestir roupas dessa cor gera sentimentos de suavidade, afetuosidade e docilidade. Ela estimula afeição e sentimentos como amor e compaixão. Devido à contribuição do vermelho para a produção dessa cor, o magenta também transmite uma mensagem sexual poderosa, que pode ser manipuladora num nível sutil. Se você gosta de vestir-se com essa cor, isso pode indicar que quer expressar sua sensualidade. PRETO: na maioria das sociedades ocidentais, o preto quase sempre é a cor da morte, do luto e da penitência. Em geral, essa cor é usada por pessoas que rejeitam a sociedade ou se rebelam contra as normas sociais. O preto é uma cor que nega a luz e as pessoas que a usam nas roupas rejeitam a luz em si próprias, empurrando-a para longe e não permitindo que ela seja absorvida. Essa é a cor usada pelos homens de negócio, policiais e padres para refletir poder e autoridade. O preto é percebido como escuro e misterioso e também pode significar sexo. Contudo, essa cor também é usada pelas pessoas que preferem parecer tradicionais e responsáveis. BRANCO: as roupas brancas têm sido associadas à limpeza, à pureza e a inocência. Nos países orientais, o branco é usado como uma cor adequada para a morte e o pesar, aceitando que a pessoa morta partiu do mundo físico para um plano espiritual mais puro. Essa é a cor do desprendimento. O branco reflete todas as cores e as pessoas que o utilizam nas roupas podem faze-lo para manter-se refrescadas sob o calor dos raios solares. MARROM: a cor marrom geralmente está associada com terra e estabilidade. Para criar essa cor, você precisa misturar o vermelho com o preto e, portanto, ela tem alguns dos seus atributos. O marrom é uma cor envolvida com o enraizamento e a criação de fundações firmes para o futuro (semelhante ao lado positivo do vermelho). Ele também contém a qualidade poderosa do preto, no que se refere à autoridade, à confiança interior e à auto-afirmação. Uma pessoa que gosta de vestir-se com marrom por certo é extremamente dedicada e comprometida com seu trabalho, sua família e seus amigos.
A cor de um material é determinada pelas médias de freqüência dos pacotes de onda que as suas moléculas constituintes refletem. Um objeto terá determinada cor se não absorver justamente os raios correspondentes à freqüência daquela cor.
Assim, um objeto é vermelho se absorve preferencialmente as freqüências fora do vermelho.
A cor é relacionada com os diferentes comprimento de onda do espectro eletromagnético. São percebidas pelas pessoas, em faixa específica (zona do visível), e por alguns animais através dos órgãos de visão, como uma sensação que nos permite diferenciar os objetos do espaço com maior precisão.
A cor informação se refere a um determinado conceito de cor que considera, na sua dimensão pragmática, como informação atualizada do signo, e, na sua dimensão semântica, como componente de complexos significativos (os textos) organizados por sistemas de regras (os códigos) e que, sendo necessariamente um dos elementos da sintaxe visual, é responsável pela construção de significados, em caráter informativo.
Algumas ações negativas:
A quantidade e a intensidade de cores apenas criam condições para a saturação das cores, que só se efetua definitivamente com a desvinculação entre cores e significados, ou seja, entre as cores e toda a história, simbologia e capacidade comunicativa que elas deveriam nos proporcionar.
Público está despreparado para assimilar a cor-informação; a mídia, por sua vez, considera desnecessário o esforço para utilizar; a mídia considera conveniente não formar o seu público consumidor capaz de receber cor-informação; o público consumidor não sente a necessidade e não cobra da mídia essa formação, aceitando o uso banalizado da cor.
Portanto, a realidade mediada deve atribuir à cor funções e ações diferentes, devidamente hierarquizadas e organizadas, solicitando tempos e níveis diversos de comprometimento com o olhar, a recepção, a reflexão e a interpretação. A mídia deve também se qualificar para conduzir essa informação. O leitor, o telespectador e o internauta saturados são leitores indiferentes à cor-informação, embora passivamente sensíveis a ela.
A Redução
A redução de cores, como, de forma geral, de todos os códigos de comunicação, é regida pelo princípio da economia de sinais levada a cabo pelos meios de comunicação de massa.
Com as cores, a redução do número de significantes e significados corresponde a uma simplificação dos símbolos utilizados.
A utilização repetida da mesma carga semântica sobre uma cor vai estereotipá-la e aprisioná-la a um conteúdo único.
O receptor, acostumado àquela ligação entre cor e significado reduzido, pode estranhar a mensagem que tenha feito outra referência, por mais contextualizada e adequada que seja a relação entre a informação como um todo e a cor como parte dela. O nivelamento a um repertório mínimo de cores leva a interpretações imediatas.
Nivelada, reduzida e globalizada, a cor deixa de comunicar além da paleta reduzida de significantes e de significados. A Neutralização
Princípio primordial para o êxito da atividade jornalística visual: informações iguais devem receber o mesmo tratamento gráfico; informações diferentes devem receber tratamento gráfico diferente.
Qualquer inversão nesse ordenamento é prejudicial à informação, levando, em última instância, à sua deformação e, no caso da cor, à sua depreciação e desvalorização.
A Maquiagem/camuflagem
Muitas vezes, acreditando poder valorizar o produto jornalístico, recorre-se a algumas manipulações cromáticas da aparência natural dos objetos.
Filtros ou iluminação diferenciada, tratamento na edição gráfica
A Deformação
É a mais conhecida e combatida ação negativa da cor. Alteram-se as cores, muitas vezes de forma sutil, outras de forma extremada.
Dependendo da expectativa dos receptores daquela informação, a deformação pode ser bem ou mal recebida, o que me leva a considerar que a deformação pode ser tanto uma ação positiva quanto uma ação negativa.
Ações positivas A Antecipação
Podemos considerar que a cor se antecipa aos outros códigos e delimita um número de significantes retirados de seu repertório.
Quanto mais força determinada cor-informação tiver dentro do repertório (principalmente pela repetição), maior será a brevidade da sua recuperação pela memória e maior a antecipação no direcionamento da mensagem.
A Discriminação/diferenciação - A diferenciação cromática de um objeto ou de parte de uma informação visual se dá em parâmetros contrastantes em relação aos demais elementos do campo visual.
A discriminação contribui para relacionar elementos que não são apresentados simultaneamente, fazendo "ponte" entre essas informações, o que facilita a identidade visual de alguns produtos.
A Condensação e a Intensificação
Como versão positiva da redução, a condensação se refere à ação da cor capaz de concentrar em si a essência do discurso geral da matéria jornalística.
A recepção da cor-informação condensada deve propor uma ampliação do discurso e abrir conexões com o mundo imaginativo.
Na cultura ocidental, as cores podem ter alguns significados
Cinza: elegância, humildade, respeito, reverência, sutileza;
Vermelho: paixão, força, energia, amor, liderança, masculinidade, alegria (China), perigo, fogo, raiva, revolução, "pare";
Azul: harmonia, confidência, conservadorismo, austeridade, monotonia, dependência, tecnologia, liberdade, credibilidade;
Ciano: tranqüilidade, paz, sossego, limpeza, frescura;
Verde: natureza, primavera, fertilidade, juventude, desenvolvimento, riqueza, dinheiro (Estados Unidos), boa sorte, ciúmes, ganância, esperança;
Amarelo:velocidade, concentração, optimismo, alegria, felicidade, idealismo, riqueza (ouro), fraqueza, dinheiro;
Magenta: luxúria, sofisticação, sensualidade, feminilidade, desejo;
Violeta: espiritualidade, criatividade, realeza, sabedoria, resplandecência, dor;
Alaranjado: energia, criatividade, equilíbrio, entusiasmo, ludismo;
Branco: pureza, inocência, reverência, paz, simplicidade, esterilidade, rendição;
Preto: poder, modernidade, sofisticação, formalidade, morte, medo, anonimato, raiva, mistério, azar;
Castanho: sólido, seguro, calmo, natureza, rústico, estabilidade, estagnação, peso, aspereza.
VERMELHO: Aspectos favoráveis: o vermelho, sugere motivação, atividade e vontade. Ele atrai vida nova e pontos de partida inéditos. O vermelho está associado ao calor e à excitação, com a iniciativa e a disposição para agir, com o espírito de pioneirismo que nos eleva. Persistência, força física, estímulo e poder são seus traços típicos.
LARANJA: Aspectos favoráveis: assim como o vermelho, a cor laranja é expansiva e afirmativa; contudo é mais construtiva. O laranja reflete entusiasmo com vivacidade impulsiva e natural. Comunicação, movimento e iniciativa geralmente são elementos dessa cor.
AMARELO: Aspectos favoráveis: o amarelo é a cor mais clara e a que mais se assemelha ao Sol. Essa cor traz consigo a esperança e o sentimento de que tudo correrá bem. Ela tem uma atmosfera de resplendor, brilho, jovialidade e alegria. O amarelo é compreensivo e inspirador; ele refulge e ilumina e, em sua vibração mais positiva, essa cor corresponde ao conhecimento e à sabedoria.
VERDE: Aspectos favoráveis: a energia do verde reflete participação, adaptabilidade, generosidade e cooperação. Essa cor atenua as emoções, facilita o raciocínio correto e amplia a consciência e compreensão. Ela é a imagem da segurança e da proteção e cria um ambiente propício para tomar decisões.
AZUL-TURQUESA: Aspectos favoráveis: produz uma vibração constante, que não subjuga ou perturba de forma alguma. Essa cor tem uma aura de vivacidade e percepção, que confere mais clareza de expressão. Essa cor nítida e brilhante tem uma qualidade atenciosa e receptiva, que irradia bem-estar.
AZUL: Aspectos favoráveis: o azul assinala a entrada nos domínios mais profundos do espírito e uma das suas qualidades mais sutis é a aspiração. Essa cor faz parte do espectro frio e, por sua quietude e confiança, promove a devoção e a fé. O azul é uma cor popular associada ao dever, à beleza e à habilidade.
VIOLETA: Aspectos favoráveis: essa cor, formada pela combinação do azul com o vermelho, reflete dignidade, nobreza e respeito próprio. Essa é a cor da realeza e, em sua forma mais sublime, vibra com a força da integração e da unidade.
MAGENTA: Aspectos favoráveis: a mais refinada e sutil dentre todas as cores, o magenta transmuda desejo em seus equivalentes físicos. Dedicação, reverência, gratidão e comprometimento são características atribuídas a essa cor, cujo empenho é expressar o idealismo em sua forma mais pura.
PUBLICIDADE
VERMELHO: Aumenta a atenção, é estimulante, motivador. Indicado para uso em anúncios de artigos que indicam calor e energia, artigos técnicos e de ginástica.
LARANJA: Indicado para as mesmas aplicações do vermelho, com resultados um pouco mais moderados.
AMARELO: Visível a distância, estimulante. Cor imprecisa, pode produzir vacilação no indivíduo e dispersar parte de sua atenção. Não é uma cor motivadora por excelência. Combinada com o preto pode resultar eficaz e interessante. Geralmente indicada para aplicação em anúncios que indiquem luz, é desaconselhável seu uso em superfícies muito extensas.
VERDE: Estimulante, mas com pouca força sugestiva; oferece uma sensação de repouso. Indicado para anúncios que caracterizam o frio, azeites, verduras e semelhantes.
AZUL: Possui grande poder de atração; é neutralizante nas inquietações do ser humano; acalma o indivíduo e seu sistema circulatório. Indicado em anúncios que caracterizem o frio.
ROXO: Acalma o sistema nervoso. a ser utilizado em anúncios de artigos religiosos, em viaturas, acessórios funerários etc. Para dar a essa cor maior sensação de calor, deve-se acrescentar vermelho; de luminosidade, o amarelo; de calor, o laranja; de frio o azul; de arejado o verde.
PÚRPURA E OURO: Cores representativas do valor e dignidade. Devem ser aplicadas em anúncios de artigos de alta categoria e luxo.
MARROM: Esconde muito a qualidade e o valor e, portanto, pouco recomendável em publicidade.
Efeitos Fisiológicos das Cores nas Roupas
VERMELHO: esta cor faz com que você se sinta mais vigoroso, expansivo e pronto para avançar adiante em algum sentido evidente. Ela tende a atrair o olhar das pessoas e chamar a atenção. Se você usar vermelho, isso pode indicar que tem ardor e paixão, ferocidade e força. As pessoas que gostam de ação e drama apreciam essa cor. Vestir-se de vermelho também pode indicar sexualidade vigorosa. LARANJA: esta cor revigorante e estimulante não tem muito do mesmo dinamismo do vermelho. Se estiver usando roupas da cor laranja, você pode ter traços corajosos e aventureiros, demonstrando entusiasmo e zelo em qualquer coisa que faça, mesmo que isso consuma suas energias. As pessoas que usam essa cor são afirmativas e gostam de rir e fazer outras pessoas rirem. O uso de roupas da cor laranja também estimula a conversação e o senso de humor. AMARELO: esta cor geralmente é usada pelos intelectuais, estudiosos e pessoas que gostam de ocupar posições de autoridade e de controle. Ela estimula a receptividade e a atenção aos detalhes. Vestir-se de amarelo "atrai a luz". Essa é a cor mais associada com o Sol e tende a gerar qualidades otimistas e positivas nas pessoas que a usam em suas roupas. VERDE: esta cor ajuda as pessoas a criarem um ambiente equilibrado, suavizante e calmo à sua volta. Ela simboliza harmonia e equilíbrio. O verde das roupas tende a refletir tipos convencionais, pessoas que gostam de ater-se ao que é certo e justo e que preferem não sobressair numa multidão. Os indivíduos que apreciam essa cor geralmente gostam da natureza e da segurança que ela traz. AZUL-TURQUESA: esta cor estimula as pessoas a demonstrarem interesse por você. Ela expressa uma personalidade revigorante, que está facilmente acessível. O azul-turquesa ajuda a clarear seus pensamentos e sentimentos, produzindo clareza em sua comunicação. Se você gosta de usar essa cor nas roupas, quer ser visto como portador de jovialidade e vivacidade. AZUL: vestir-se de azul sugere espiritualidade e ordem. As pessoas que usam essa cor refletem um desejo de paz e quietude, tranqüilidade e até mesmo solidão. Essa cor não é ameaçadora e o indivíduo que a utiliza por certo valoriza a lealdade e a honestidade. VIOLETA: o uso de roupas violeta gera sentimentos como respeito próprio, dignidade e auto-estima. Essa é a cor usada pelos sacerdotes católicos para refletir santidade e humildade. Em virtude da sua riqueza, ela também está associada com o monarca, a extravagância e a prosperidade. Muitos artistas preferem essa cor para suas roupas, talvez por causa das suas qualidades espirituais ou criativas. MAGENTA: vestir roupas dessa cor gera sentimentos de suavidade, afetuosidade e docilidade. Ela estimula afeição e sentimentos como amor e compaixão. Devido à contribuição do vermelho para a produção dessa cor, o magenta também transmite uma mensagem sexual poderosa, que pode ser manipuladora num nível sutil. Se você gosta de vestir-se com essa cor, isso pode indicar que quer expressar sua sensualidade. PRETO: na maioria das sociedades ocidentais, o preto quase sempre é a cor da morte, do luto e da penitência. Em geral, essa cor é usada por pessoas que rejeitam a sociedade ou se rebelam contra as normas sociais. O preto é uma cor que nega a luz e as pessoas que a usam nas roupas rejeitam a luz em si próprias, empurrando-a para longe e não permitindo que ela seja absorvida. Essa é a cor usada pelos homens de negócio, policiais e padres para refletir poder e autoridade. O preto é percebido como escuro e misterioso e também pode significar sexo. Contudo, essa cor também é usada pelas pessoas que preferem parecer tradicionais e responsáveis. BRANCO: as roupas brancas têm sido associadas à limpeza, à pureza e a inocência. Nos países orientais, o branco é usado como uma cor adequada para a morte e o pesar, aceitando que a pessoa morta partiu do mundo físico para um plano espiritual mais puro. Essa é a cor do desprendimento. O branco reflete todas as cores e as pessoas que o utilizam nas roupas podem faze-lo para manter-se refrescadas sob o calor dos raios solares. MARROM: a cor marrom geralmente está associada com terra e estabilidade. Para criar essa cor, você precisa misturar o vermelho com o preto e, portanto, ela tem alguns dos seus atributos. O marrom é uma cor envolvida com o enraizamento e a criação de fundações firmes para o futuro (semelhante ao lado positivo do vermelho). Ele também contém a qualidade poderosa do preto, no que se refere à autoridade, à confiança interior e à auto-afirmação. Uma pessoa que gosta de vestir-se com marrom por certo é extremamente dedicada e comprometida com seu trabalho, sua família e seus amigos.
humor
Quadro de Humor - TELEVISÃO
“CÃO SEM COLEIRA”
ESCRITO POR
DORIVAL COUTINHO DA SILVA
(Copyright © 2008 by Dorival Coutinho da Silva)
PERSONAGENS
FALAM FIGURAÇÃO COM POUCA FALA
1. Santinha 1. Enfermeira
2. Flora (mãe de Santinha) 2. Marido (de Flora)
AMBIENTAÇÃO
Quarto de hospital com equipamentos e móveis básicos: leito hospitalar, mesa de cabeceira, suporte para soro com recipiente de soro e mangueira em uso, poltrona ou sofá-cama para visita (entre outras coisas, há sobre a mesa um frasco conta-gotas, meio copo de água e uma revista).
NÚMERO DE CENAS = 2 DURAÇÃO = 12/15 min.
ÉPOCA = Atual LOCAL = São Paulo
SONS EM OFF
1. Final da cena 2 = mugido de boi
2. Percussão e outros, acompanhando os gemidos (ritmados) de Flora.
“CÃO SEM COLEIRA”
CENA 1 - QUARTO DE HOSPITAL/INT/DIA
FLORA, 40 anos, está deitada no leito, com a cabeceira um pouco inclinada. Vestindo camisolão hospitalar branco, ela está descoberta. Usa tipóia no braço esquerdo, há uma atadura cobrindo o cotovelo e a perna direita está enfaixada desde o pé até o joelho. Flora está recebendo soro no braço direito.
A ENFERMEIRA, 25 anos, entra no quarto e se dirige ao leito.
ENFERMEIRA — Como vai, dona Flora?
FLORA — (Desanimada) Xiii! Desse jeito não vou a lugar nenhum. Mas nem ao banheiro fazer xixi.
ENFERMEIRA — (Colocando o termômetro na axila da paciente) Vamos ver se a febre baixou... Prontinho... Volto já já pra conferir, viu?
A enfermeira dirige-se à porta para sair, abre-a e depara-se com a menina SANTINHA, 12 anos. A enfermeira cumprimenta a menina com a cabeça e SAI. Santinha entra sozinha no quarto.
FLORA — (Feliz) Fifi...
SANTINHA — (Indo ao leito da mãe) Mamã...
FLORA — (Sem se mover) Fifi...
SANTINHA — (Beijando o rosto da mãe) Mamã... (PAUSA) Quando você volta pra casa?
FLORA — Não sei ainda, filha. Depois da primeira pancada, a gente fica igual carro velho. Às vezes anda, às vezes não anda... E sempre acaba na oficina.
SANTINHA — (Rindo, aponta para o frasco de soro) É por isso que estão botando gasolina no carro, mamãe?
FLORA — O motor falhou, ficou fraco. Quase me levaram da oficina pro desmanche. Só mesmo o soro pra dar jeito. É meu alimento, sabia?
SANTINHA — Que bom, mamãe! Em vez de verdura, que eu detesto, você podia me dar soro.
FLORA — Vira essa boca pra lá, filha.
SANTINHA — Se não como verdura, você fala que vou ficar doente. Se ficar doente, vou precisar de soro. Então prefiro tomar soro antes de ficar doente!
FLORA — Que tal comer verdura e não ficar doente?
SANTINHA — (Faz careta) Ih! Credo! (PAUSA) A Giselda mandou lembrança, viu? Disse que você não precisa se preocupar com a casa.
FLORA — Tá bom, filha... Vem cá, vem. Me dá outro beijo. Eu tava morrendo de saudade... (Olha em torno) Ué! Cadê o papai? Ele não veio com você?
SANTINHA — (Sentando-se na poltrona) Veio sim, mas não pôde ficar. Ligaram pra ele lá do escritório. Parece que tem uma reunião urgente. Mas disse que volta mais tarde pra me pegar.
FLORA — Reunião no escritório? Estranho... Reunião com quem, se hoje é sábado?!
SANTINHA — Ouvi papai falando no celular. (Encosta a mão fechada no ouvido e imita o pai) Ah, já tá me esperando? Onde? Sei, entendi... motel... Tô de saída. (TOM ) Acho que a reunião é com o “seu” Motel, mamãe.
Santinha levanta-se e vai folhear uma revista que viu sobre a mesa de cabeceira.
FLORA — Acho que você não entendeu direito, filha. Deve ser “seu” Manuel, “seu” Noel... Sei lá... (TOM) Agora, se você estiver certa, ele me paga!... Vou torcer o pescoço do palhaço.
SANTINHA — O que disse, mamãe?
FLORA — Ahn?... (Apalpando o cotovelo) Não pára de doer o osso do braço. (PAUSA) E a Giselda, não quis vir com vocês?
SANTINHA — Ela veio com a gente. Papai deixou ela no centro. Ia pagar umas contas pra ele.
Santinha aproxima-se do leito, permanecendo de pé.
FLORA — (Cismada) Hum... Isso tá me cheirando a caca de galinha.
SANTINHA — (Procurando algo no chão) Num tô sentindo nada não...
FLORA — Deixa pra lá, filha. (Coloca a mão direita sobre a cabeça e fecha os olhos) Que dorzinha de cabeça mais enjoada... (PAUSA) Ai ui, ai ai ui...Ui ai, ui ui ai... (Percussão em off)
Com a revista na mão, Santinha agita os braços erguidos e balança o corpo no ritmo dos gemidos da mãe. Dançando, ela avança dois passos e retorna à cabeceira ao final dos gemidos.
A enfermeira ENTRA. Retira o termômetro da paciente e confere a temperatura.
Santinha está folheando a revista perto da mesa de cabeceira.
ENFERMEIRA — 37 graus... Ótimo, a febre já reduziu bastante. Se precisar de mim, é só chamar, tá? (SAI).
SANTINHA — A enfermeira deu injeção, mãe?
FLORA — Não. Veio tirar o termômetro, filha. Pra ver se a febre diminuiu.
SANTINHA — Gozado... Papai também mediu a temperatura da empregada, mas não usou termômetro não.
FLORA — O quê? Mediu a temperatura da Giselda? Ele nunca mediu a minha?
SANTINHA — Mas você nunca precisou, mamãe.
FLORA — Como não?
SANTINHA — Ora!... Quantas vezes ouvi o papai falar que você é muito fria!
FLORA — Falou isso pra quem, Santinha? Pra mim é que não foi.
SANTINHA — Pra Giselda... pra filha do síndico... pra vizinha do apartamento 12... pra...
FLORA — (CORTA) Ah, ele quis dizer que sou calma, que sou controlada... É nesse sentido, Santinha. Claro, só pode ser!... Agora me conta essa história da Giselda.
SANTINHA — Foi antes de ontem, de ontem, quer dizer... Ah! faz três dias... Quando cheguei da escola, papai tava no sofá do lado da Giselda, com a mão dentro da blusa dela. Perguntei o que ele fazia e ele disse que tava medindo a temperatura dela, porque a coitada tava com febre. Mas ele não usou termômetro não, mãe. Usou a mão mesmo!
FLORA — Acho que você é que não viu o termômetro, Santinha. Em casa a gente tem um... uns quatro. (TOM) É isso! Você se enganou... Claro, só pode ser! (PAUSA) Mas, e aí, filha, papai tá cuidando bem de você?
SANTINHA — Muito bem, mamãe, até demais. Ainda bem que a Giselda também tá cuidando tão bem dele! Até café na cama ela leva, mamãe!
FLORA — (surpresa) Não me diga! E o que mais, Santinha?
SANTINHA — Ela dá nó na gravata, faz a barba dele, limpa os sapatos, corta as unhas, dá os comprimidos na hora certa... É muito boazinha pra ele, só vendo!
FLORA — Ah, meu Deus, ainda parto a cara desse safado!
SANTINHA — O quê, mãe?
FLORA — Ahn?... Ele não pára de ser paparicado... (Indignada) Péra aí, Santinha! Você disse café na cama?
SANTINHA — É sim, mãe. Uma bandeja cheia de coisa boa. Todos os dias!
FLORA — Por que café na cama, se a Giselda chega às nove?
SANTINHA — Papai falou que a Giselda agora tá fazendo hora extra. Chega mais cedo e sai mais tarde, porque tem muito serviço lá. Quando papai me acorda cedinho, ela já tá arrumando a cama dele. A Giselda, coitada, trabalha tanto que outro dia passou mal mesmo.
FLORA — (Fecha os olhos, colocando a mão direita na testa) De novo, essa dorzinha de cabeça esquisita... (PAUSA) Ai ui, ai ai ui...Ui ai, ui ui ai... (Percussão em off)
De pé, à cabeceira, Santinha dança ao som ritmado dos gemidos.
SANTINHA — (preocupada) Melhorou, mãe?
FLORA — Mais ou menos, filha. Não sei o que tá acontecendo!... (TOM) Me conta, filha... No dia que a Giselda passou mal... ela não foi trabalhar?
SANTINHA — Foi, mãe. Papai é que não foi trabalhar nesse dia. Também, pudera!... Ele tava tão preocupado, nervoso, que até ficou cuidando dela. Quando cheguei da escola, Giselda tava de cama.
FLORA — (Arregala os olhos) Na minha cama?!
SANTINHA — É. Quando entrei no quarto, Giselda tava deitada e papai abanando ela. Nossa! Giselda tava tão suada, mãe! A camisola tava toda ensopada.
FLORA — (Quase gritando) Camisola?!
SANTINHA — É. Aquela vermelha, mãe, aquela que você adora.
FLORA — A minha camisola?! (Tentando levantar-se) Pra mim chega! Vou pedir alta agora mesmo. Saio daqui nem que seja de quatro.
SANTINHA – Por que às quatro, mamãe. Não pode sair agora?
FLORA – Você não entendeu, fifi. Ah, deixa pra lá...
Flora tenta se movimentar na cama, sente dor e volta à posição anterior.
SANTINHA — Não fique preocupada, mãe, Giselda melhorou, já tá cuidando da casa. E depois, papai também sabe se virar, ele ajuda Giselda em tudo.
FLORA — Cafajeste! Nunca fritou um ovo, nunca lavou um prato. Traidor duma figa!
SANTINHA — O quê?
FLORA — Essa dor me castiga, filha. (Mão na testa) Ai, minha cabeça! Agora piorou. Dói demais. Chama a enfermeira, filha, chama!
Santinha dá alguns passos em direção à porta fechada. Coloca a mão em concha diante da boca.
SANTINHA — (Grita a todo fôlego) Enfermeiraaaaaaaaa!
FLORA — Ai, minha cabeça! Pára de gritar, menina. É só apertar o botão aqui na cabeceira.
SANTINHA — Ah, é? (Vai à cabeceira) Ela escuta o botão, mãe?
A enfermeira ENTRA rapidamente.
FLORA — (PARA A ENFERMEIRA) Minha cabeça vai explodir!
ENFERMEIRA — Calma, calma. Primeiro vou tirar o soro... (retira a agulha do braço da paciente). Pronto.
FLORA — (De olhos fechados) Ai ui, ai ai ui...Ui ai, ui ui ai... (percussão em off)
Dançando ao ritmo dos gemidos, a enfermeira dirige-se à mesinha de cabeceira. Ao lado da cama, Santinha também dança.
Quando Flora pára de gemer, a filha senta-se na poltrona.
A enfermeira pinga algumas gotas em meio copo d’água e leva à paciente. Flora toma o remédio e permanece com o copo vazio na mão esquerda.
ENFERMEIRA — Daqui a pouco não vai doer mais, dona Flora, o efeito é bem rápido... (Tocando o braço da paciente) E essas fraturas, dona Flora... Foi acidente de carro?
FLORA — Não, de banheiro mesmo. A empregada deixou o piso molhado. (A SI) Desgraçada!
ENFERMEIRA — (Divertida) Piso molhado, alguém arrebentado.
FLORA — (Irônica) Pois é... Eu me arrebentei e meu marido é consolado.
ENFERMEIRA — É verdade... Com a mãe enferma, nada melhor que uma filha pra confortar o pai.
FLORA — Minha filha não, tô falando é da Giselda.
ENFERMEIRA — Giselda?!
FLORA — É uma cadela que temos em casa. Sem vergonha que só ela! Não pode ver um cachorro sem coleira... Parece que está sempre no cio.
SANTINHA — (Espantada, com as mãos no rosto) Mamãe! Deixa Giselda saber disso!
FLORA — (Decidida) Mas ela vai saber... ô, se vai! (Faz careta, põe a mão direita na testa. PARA A ENFERMEIRA) E meu remédio?
ENFERMEIRA — (Tirando-lhe o copo vazio da mão esquerda) Era só uma dose, querida... (TOM) Ah, dona Flora!... Seu marido ligou para a recepção.
FLORA — Pra saber se já morri?
ENFERMEIRA — O quê, dona Flora?
FLORA — Deve estar vindo aqui... não é isso?
ENFERMEIRA — É. Está a caminho. Agora fique aí quietinha, vou cobrir sua cabeça com o lençol por causa da claridade. (Cobre a cabeça e o corpo da paciente) Assim... Mais alguns minutos e a dor de cabeça passa. (PARA SANTINHA) É melhor você ficar um pouco lá no saguão, meu bem. Agora sua mãe precisa descansar um bocadinho, tá?
SANTINHA — (Levantando-se da poltrona) Será que mamãe ficou assim por minha causa?
ENFERMEIRA — Imagina! Pelo contrário, meu bem... A presença de um parente sempre reanima o paciente.
SANTINHA — Tô vendo...
FLORA — (De cabeça coberta) Ai ui, ai ai ui.. Ui ai, ui ui ai... (percussão em off)
A enfermeira e a menina VÃO SAINDO juntas, dançando. Fecham a porta.
CORTA PARA
CENA 2 - INT. PORTA DO QUARTO – DIA
PASSAGEM DE TEMPO
A porta abre. O MARIDO de Flora (45 anos) avança dois passos, deixando a porta aberta. Ao ver que Flora está dormindo, ele pára.
MARIDO — (A meia-voz) Florinha!... Querida!... Acorda, benzinho...
Percebendo que deixou a porta aberta, o marido se volta e vai fechá-la cuidadosamente. Quando se vira novamente para o leito, ele se transfigura (EXPRESSÃO DE HORROR).
(POV DO MARIDO) Flora está em pé diante da cama, de camisolão branco em desalinho, tipóia no braço esquerdo, perna direita enfaixada, cabelos desgrenhados, olheiras profundas e, na cabeça, UM PAR DE CHIFRES ENORMES. Em seguida, Flora começa a se locomover lentamente na direção do marido, arrastando a perna enfaixada. Vai com o braço direito estendido e a mão em garra, como se pretendesse enforcar o marido.
OFF — Mugido de boi.
Apavorado, o marido se volta rapidamente, abre a porta e SAI em
disparada. Flora continua caminhando, alcança a porta, cambaleante,
e desaparece.
FADE OUT
F I M
“CÃO SEM COLEIRA”
ESCRITO POR
DORIVAL COUTINHO DA SILVA
(Copyright © 2008 by Dorival Coutinho da Silva)
PERSONAGENS
FALAM FIGURAÇÃO COM POUCA FALA
1. Santinha 1. Enfermeira
2. Flora (mãe de Santinha) 2. Marido (de Flora)
AMBIENTAÇÃO
Quarto de hospital com equipamentos e móveis básicos: leito hospitalar, mesa de cabeceira, suporte para soro com recipiente de soro e mangueira em uso, poltrona ou sofá-cama para visita (entre outras coisas, há sobre a mesa um frasco conta-gotas, meio copo de água e uma revista).
NÚMERO DE CENAS = 2 DURAÇÃO = 12/15 min.
ÉPOCA = Atual LOCAL = São Paulo
SONS EM OFF
1. Final da cena 2 = mugido de boi
2. Percussão e outros, acompanhando os gemidos (ritmados) de Flora.
“CÃO SEM COLEIRA”
CENA 1 - QUARTO DE HOSPITAL/INT/DIA
FLORA, 40 anos, está deitada no leito, com a cabeceira um pouco inclinada. Vestindo camisolão hospitalar branco, ela está descoberta. Usa tipóia no braço esquerdo, há uma atadura cobrindo o cotovelo e a perna direita está enfaixada desde o pé até o joelho. Flora está recebendo soro no braço direito.
A ENFERMEIRA, 25 anos, entra no quarto e se dirige ao leito.
ENFERMEIRA — Como vai, dona Flora?
FLORA — (Desanimada) Xiii! Desse jeito não vou a lugar nenhum. Mas nem ao banheiro fazer xixi.
ENFERMEIRA — (Colocando o termômetro na axila da paciente) Vamos ver se a febre baixou... Prontinho... Volto já já pra conferir, viu?
A enfermeira dirige-se à porta para sair, abre-a e depara-se com a menina SANTINHA, 12 anos. A enfermeira cumprimenta a menina com a cabeça e SAI. Santinha entra sozinha no quarto.
FLORA — (Feliz) Fifi...
SANTINHA — (Indo ao leito da mãe) Mamã...
FLORA — (Sem se mover) Fifi...
SANTINHA — (Beijando o rosto da mãe) Mamã... (PAUSA) Quando você volta pra casa?
FLORA — Não sei ainda, filha. Depois da primeira pancada, a gente fica igual carro velho. Às vezes anda, às vezes não anda... E sempre acaba na oficina.
SANTINHA — (Rindo, aponta para o frasco de soro) É por isso que estão botando gasolina no carro, mamãe?
FLORA — O motor falhou, ficou fraco. Quase me levaram da oficina pro desmanche. Só mesmo o soro pra dar jeito. É meu alimento, sabia?
SANTINHA — Que bom, mamãe! Em vez de verdura, que eu detesto, você podia me dar soro.
FLORA — Vira essa boca pra lá, filha.
SANTINHA — Se não como verdura, você fala que vou ficar doente. Se ficar doente, vou precisar de soro. Então prefiro tomar soro antes de ficar doente!
FLORA — Que tal comer verdura e não ficar doente?
SANTINHA — (Faz careta) Ih! Credo! (PAUSA) A Giselda mandou lembrança, viu? Disse que você não precisa se preocupar com a casa.
FLORA — Tá bom, filha... Vem cá, vem. Me dá outro beijo. Eu tava morrendo de saudade... (Olha em torno) Ué! Cadê o papai? Ele não veio com você?
SANTINHA — (Sentando-se na poltrona) Veio sim, mas não pôde ficar. Ligaram pra ele lá do escritório. Parece que tem uma reunião urgente. Mas disse que volta mais tarde pra me pegar.
FLORA — Reunião no escritório? Estranho... Reunião com quem, se hoje é sábado?!
SANTINHA — Ouvi papai falando no celular. (Encosta a mão fechada no ouvido e imita o pai) Ah, já tá me esperando? Onde? Sei, entendi... motel... Tô de saída. (TOM ) Acho que a reunião é com o “seu” Motel, mamãe.
Santinha levanta-se e vai folhear uma revista que viu sobre a mesa de cabeceira.
FLORA — Acho que você não entendeu direito, filha. Deve ser “seu” Manuel, “seu” Noel... Sei lá... (TOM) Agora, se você estiver certa, ele me paga!... Vou torcer o pescoço do palhaço.
SANTINHA — O que disse, mamãe?
FLORA — Ahn?... (Apalpando o cotovelo) Não pára de doer o osso do braço. (PAUSA) E a Giselda, não quis vir com vocês?
SANTINHA — Ela veio com a gente. Papai deixou ela no centro. Ia pagar umas contas pra ele.
Santinha aproxima-se do leito, permanecendo de pé.
FLORA — (Cismada) Hum... Isso tá me cheirando a caca de galinha.
SANTINHA — (Procurando algo no chão) Num tô sentindo nada não...
FLORA — Deixa pra lá, filha. (Coloca a mão direita sobre a cabeça e fecha os olhos) Que dorzinha de cabeça mais enjoada... (PAUSA) Ai ui, ai ai ui...Ui ai, ui ui ai... (Percussão em off)
Com a revista na mão, Santinha agita os braços erguidos e balança o corpo no ritmo dos gemidos da mãe. Dançando, ela avança dois passos e retorna à cabeceira ao final dos gemidos.
A enfermeira ENTRA. Retira o termômetro da paciente e confere a temperatura.
Santinha está folheando a revista perto da mesa de cabeceira.
ENFERMEIRA — 37 graus... Ótimo, a febre já reduziu bastante. Se precisar de mim, é só chamar, tá? (SAI).
SANTINHA — A enfermeira deu injeção, mãe?
FLORA — Não. Veio tirar o termômetro, filha. Pra ver se a febre diminuiu.
SANTINHA — Gozado... Papai também mediu a temperatura da empregada, mas não usou termômetro não.
FLORA — O quê? Mediu a temperatura da Giselda? Ele nunca mediu a minha?
SANTINHA — Mas você nunca precisou, mamãe.
FLORA — Como não?
SANTINHA — Ora!... Quantas vezes ouvi o papai falar que você é muito fria!
FLORA — Falou isso pra quem, Santinha? Pra mim é que não foi.
SANTINHA — Pra Giselda... pra filha do síndico... pra vizinha do apartamento 12... pra...
FLORA — (CORTA) Ah, ele quis dizer que sou calma, que sou controlada... É nesse sentido, Santinha. Claro, só pode ser!... Agora me conta essa história da Giselda.
SANTINHA — Foi antes de ontem, de ontem, quer dizer... Ah! faz três dias... Quando cheguei da escola, papai tava no sofá do lado da Giselda, com a mão dentro da blusa dela. Perguntei o que ele fazia e ele disse que tava medindo a temperatura dela, porque a coitada tava com febre. Mas ele não usou termômetro não, mãe. Usou a mão mesmo!
FLORA — Acho que você é que não viu o termômetro, Santinha. Em casa a gente tem um... uns quatro. (TOM) É isso! Você se enganou... Claro, só pode ser! (PAUSA) Mas, e aí, filha, papai tá cuidando bem de você?
SANTINHA — Muito bem, mamãe, até demais. Ainda bem que a Giselda também tá cuidando tão bem dele! Até café na cama ela leva, mamãe!
FLORA — (surpresa) Não me diga! E o que mais, Santinha?
SANTINHA — Ela dá nó na gravata, faz a barba dele, limpa os sapatos, corta as unhas, dá os comprimidos na hora certa... É muito boazinha pra ele, só vendo!
FLORA — Ah, meu Deus, ainda parto a cara desse safado!
SANTINHA — O quê, mãe?
FLORA — Ahn?... Ele não pára de ser paparicado... (Indignada) Péra aí, Santinha! Você disse café na cama?
SANTINHA — É sim, mãe. Uma bandeja cheia de coisa boa. Todos os dias!
FLORA — Por que café na cama, se a Giselda chega às nove?
SANTINHA — Papai falou que a Giselda agora tá fazendo hora extra. Chega mais cedo e sai mais tarde, porque tem muito serviço lá. Quando papai me acorda cedinho, ela já tá arrumando a cama dele. A Giselda, coitada, trabalha tanto que outro dia passou mal mesmo.
FLORA — (Fecha os olhos, colocando a mão direita na testa) De novo, essa dorzinha de cabeça esquisita... (PAUSA) Ai ui, ai ai ui...Ui ai, ui ui ai... (Percussão em off)
De pé, à cabeceira, Santinha dança ao som ritmado dos gemidos.
SANTINHA — (preocupada) Melhorou, mãe?
FLORA — Mais ou menos, filha. Não sei o que tá acontecendo!... (TOM) Me conta, filha... No dia que a Giselda passou mal... ela não foi trabalhar?
SANTINHA — Foi, mãe. Papai é que não foi trabalhar nesse dia. Também, pudera!... Ele tava tão preocupado, nervoso, que até ficou cuidando dela. Quando cheguei da escola, Giselda tava de cama.
FLORA — (Arregala os olhos) Na minha cama?!
SANTINHA — É. Quando entrei no quarto, Giselda tava deitada e papai abanando ela. Nossa! Giselda tava tão suada, mãe! A camisola tava toda ensopada.
FLORA — (Quase gritando) Camisola?!
SANTINHA — É. Aquela vermelha, mãe, aquela que você adora.
FLORA — A minha camisola?! (Tentando levantar-se) Pra mim chega! Vou pedir alta agora mesmo. Saio daqui nem que seja de quatro.
SANTINHA – Por que às quatro, mamãe. Não pode sair agora?
FLORA – Você não entendeu, fifi. Ah, deixa pra lá...
Flora tenta se movimentar na cama, sente dor e volta à posição anterior.
SANTINHA — Não fique preocupada, mãe, Giselda melhorou, já tá cuidando da casa. E depois, papai também sabe se virar, ele ajuda Giselda em tudo.
FLORA — Cafajeste! Nunca fritou um ovo, nunca lavou um prato. Traidor duma figa!
SANTINHA — O quê?
FLORA — Essa dor me castiga, filha. (Mão na testa) Ai, minha cabeça! Agora piorou. Dói demais. Chama a enfermeira, filha, chama!
Santinha dá alguns passos em direção à porta fechada. Coloca a mão em concha diante da boca.
SANTINHA — (Grita a todo fôlego) Enfermeiraaaaaaaaa!
FLORA — Ai, minha cabeça! Pára de gritar, menina. É só apertar o botão aqui na cabeceira.
SANTINHA — Ah, é? (Vai à cabeceira) Ela escuta o botão, mãe?
A enfermeira ENTRA rapidamente.
FLORA — (PARA A ENFERMEIRA) Minha cabeça vai explodir!
ENFERMEIRA — Calma, calma. Primeiro vou tirar o soro... (retira a agulha do braço da paciente). Pronto.
FLORA — (De olhos fechados) Ai ui, ai ai ui...Ui ai, ui ui ai... (percussão em off)
Dançando ao ritmo dos gemidos, a enfermeira dirige-se à mesinha de cabeceira. Ao lado da cama, Santinha também dança.
Quando Flora pára de gemer, a filha senta-se na poltrona.
A enfermeira pinga algumas gotas em meio copo d’água e leva à paciente. Flora toma o remédio e permanece com o copo vazio na mão esquerda.
ENFERMEIRA — Daqui a pouco não vai doer mais, dona Flora, o efeito é bem rápido... (Tocando o braço da paciente) E essas fraturas, dona Flora... Foi acidente de carro?
FLORA — Não, de banheiro mesmo. A empregada deixou o piso molhado. (A SI) Desgraçada!
ENFERMEIRA — (Divertida) Piso molhado, alguém arrebentado.
FLORA — (Irônica) Pois é... Eu me arrebentei e meu marido é consolado.
ENFERMEIRA — É verdade... Com a mãe enferma, nada melhor que uma filha pra confortar o pai.
FLORA — Minha filha não, tô falando é da Giselda.
ENFERMEIRA — Giselda?!
FLORA — É uma cadela que temos em casa. Sem vergonha que só ela! Não pode ver um cachorro sem coleira... Parece que está sempre no cio.
SANTINHA — (Espantada, com as mãos no rosto) Mamãe! Deixa Giselda saber disso!
FLORA — (Decidida) Mas ela vai saber... ô, se vai! (Faz careta, põe a mão direita na testa. PARA A ENFERMEIRA) E meu remédio?
ENFERMEIRA — (Tirando-lhe o copo vazio da mão esquerda) Era só uma dose, querida... (TOM) Ah, dona Flora!... Seu marido ligou para a recepção.
FLORA — Pra saber se já morri?
ENFERMEIRA — O quê, dona Flora?
FLORA — Deve estar vindo aqui... não é isso?
ENFERMEIRA — É. Está a caminho. Agora fique aí quietinha, vou cobrir sua cabeça com o lençol por causa da claridade. (Cobre a cabeça e o corpo da paciente) Assim... Mais alguns minutos e a dor de cabeça passa. (PARA SANTINHA) É melhor você ficar um pouco lá no saguão, meu bem. Agora sua mãe precisa descansar um bocadinho, tá?
SANTINHA — (Levantando-se da poltrona) Será que mamãe ficou assim por minha causa?
ENFERMEIRA — Imagina! Pelo contrário, meu bem... A presença de um parente sempre reanima o paciente.
SANTINHA — Tô vendo...
FLORA — (De cabeça coberta) Ai ui, ai ai ui.. Ui ai, ui ui ai... (percussão em off)
A enfermeira e a menina VÃO SAINDO juntas, dançando. Fecham a porta.
CORTA PARA
CENA 2 - INT. PORTA DO QUARTO – DIA
PASSAGEM DE TEMPO
A porta abre. O MARIDO de Flora (45 anos) avança dois passos, deixando a porta aberta. Ao ver que Flora está dormindo, ele pára.
MARIDO — (A meia-voz) Florinha!... Querida!... Acorda, benzinho...
Percebendo que deixou a porta aberta, o marido se volta e vai fechá-la cuidadosamente. Quando se vira novamente para o leito, ele se transfigura (EXPRESSÃO DE HORROR).
(POV DO MARIDO) Flora está em pé diante da cama, de camisolão branco em desalinho, tipóia no braço esquerdo, perna direita enfaixada, cabelos desgrenhados, olheiras profundas e, na cabeça, UM PAR DE CHIFRES ENORMES. Em seguida, Flora começa a se locomover lentamente na direção do marido, arrastando a perna enfaixada. Vai com o braço direito estendido e a mão em garra, como se pretendesse enforcar o marido.
OFF — Mugido de boi.
Apavorado, o marido se volta rapidamente, abre a porta e SAI em
disparada. Flora continua caminhando, alcança a porta, cambaleante,
e desaparece.
FADE OUT
F I M
Trabalho de Técnicas e práticas Cênicas
Análise Semiótica
A semiótica não é uma ciência especial ou especializada, como são as ciências especiais, a física, a química, a biologia, a sociologia, a economia, etc., quer dizer, ciências que têm um objeto de estudo delimitado e de cujas teorias podem ser extraídas ferramentas empíricas para serem utilizadas em pesquisas aplicadas.
A noção de signo é básica na lingüística. Signo é a menor unidade de um código dado. As famílias de signos não cessam de se multiplicar pelo planeta. O desenvolvimento a partir de raízes estruturalistas foi evidente nos trabalhos de Roland Barthes (1915-1980). Ele foi um estruturalista e propagou o programa semiológico de Saussure. Abordando a cultura de massa Barthes analisou e encontrou a chave para as primeiras análises semióticas. Definiu o signo como um sistema constituído de E, uma expressão R em relação e C um conteúdo (ERC). Tal sistema sígnico primário pode se tornar um elemento de um sistema sígnico mais amplo. Se a extensão é de conteúdo, o signo primário se torna a expressão de um sistema sígnico secundário. Neste caso, o signo primário é de semiótica denotativa, enquanto o signo secundário é de semiótica conotativa.
Na crítica literária e cultural, Barthes empregou o conceito de semiótica conotativa para revelar as mais diversas significações ocultas em textos. No seu estudo Mitologias, ele definiu tais sistemas de significações secundárias como mitos. Os meios de comunicação de massa criam mitologias e ideologias como sistemas conotativos. No nível conotativo, ele esconde significações secundárias e ideológicas e no denotativo elas expressam significações primárias “naturais”. Para Barthes, o mito é sempre uma linguagem roubada. Para J. Lotman, “a arte e a cultura em geral são consideradas como sistemas de modelagem secundárias” Para Pierce, é um significado, que aparece como resultado de um acordo interpretativo dos intérpretes do signo. Barthes vê uma nova abordagem de semiologia ou a nova mitologia, já não será capaz de separar tão facilmente o significante do significado, o ideológico do fraseológico.
A teoria semiótica nos habilita a penetrar no movimento interno das mensagens, o que nos dá a possibilidade de empreender os procedimentos e recursos empregados nas palavras, imagens, diagramas, sons, nas relações entre elas, permitindo a análise das mensagens. As mensagens podem ser analisadas em si mesmas, nas suas propriedades internas, quer dizer, nos seus aspectos qualitativos, sensórios, tais como, na linguagem visual, por exemplo as cores, linhas, formas, volumes, movimento, dinâmica, quando, em terminologia semiótica, analisa-se os quali-signos das mensagens. Atitudes levam as pessoas a gostarem ou não das coisas, aproximarem-se ou afastarem-se delas. Esses gostos e desgostos são chamados atitudes. A moda símbolo na essência, parece certo afirmar que à ela se aplica perfeitamente transferência de significados, visando a comunicação integrante de sociedades, onde tudo comunica, sendo assim, o vestuário é comunicação. O indivíduo possui tendência psicológica a imitação e proporciona a satisfação de não estar sozinho. Imitar não só transfere a atividade criativa, mas responsabilidade sobre a ação dele para o outro. A necessidade de imitação vem da necessidade de similaridade. Dos muitos símbolos e expressões, a roupa é uma das mais importantes linguagens não verbalizadas do eu que passa de controle social.
As pessoas procuram comunicar para os outros, esta percepção de si, que demandam a integração social mediante o que é culturalmente aceito. A única alternativa para Baudrillard é a descontração sígnica, ou seja, a desestruturação do código, que se obtém jogando-o contra si mesmo. O signo está apto a provocar em um intérprete sentimentos, isto é, um interpretante emocional. Ícones tendem a produzir esse tipo de interpretante com mais intensidade. Os interpretantes emocionais estão sempre presentes em quaisquer interpretações, mesmo quando não nos damos conta deles. Um signo pode ser energético, que corresponde a uma ação física ou mental, quer dizer, o interpretante exige um dispêndio de energia de alguma espécie. Nas relações entre a imagem e mensagem predomina a complementaridade. Quer dizer as mensagens são organizadas de modo visual seja capaz de transmitir tanta informação que já passaram visualmente e acrescentar informações específicas que o visual não é capaz de transmitir. Isso fica claro nas diferenças das cores que criam uma distinção que vem a ser especificada pelas palavras que dão nome às cores.
As palavras também se relacionam com as imagens, predominando também a complementaridade. Quer dizer, as mensagens são organizadas de modo que o visual seja capaz de transmitir a informação. Os elementos culturais e convenções só funcionam simbolicamente para um interpretante. Dependendo do tipo de intérprete, dependendo especialmente do repertório cultural que o intérprete internalizou, alguns significados simbólicos se atualizarão, outros não. Os interpretantes por estarem no mundo, por fazerem parte dos desígnios da vida, os efeitos que os signos poderão porventura produzir no seu dia-a-dia são tão enigmáticos quanto o próprio desenrolar da vida. Se uma imagem é um bom produto, se vende bem, essa imagem será perseguida sem tréguas e sem limites.
As emoções são signos. Nesse ponto, o caminho parece estar aberto para a nossa análise semiótica como uma emoção que é um signo. Qualquer signo, todo signo, mesmo um signo mental, deve estar corporificado. Estando corporificado, o signo tem qualidades materiais que lhe são peculiares como uma entidade ou evento que ele é, independente de sua função representativa. Em conclusão, o plano dos significantes constitui o plano de expressão e dos significados o plano de conteúdo.
A semiótica não é uma ciência especial ou especializada, como são as ciências especiais, a física, a química, a biologia, a sociologia, a economia, etc., quer dizer, ciências que têm um objeto de estudo delimitado e de cujas teorias podem ser extraídas ferramentas empíricas para serem utilizadas em pesquisas aplicadas.
A noção de signo é básica na lingüística. Signo é a menor unidade de um código dado. As famílias de signos não cessam de se multiplicar pelo planeta. O desenvolvimento a partir de raízes estruturalistas foi evidente nos trabalhos de Roland Barthes (1915-1980). Ele foi um estruturalista e propagou o programa semiológico de Saussure. Abordando a cultura de massa Barthes analisou e encontrou a chave para as primeiras análises semióticas. Definiu o signo como um sistema constituído de E, uma expressão R em relação e C um conteúdo (ERC). Tal sistema sígnico primário pode se tornar um elemento de um sistema sígnico mais amplo. Se a extensão é de conteúdo, o signo primário se torna a expressão de um sistema sígnico secundário. Neste caso, o signo primário é de semiótica denotativa, enquanto o signo secundário é de semiótica conotativa.
Na crítica literária e cultural, Barthes empregou o conceito de semiótica conotativa para revelar as mais diversas significações ocultas em textos. No seu estudo Mitologias, ele definiu tais sistemas de significações secundárias como mitos. Os meios de comunicação de massa criam mitologias e ideologias como sistemas conotativos. No nível conotativo, ele esconde significações secundárias e ideológicas e no denotativo elas expressam significações primárias “naturais”. Para Barthes, o mito é sempre uma linguagem roubada. Para J. Lotman, “a arte e a cultura em geral são consideradas como sistemas de modelagem secundárias” Para Pierce, é um significado, que aparece como resultado de um acordo interpretativo dos intérpretes do signo. Barthes vê uma nova abordagem de semiologia ou a nova mitologia, já não será capaz de separar tão facilmente o significante do significado, o ideológico do fraseológico.
A teoria semiótica nos habilita a penetrar no movimento interno das mensagens, o que nos dá a possibilidade de empreender os procedimentos e recursos empregados nas palavras, imagens, diagramas, sons, nas relações entre elas, permitindo a análise das mensagens. As mensagens podem ser analisadas em si mesmas, nas suas propriedades internas, quer dizer, nos seus aspectos qualitativos, sensórios, tais como, na linguagem visual, por exemplo as cores, linhas, formas, volumes, movimento, dinâmica, quando, em terminologia semiótica, analisa-se os quali-signos das mensagens. Atitudes levam as pessoas a gostarem ou não das coisas, aproximarem-se ou afastarem-se delas. Esses gostos e desgostos são chamados atitudes. A moda símbolo na essência, parece certo afirmar que à ela se aplica perfeitamente transferência de significados, visando a comunicação integrante de sociedades, onde tudo comunica, sendo assim, o vestuário é comunicação. O indivíduo possui tendência psicológica a imitação e proporciona a satisfação de não estar sozinho. Imitar não só transfere a atividade criativa, mas responsabilidade sobre a ação dele para o outro. A necessidade de imitação vem da necessidade de similaridade. Dos muitos símbolos e expressões, a roupa é uma das mais importantes linguagens não verbalizadas do eu que passa de controle social.
As pessoas procuram comunicar para os outros, esta percepção de si, que demandam a integração social mediante o que é culturalmente aceito. A única alternativa para Baudrillard é a descontração sígnica, ou seja, a desestruturação do código, que se obtém jogando-o contra si mesmo. O signo está apto a provocar em um intérprete sentimentos, isto é, um interpretante emocional. Ícones tendem a produzir esse tipo de interpretante com mais intensidade. Os interpretantes emocionais estão sempre presentes em quaisquer interpretações, mesmo quando não nos damos conta deles. Um signo pode ser energético, que corresponde a uma ação física ou mental, quer dizer, o interpretante exige um dispêndio de energia de alguma espécie. Nas relações entre a imagem e mensagem predomina a complementaridade. Quer dizer as mensagens são organizadas de modo visual seja capaz de transmitir tanta informação que já passaram visualmente e acrescentar informações específicas que o visual não é capaz de transmitir. Isso fica claro nas diferenças das cores que criam uma distinção que vem a ser especificada pelas palavras que dão nome às cores.
As palavras também se relacionam com as imagens, predominando também a complementaridade. Quer dizer, as mensagens são organizadas de modo que o visual seja capaz de transmitir a informação. Os elementos culturais e convenções só funcionam simbolicamente para um interpretante. Dependendo do tipo de intérprete, dependendo especialmente do repertório cultural que o intérprete internalizou, alguns significados simbólicos se atualizarão, outros não. Os interpretantes por estarem no mundo, por fazerem parte dos desígnios da vida, os efeitos que os signos poderão porventura produzir no seu dia-a-dia são tão enigmáticos quanto o próprio desenrolar da vida. Se uma imagem é um bom produto, se vende bem, essa imagem será perseguida sem tréguas e sem limites.
As emoções são signos. Nesse ponto, o caminho parece estar aberto para a nossa análise semiótica como uma emoção que é um signo. Qualquer signo, todo signo, mesmo um signo mental, deve estar corporificado. Estando corporificado, o signo tem qualidades materiais que lhe são peculiares como uma entidade ou evento que ele é, independente de sua função representativa. Em conclusão, o plano dos significantes constitui o plano de expressão e dos significados o plano de conteúdo.
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